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Vamos a uma parte essencial de minha coluna semanal: o feedback. Minha prerrogativa de poder criticar jogadores e equipes traz consigo a responsabilidade de lidar com críticas da mesma forma. Não só; Lidar com o feedback para que a melhora seja sempre constante nessa coluna e no meu trabalho como um todo.

O talkback será semanal, às quartas. Como vou tirar férias amanhã – há textos entrando no site, mas os escritos por mim estão prontos/programados – e estamos devendo dois textos de feedback, este vai ao ar hoje, segunda. Como você perceberá, boa parte são elogios à volta da coluna e etc. Este texto não será sempre assim, ok? Excepcionalmente me dei esse direito até para motivar novas colunas.

Ainda, o talkback será publicado também como podcast para quem quiser ouvir – é a forma pela qual faz sentido um monólogo no feed, já que não deixa de ser um diálogo com vocês (mesmo que lido por apenas uma voz).

Nosso podcast está presente nos principais players. Se você tem iPhone/iPad, estamos no app de podcasts da Apple/iTunes. Se você tem Android ou prefere outro aplicativo, estamos no Soundcloud (onde você pode baixar nosso podcast) e no PocketCast. E também estamos no TuneIn e no Deezer.

Quer comentar algo? Me xingar com carinho? Dois caminhos para tanto.

a) Mande um tweet em @CurtiAntony. Se quiser, pode mandar uma mensagem também, minha DM é aberta.
b) Caso queira escrever algo em mais de 140 280 caracteres, email para curti.antony@profootball.com.br

A menos que você diga o contrário, seu feedback será publicado (e respondido) com seu nome por inteiro e sobrenome abreviado. Quaisquer mensagens, tweets, emails e DMs que forem mandadas para mim em minhas redes sociais poderão ser publicadas aqui.


Pedro K, via Twitter: Existe alguma diferença do livro Manual do Futebol Americano 1ª Edição para a 2ª Edição?

Sim, existe. A primeira edição foi feita por outra editora que não compartilhou de meu esmero com a forma, por assim dizer – medidas legais foram tomadas, risos. Assim, arrumei muitas coisas para a segunda. No conteúdo, é a mesma coisa da primeira menos um pequeno capítulo de Fantasy Football – que virará livro em separado. Foram adicionadas umas 50 páginas ao todo. Os primeiros capítulos contém exercícios e todos têm conceitos-chave ao final. Ainda, Glossário e Bibliografia também estão ao final do livro. Para quem ainda não tem e quer passar a offseason mais rápido, tá com desconto e frete grátis na loja do site, aqui para comprar.

Enzo L, via Twitter: Queria dizer, como um hater e fã assumido, li todas suas colunas semanais de AC/DC à Primeira Leitura. Fico feliz demais em ver você de volta com uma coisa que foi parte da minha infância, de verdade. Uns pensam em assoprar fitas, jogar video games, eu lembro de você. Você podia deixar a “descida” e o quanto falta para o first down de acordo com o quê vem nesse subtítulo. Notícia de prisão/violência doméstica? Aumente a jarda, como um. Um passo para trás. Tom Brady renovou contrato/Browns venceram duas partidas seguidas pela primeira vez em cinco anos? Quase um first down isso aí. Enfim, algo bobo, mas que acrescenta na experiência de leitura. Gostei também quando reconheceu sua marca registrada principal, as analogias de relacionamento. E também quando falou como sobre sua autoria seria reconhecido mesmo que usasse um pseudônimo, o que já aconteceu antes. É “esse” tipo de detalhe que cativa o leitor.

Acho que postar na segunda fica algo pesado, porque geralmente todos os reviews da rodada – americanos ou não – já são nesse mesmo dia, incluindo talvez os do ProFootball. De qualquer forma, diria que a quarta-feira parece ser um dia muito mais vazio. É mais fácil de prender como “o dia” das 4 Descidas. Quarta, o quarto dia da semana, quatro descidas. Dá para fazer um paralelo bacana.

Bom, vamos lá, por partes.

