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Os Broncos não perdiam após liderarem por uma vantagem de dois dígitos no último quarto há 65 partidas. Eles também não permitiam 300 jardas aéreas a um quarterback há 38 jogos. Dificilmente alguém ainda tinha dúvidas sobre o tamanho do feito conseguido por Kansas City e Patrick Mahomes no Monday Night Football, mas, em todo o caso, vale o registro das marcas quebradas pelos Chiefs.

Depois de ver Denver abrir 23 a 13, em casa, noício do quarto final, Kansas City anotou 14 pontos seguidos e virou o marcador para 27 a 23, conseguindo sua quarta vitória na temporada. Mahomes, aliás, continua invicto na NFL: cinco triunfos e nenhuma derrota somando 2017 e 2018. Mais do que isso, o segundanista agora se consolidou como o principal favorito ao prêmio de MVP do ano.

Hoje, o conjunto de habilidades de Patrick Mahomes é simplesmente imparável

No futuro, alguma mente defensiva brilhante obviamente descobrirá um jeito de parar de Mahomes, porém atualmente não existe nada que funcione. Denver seguiu a cartilha do que uma defesa deve fazer para segurar um quarterback e um ataque em grande fase: Von Miller, Bradley Chubb e etc. fizeram o possível e o impossível para pressionar Mahomes e tirá-lo da sua zona de conforto. Foram raríssimas as vezes em que ele teve qualquer tranquilidade para trabalhar.

Contudo, os Broncos cometeram um erro imperdoável diante de um signal caller móvel: permitir que ele escapasse pelas laterais. Quarterbacks como Russell Wilson, Aaron Rodgers e Cam Newton precisam ficar encaixotados dentro do pocket, pois caso contrário castigarão a defesa com seus scrambles. Patrick, como ficou claro, também é assim e foi capaz de fazer jogadas mesmo com o pocket colapsandoúmeras vezes.

O tão elogiado braço forte de Mahomes também fez a diferença. Muito mais importante do que simplesmente arremessar a bola o mais longe possível, ter um braço potente é fundamental para passes nos quais o quarterback não possui uma base de lançamento apropriada – por exemplo, quando ele lança em movimento. A polêmica conexão com Travis Kelce no começo do terceiro quarto ilustra bem o que queremos dizer. Fora seu costumeiro canhão no braço direito, Mahomes também mostrou ter uma precisão e capacidade de improviso fora do comum, como quando ele, em uma terceira descida, lançou um passe com a mão esquerda na iminência de ser sackado por Von Miller.

Colocando em números, Patrick terminou o jogo com 192 jardas lançadas fora do pocket. É uma marca tão expressiva que os gurus da estatística da ESPN norte-americana não sabem exatamente a última vez que isso ocorreu – só sabem que não foi nos últimos 10 anos. Lembre-se que vivemos em uma época de jogadores como Aaron Rodgers e Russell Wilson, os reis do scramble.

Enfim, não foi a performance mais produtiva de Mahomes em termos de jardas (304) e passes para (um), mas sem dúvida foi o seu desempenho mais impressionante como franchise. A mistura de talento, liderança e capacidade de concretizar uma virada em um ambiente hostil como o Mile High foi algo de encher os olhos. É preciso destacar também a grandiosa atuação de Kareem Hunt. O running back totalizou 175 jardas de scrimmage (121 terrestres e 54 aéreas) e um .

Play calling ruim de Denver pode ter custado a vitória

Se você fosse coordenador ofensivo na NFL, o que faria se o seu time tivesse dois ótimos running backs, uma média de mais de sete jardas por tentativa de corrida e liderasse o placar no último quarto? Obviamente, abandonaria o jogo terrestre e lançaria vários passes com Case Keenum. Ou talvez não.

A proporção final de jogadas dos Broncos foi de 33 passes e 22 corridas. Olhando fora de contexto, não é uma diferença tão grande; entretanto, levando em conta as circunstâncias do jogo, é um número difícil de explicar. Royce Freeman (67 jardas terrestres e um ) e Philip Lindsay (69 jardas e outro ) estavam quase que literalmente passando por cima da defesa dos Chiefs, que não conseguia pará-los de maneira alguma. Mesmo assim, ambos terminaram respectivamente com apenas oito e 12 tentativas de corrida.

Se Denver tivesse corrido algo perto de 30 vezes, é possível que eles conseguissem avançar mais com a bola, além de gastar melhor o relógio – os Broncos ficaram na frente do placar a maior parte do tempo, o que torna a decisão do coordenador ofensivo Bill Musgrave ainda mais estranha. Por exemplo, com 6:30 minutos no cronômetro e vencendo por 23 a 20, a equipe sofreu um three-and-out depois de tentar uma única corrida.

Quem também contribuiu para a derrota foi Case Keenum. Embora a interceptação dessa vez não tenha sido sua culpa – foi mais mérito da jogada espetacular de Eric Murray -, o quarterback falhou na hora decisiva ao errar um passe fácil para Demaryius Thomas, que deu um baile em Orlando Scandrick nos últimos segundos de confronto. Seria o da vitória. Com 78% de acertos, Keenum é o segundo pior signal caller da NFL passando para recebedores livres de marcação. Só Andy Dalton tem desempenho mais fraco (75%).

Por falar em recebedores livres de marcação, vale mencionar como a defesa de Kansas City é frágil em todos os aspectos. Não importa se é pelo alto ou pelo chão, ela vem sendo batida semana após semana – e ontem não foi diferente. A esperança é que o retorno do safety Eric Berry amenize a situação, caso contrário os problemas defensivos poderão custar caro para Chiefs no futuro.

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