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No dia 14 de março abrirá oficialmente o mercado de transferências da NFL. A partir desta data, as franquias poderão assinar com os atletas que estiverem sem contrato em 2018 – por ora, os acertos são considerados apenas “extraoficiais”. Assim, a cada dia que passa crescem as especulações sobre o destino dos principais free agents, além de aumentarem as projeções sobre como os times devem se reforçar.

Com isso em mente, preparamos um longo texto no qual pensamos em algumas das melhores movimentações possíveis para as equipes, levando em conta aquisição, manutenção e dispensa de jogadores. Consideramos principalmente aspectos como situação financeira das franquias, necessidade e qualidade do atleta. Sem mais enrolação, vamos direto ao que interessa.

Leia também: Uma movimentação que cada franquia da NFC deveria fazer na Free Agency

AFC South

Jacksonville Jaguars: Assinar com o TE Jimmy Graham

Graham não é mais o jogador de três ou quatro anos atrás, tendo vivido muitos altos e baixos em sua passagem de três temporadas por Seattle, contudo ele continua sendo um dos tight ends mais perigosos da NFL na red zone, haja vista seus 10 touchdowns recebidos em 2017.

Jacksonville carece de um nome de peso na posição e poderia usar o principal talento de Graham para incrementar o ataque aéreo. Como vimos nos últimos playoffs, Blake Bortles depende muito de play actions, passes curtos, checkdowns etc. para ter sucesso, portanto um bom tight end recebedor facilitaria bastante sua vida. Graham seria o cara em descidas curtas ou jogadas próximas da end zone. De resto, vale mencionar que, em teoria, não seria um investimento tão alto para os Jaguars, pois Graham vem de temporadas irregulares em Seattle e está prestes a completar 32 anos de idade.

Tennessee Titans: Assinar com o CB Trumaine Johnson

A secundária de Tennessee melhorou consideravelmente na temporada passada em relação a 2016, mas ainda falta talento e profundidade no setor. Um jogador do calibre de Johnson chegaria para resolver os dois problemas. Ele é um legítimo cornerback número 1 capaz de seguir o melhor recebedor adversário durante toda a partida.

A única questão é que após dois anos atuando nos Rams sob a franchise tag, Johnson deve estar ávido por um gordo contrato de longa duração, o que provavelmente sairá bem caro para quem estiver interessado nos seus serviços. Em todo o caso, os Titans possuem algo na casa dos 50 milhões para gastar nesta intertemporada, então dinheiro não tende a ser problema.

Houston Texans: Assinar com o LB/S/?? Eric Reid

Defensive back de origem, Reid jogou algumas partidas como linebacker pelos 49ers em 2017. Entretanto, ele rende melhor e pode ser mais útil aos Texans atuando na sua posição original, como strong safety.

Mesmo sofrendo com lesões nas últimas duas temporadas, Reid é jogador bom demais para ser ignorado, representando um upgrade imediato em comparação as atuais opções presentes no plantel de Houston. Ademais, a franquia conta com 65 milhões disponíveis no salary cap, quantia mais do que suficiente para assinar com Reid e mais alguns free agents de alto nível.

Indianapolis Colts: Assinar com o OG Andrew Norwell

Indianapolis perderá Jack Mewhort, seu melhor guard, na Free Agency, então nada mais justo do que buscar a reposição no próprio mercado. Andrew Norwell é provavelmente o principal offensive lineman disponível e pode ter um impacto gigante na linha ofensiva dos Colts, tal como Kelechi Osemele teve quando assinou com os Raiders.

Norwell é um guard completo, jovem (26 anos), ótimo nos bloqueios para corrida e protegendo o quarterback. Com mais de 70 milhões livres na folha salarial, os Colts deveriam fazer o possível e o impossível para assinar com o ex-jogador dos Panthers, até porque a prioridade número 1 da equipe precisa ser proteger Andrew Luck.

AFC North

Pittsburgh Steelers: Manter o RB Le’Veon Bell

Seja através da franchise tag ou de um acordo de longa duração, manter Bell é a maior prioridade em Pittsburgh. O conjunto de qualidades apresentadas pelo running back – boa visão, força, paciência para correr com a bola e uma habilidade fora do comum recebendo passes – o faz simplesmente insubstituível. Ele é uma das chaves para a franquia conquistar mais um título e aproveitar o final da janela com Ben Roethlisberger.