Primeiro, gostaria de agradecer imensamente ao Enzo e aos demais leitores de longa data. Boa parte das pessoas que acompanham meu trabalho descobriram-no por meio da ESPN – mas de 2011 a 2014 minha função principal foi a de redator desse site. Foi nesse período que cresci como profissional e é uma parte muito importante de minha vida. Vocês fazem parte dela, sem sombra de dúvidas. Então, meu muito obrigado pelo carinho e por nos acompanharem desde a época de The Concussion.

Dito isso, quanto à sugestão do Enzo para os subtítulos, fica complicado porque nem toda pauta necessariamente tem uma jogada para colocar como “ilustração”. Exemplo: “3rd and 4: O que a decisão da Suprema Corte americana sobre apostas significa”. Não tenho ideia do que pode virar disso. Pode ser um enorme para a NFL ou uma pick six.

Quanto ao dia de publicação, a quarta-feira já foi usada em ocasiões anteriores mas isso me complicou muito – “ah, já é quarta, deixa para lá”. As pautas não estavam mais tão quentes. Aproveitando para usar-me de minha marca: é como ficar com uma pessoa pela primeira vez e só mandar uma mensagem no WhatsApp três dias depois. Se publicarmos na segunda à tarde, você ainda terá o jogo de domingo na cabeça. Na quarta, já estamos pensando no Thursday Night Football. A questão do Monday Night é tranquila: ele pode ter um texto recap “exclusivo” ou pode ser tratado na coluna do Henrique Bulio, as 10 Opiniões. O objetivo da 4 Descidas será de diagnóstico/revisão. O Eduardo Miceli escreverá algo com tom de previsão ao fim de cada semana.

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Germano, via Twitter: Curti, sua coluna nova no ProFootball ficou top, cara! Sempre que lia algo lá ficava com gosto de querer mais e essa coluna ficou zica!

Agradeço imensamente. Numa era na qual o YouTube/imagem é cada vez mais usado – a ponto da Fox Sports americana derrubar os textos de seu site para apenas reproduzir os vídeos – eu realmente pensava que as pessoas não estariam dispostas a ler algo mais longo. Eu, pessoalmente, amo ler – mas como o site é uma empreitada comercial e paga minhas contas, não é como se eu pudesse fazer algo ignorando a demanda completamente. A mensagem do Germano foi apenas uma de muitas que recebi agradecendo esse texto mais longo a cada semana. Minha gratidão a todos que manifestaram esse desejo.

Gabriel de F., via Twitter: Curti, li sua coluna e, como você deu essa liberdade, vim dar o feedback. Leio o ProFootball todos os dias enquanto estou indo e quando estou voltando do trabalho. Acompanho NFL há cerca de três anos e como você bem ressaltou, o jogo muda muito rápido e são muitos conceitos a serem assimilados – seus textos ajudam muito nisso. Ter acesso a uma análise extensa como essa, de maneira gratuita, é espetacular e dá um boom na popularização do esporte. Tomara que você consiga manter o ritmo e continuar postando. Somente impressões positivas. Parabéns!

A parte do “maneira gratuita” é importante nessa mensagem do Gabriel. Como já escrevi aqui. o jornalismo vive um momento conturbado. A internet facilitou que muitos começassem a cobrir esportes como atividade à parte de sua profissão do dia-a-dia. Foi meu caso quando fazia faculdade de Direito, aliás. Isso não quer dizer que quem vive disso como profissão principal – meu caso agora – não possa pagar suas contas por meio de conteúdo que produz. Jornalismo hoje também é entretenimento. Tanto quanto o Netflix ou o Spotify.

Em oportunidades anteriores, fui duramente criticado por muitos por a) Termos textos exclusivos para assinantes aqui no site, b) Termos Cursos de Draft/Futebol Americano e c) Escrever um livro que as pessoas têm que comprar. Como dito acima, é meu trabalho. Se você é advogado, não defende causas gratuitamente, certo? A lógica no jornalismo em mídia digital, hoje em dia, se opera de maneira semelhante.

Por anos e anos, 100% de meu conteúdo foi gratuito. Mesmo antes de entrar na ESPN, já tinha escrito (pelo menos) 2000 artigos entre notícias e textos opinativos. Boa parte de meu conteúdo continuará sendo gratuita, justamente pelo o quê o Gabriel disse: é importante para popularizarmos o esporte. Como esta é minha profissão, ofereço outros conteúdos que são premium que nem as gemas loucas lá no Clash of Clans: meus livros, os cursos – não deve haver mais nenhum neste ano – e o ProClub, com textos e podcasts extras/exclusivos aqui no ProFootball. E você não é obrigado a consumir isso se não quiser. Se o fizer, em contrapartida tem minha dedicação exclusiva a tanto. Acredito que com isso o conteúdo seja ainda melhor, por tabela.

Creio que essa seja a melhor maneira de eu pagar minhas contas – não sou milionário e acho ostentação algo estúpido – e que minha “função social” nessa bagaça seja exercida. Podcast, YouTube, Lives de Madden (voltarão depois de minhas férias desta semana), vários textos e esta coluna sempre foram gratuitos e continuarão sendo.

Leonardo G, via Twitter: Sempre relutei em mandar essas mensagens para pessoas cujos trabalhos eu admiro, mas devido às semelhanças de nossas histórias, achei que seria interessante ter a possibilidade de falar contigo. Sou estudante de Direito e, como você, amante dos esportes americanos – principalmente a NFL. Gosto muito de seu trabalho tanto na ESPN quanto no ProFootball (textos e podcasts), sempre leio todos os textos abertos – infelizmente, ainda não sou sócio do site – e ouço os podcasts. Claro que não concordo com todas suas opiniões e nem com algumas visões, mas todas são muito interessantes e sempre me fazem refletir – o que imagino que seja o foco de seu trabalho.

Saindo um pouco dele, partilho boa parte de suas ideias sobre aspectos pessoais, as quais você coloca em seus textos e em seus podcasts.

Novamente, agradeço imensamente pelo carinho e mensagens de todos vocês. O objetivo sempre foi fomentar o debate – desde que comecei o site como forma de “exercer minha vocação” enquanto cursava Direito. Seria um saco se todos concordassem com tudo o que escrevo e falo. Fico feliz que não seja o caso. Nesse sentido, fico feliz em ouvir argumentos em contrário à minha opinião e, se estou errado ante novos fatos ou visões, não tenho o menor pudor de voltar atrás no que disse. É necessária essa humildade quando trabalhamos com algo que tem o público como elemento essencial.

Venerando, via Instagram: Curti é Patriots, dizem as más línguas que ele “mudou” de time quando foi contratado pela ESPN, amigos da época de Soft dizem que ele é Patriots… Se diz Chicago para não ser modinha.




Como dito lá em cima, não publicarei apenas elogios que mostram quão incrível eu sou – até porque não sou. Na sexta-feira, na redação da ESPN, o Marcus, Editor Chefe do League estava com uma camisa do Boston Celtics e uma do Houston Rockets na mão – siga-o no twitter, aliás, principalmente se você gosta de basquete, ele tem ótimas visões. Pedi para usar a dos Celtics no programa, porque acho a camisa maravilhosa e, para ser sincero, não estava muito na vibe de usar aquelas camisas sociais que separam para gente. Minha visão é: o estúdio é um sports bar. Vamos usar camisas de equipes de ligas americanas então, oras.

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Enfim, logicamente iria aparecer alguém que diria que eu torço para os Celtics ou sei lá o quê. Esse acima disse que eu torço para os Patriots e que mudei de time em 2014 quando fui contratado pela ESPN. Nope. Seria covarde agir assim. Não foi o caso e não tenho medo de ninguém que diga que eu sou modinha. Tal como acontece com diversos jornalistas esportivos, é uma tara do público imaginar que o cara torce por X ou Y e isso afeta seu trabalho. Se você realmente acha isso, sugiro que veja narrações de títulos do Vasco na voz do Galvão – que é Flamengo.