O problema é os Steelers possuírem apenas oito milhões no salary cap, o que significa que eles precisariam fazer uma verdadeira engenharia financeira para reassinar com Bell. Além disso, o running back já recebeu a franchise tag em 2017 e se mostrou muito irritado com a possibilidade de ser taggeado de novo, inclusive ameaçando se aposentar. Caso um acordo não seja fechado, prepare-se para ver Bell quebrando a banca na Free Agency, ainda mais com tantos times cheios de dinheiro para gastar.

Baltimore Ravens: Manter o C Ryan Jensen

Assim como Pittsburgh, Baltimore também está com o orçamento bem apertado (11 milhões), ou seja, sair no mercado atrás de medalhões será bastante difícil. Assim, uma das alternativas é tentar reassinar com seus próprios atletas.

Ryan Jensen não é um offensive lineman espetacular, mas, após anos como reserva, foi um sólido center titular em 2017, sendo eficiente bloqueando para as corridas e protegendo Joe Flacco. Trazê-lo de volta por mais uma temporada seria uma decisão inteligente por parte dos Ravens, até porque ele não deve sair tão caro assim.

Cincinnati Bengals: Assinar com o CB E.J. Gaines

Cincinnati é uma equipe curiosa. Embora o elenco seja recheado de bons valores em várias posições, há buracos a serem fechados em quase todos os setores. Existem boatos fortes dando conta que os Bengals têm a intenção de dispensar o cornerback Adam Jones, seu titular por vários anos. Neste caso, a secundária passa a ser uma das prioridades.

E.J. Gaines tem um longo e preocupante histórico de lesões, mas quando está em campo é um dos bons cover corners da NFL, conforme mostrou em 2017 com o Buffalo Bills. Sua eventual contratação pode não fazer tanto barulho entre os torcedores, mas sem dúvida deixaria o time de Cincinnati mais forte. Considerando que talvez esta seja a última chance de Marvin Lewis levar a franquia a algum lugar, toda ajuda é bem-vinda.

Cleveland Browns: Assinar com o WR Terrelle Pryor

Cleveland possui uma quantidade insana de dinheiro para gastar (110 milhões), mas a pergunta a ser feita é: algum free agent top de linha vai querer jogar pelos Browns? Talvez sim, desde que a equipe pague muito mais do que eles valem. Esta é a dura realidade de uma franquia que terminou 0-16 e tem um histórico de fracasso tão grande.

Deste modo, buscar um velho conhecido como Pryor é um dos caminhos. O wide receiver teve um ano desastroso com Washington em 2017, mas há duas temporadas brilhou com os Browns e mostrou bom potencial de crescimento. Talvez um reencontro ajude ambas as partes, trazendo um recebedor de bom nível para o time e fazendo Pryor reencontrar sua melhor forma. Pelo menos química com o sistema de Hue Jackson ele já mostrou ter. Cleveland não teria nada a perder com a experiência.

AFC West

Kansas City Chiefs: Assinar com o LB Zach Brown

Após 13 temporadas, Derrick Johnson não estará mais patrulhando o miolo da defesa de Kansas City. A franquia decidiu abrir mão do veterano linebacker de 35 anos e agora precisará reforçar a posição. Uma alternativa boa e provavelmente não tão cara é Zach Brown. O linebacker teve um bom 2017 em Washington e pode ser uma ótima adição para ajudar a combater o jogo corrido, uma das fraquezas dos Chiefs – todo mundo lembra como Derrick Henry destruiu Kansas City no último Wild Card.

Los Angeles Chargers: Assinar com o C Weston Richburg

Richburg é um center consistente e cairia bem em uma linha ofensiva problemática como a dos Chargers, ainda mais por ser capaz de também quebrar um galho como guard. O grande problema é ele ter perdido quase a temporada passada inteira por conta de uma concussão. É uma situação preocupante, sobretudo quando lembramos do caso de Michael Oher, que entrou no protocolo de concussão da liga em 2016 e não saiu mais.

Seja como for, informações dão conta que Richburg está recuperado e despertando interesse de outras franquias, o que é um bom sinal. Los Angeles possui 27 milhões livres no salary cap, não é muito, mas deve ser o suficiente para fazer uma investida pelo ex-center dos Giants.

Oakland Raiders: Assinar com o RB Dion Lewis

Ainda não sabemos se Marshawn Lynch continuará nos Raiders em 2018, mas, mesmo que ele permaneça, o ano passado mostrou que ele não é mais tão dominante quanto antes. O dinamismo de Dion Lewis correndo e recebendo passes seria uma adição interessante ao letárgico ataque de Oakland em 2017.