Dito isso, conforme já disse no podcasts, torço pelos Patriots sim. Isso bem antes da ESPN. E também pelos Bears. Não vejo problema nenhum nisso, porque quando estou no ar eu torço por meu trabalho. Dois exemplos básicos: em 2014, full pistola com o desempenho do Império Galático, Brady & Amigos, escrevi minha opus horribilis, o Acabou a Dinastia. Em janeiro, comentei Titans @ Patriots e falei que a arbitragem estava errando contra Tennessee. No mesmo sentido, em relação aos Bears, comenteiúmeros jogos dos Packers com emoção e profissionalismo – notoriamente, a virada contra os Dolphins em 2014, nos segundos finais.

Se você acha que eu sou afetado por quem torço ou deixo de torcer na minha vida privada… Bom, azar o seu! ahahahhahahahahaha

Fabrício R, via Twitter: Acabei de ler a nova coluna e está show, cara! Queria falar que sou muito seu fã, melhor comentarista de todos e amo ler seus textos, a forma pela qual você escreve, suas analogias e todo o mais. Também me inspira a escrever! Sou do tipo que gosta de ler muito, então quanto maiores seus textos, melhor!

Lil G, via Twitter: Curti, parabéns pela coluna. Essa preocupação das pessoas não lerem textos grandes e valorizar os tweets e clickbaits só é verdade se vc focar no público geral. A meu ver, o site tem como alvo um pessoal (eu incluso hahaha) que quer sempre aprender mais e mais. Então, quanto maior e mais detalhado melhor. Continua com a coluna que ela tá sensacional PS: Tudo bem que eu estava relativamente alcoolizado quando eu li mas ainda assim estava excelente.

Bom, chegamos a 2000 palavras com o talk back. Então divirtam-se! AHAHAHA Novamente, agradeço imensamente. Não pelos elogios em si, mas pela fé que vocês restauraram em mim. Eu realmente achava que, em 2018, as pessoas tinham desistido de ler coisas mais longas. Que bom que não é o caso.

Rafael C, via Twitter: Quais jogos da última temporada da NFL você recomendaria para assistirmos nesse inverno enquanto não chega setembro?




Verei todos no condensado do GamePass; É a única forma de criar coragem para correr na esteira. De toda forma, dois da temporada regular: Seahawks vs Texans e Rams vs Eagles. O primeiro foi um festival de pontos e um tiroteio Russell Wilson vs Deshaun Watson; O segundo foi um duelo tático incrível que tive a sorte de poder comentar. Packers e Cowboys noício do ano foi incrível também.

Luiz S, via e-mail: Sou um acompanhante ávido de Futebol Americano há aproximadamente seis anos e pratico o esporte nesse período e vou te falar uma coisa: você melhorou muito, é muito mais divertido. Pode fazer colunas longas que lerei todas.

Novamente, PARECE um elogio mas é uma crítica construtiva (retroativa) que é imensamente importante para que eu consiga seguir nesse caminho. Há três anos, eu era completamente travado nas transmissões e dificilmente conseguia passar informação de forma leve e descontraída. Não precisa ser palhaço, mas a leveza é importante. Afinal de contas, aos domingos sou uma visita na sua casa. Nesse período trabalhei duro – inclusive com fonoaudióloga e etc – para melhorar cada vez mais. Então sintam-se à vontade para, também, mandarem críticas no feedback (construtivas, por favor!).

Guilherme T: Veio uma dúvida muito forte, na 3rd and 4. Quando a gente fala de apostas e o fato da NFL ser contra, será que ela não estaria preocupada com a “mala branca” e a “mala preta”, que infelizmente acontecem aqui no Brasil? Eu sei que fazer um paralelo entre esportes é errado, existe a diferença cultural, mas fiquei pensando em apostas que talvez envolvam placar e diferença de pontos e os jogadores sejam seduzidos por malas. Seria uma preocupação?
É uma preocupação válida, Guilherme, Seja como for, acredito que o ponto principal é que a NFL não gosta de saber que tanta gente irá ganhar dinheiro com seu produto sem que receba algo em troca. E que agora terá que remunerar melhor seus árbitros – justamente para que esses casos que você citou nem passem perto de acontecer. Mexeu no bolso da liga, não vão gostar. Essa é a minha leitura, ao menos.

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