O ex-running back dos Patriots viveu seu melhor momento na reta final da temporada passada e por isso chegará valorizado na Free Agency, embora tenha sido bastante discreto no Super Bowl. Ainda assim, Lewis não parece destinado a receber um contrato absurdamente alto, fazendo com que ele caiba na realidade financeira dos Raiders.

Denver Broncos: Assinar com o QB Case Keenum ou QB Sam Bradford

A caótica situação under center dos Broncos precisa ser resolvida, já que Brock Osweiler, Trevor Siemian e Paxton Lynch não são a resposta para nada. A base do time campeão do Super Bowl 50 está se desmanchando e consequentemente a janela para mais títulos está prestes a se fechar. Ou seja, Denver está chegando em um momento de “agora ou nunca”, por isso precisa de um quarterback confiável o mais rápido possível.

O sonho de consumo é Kirk Cousins, porém, com 26 milhões no salary cap, será difícil competir, por exemplo, com o dinheiro de Vikings e Jets. Assim, as melhores opções restantes são Keenum ou Bradford. Nenhum dos dois é o ideal, sendo que Bradford mais uma vez desperta dúvidas devido à sua condição física, mas ambos são upgrades em relação ao que os Broncos têm hoje. A outra alternativa, claro, seria draftar um signal caller, só que isso é uma solução em médio e longo prazo.

AFC East

New England Patriots: Manter o OT Nate Solder

Solder foi provavelmente o melhor offensive lineman dos Patriots nos últimos tempos e é o melhor left tackle disponível na Free Agency. Embora não seja top de linha na sua posição, ele protegeu bem Tom Brady nas últimas temporadas e, se chegar ao mercado, deve despertar bastante interesse.

Como todo mundo sabe, New England não se importa de deixar jogadores importantes irem embora, mas seria uma boa ideia pelo menos tentar mantê-lo por perto, desde que por um preço razoável, afinal Solder completará 30 anos em abril. Com 19 milhões livres no cap, a franquia tem flexibilidade suficiente para buscar um acordo interessante para as duas partes.

Buffalo Bills: Assinar com o QB Teddy Bridgewater

Buffalo não esconde de ninguém que quer um novo quarterback, então porque não dar uma chance a Teddy Bridgewater? Sabemos dos riscos envolvidos por conta da séria lesão no joelho sofrida pelo signal caller, mas, pensando bem, a equipe não tem muito a perder, principalmente se tiver Tyrod Taylor como seguro de vida.

Por exemplo, a franquia pode assinar um contrato curto de um ou dois anos e pouco valor garantido – Teddy, no momento, não parece ter poder de barganha para exigir muito mais. Se der errado, Taylor continua como titular por mais um tempo e Bridgewater é cortado sem maiores consequências. Por outro lado, se der certo, os Bills terão encontrado um possível franchise quarterback.

Miami Dolphins: Se desfazer dos jogadores certos sem comprometer tanto o time

Como está cinco milhões de dólares acima do limite do salary cap, Miami não tem condições de pensar em contratações de peso – ao contrário, a missão é equilibrar as finanças abrindo mão de jogadores. Entre os cotados para serem cortados ou trocados estão: Julius Thomas, Lawrence Timmons, Ju’Wuan James, Ndamukong Suh e Jarvis Landry, todos com um peso significativo na folha salarial.

Sim, mesmo tendo recebido a franchise tag, Landry pode acabar sendo negociado com outro time, embora pareça ser um cenário um tanto improvável. Em suma, a intertemporada dos Dolphins promete ser bastante difícil e caótica graças às decisões contratuais ruins tomadas nos anos anteriores.

New York Jets: Assinar com o QB Kirk Cousins

New York pode estar prestes a fazer história e iniciar uma nova era na NFL a depender do quanto eles estão dispostos a investir em Kirk Cousins – segundo informações, eles pagariam o quanto fosse preciso pelo quarterback, o que pode significar um contrato todo garantido ou até 70 milhões no primeiro ano de vínculo.

Não vamos entrar no mérito se Cousins vale tudo isso ou não (não vale). O ponto é que os Jets querem um franchise quarterback, têm dinheiro de sobra para gastar (94 milhões) e o mercado de signal callers está super inflacionado. Tal combinação de fatores criou a tempestade perfeita para Cousins receber um contrato insanamente valioso. Do ponto de vista financeiro pode até ser uma loucura, porém do ponto de vista esportivo não. O futuro ex-atleta de Washington é o melhor quarterback a virar free agent nos últimos tempos e New York busca estabilidade na posição há uns 40 anos. Como podemos criticar a franquia por desejá-lo tanto?

 

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