Um terço da temporada já ficou para trás e é sempre importante olhar para o que passou para tentar entender o que vem pela frente. Num ano repleto de boas surpresas, onde jogadores não-quarterbacks são o destaque, listamos 10 pontos que nos ajudam a contar a história do que aconteceu até a semana 6.
1- Alegria nas pernas é com o Miami Dolphins
Mike McDaniel montou uma verdadeira máquina de grandes jogadas na Florida: são 56 big plays e quase 400 jardas a mais que o segundo colocado. A média de 37 pontos por jogo e as peças estão brilhando: Tua Tagovailoa é candidato ao prêmio de MVP, Tyreek Hill está no ritmo de conseguir quebrar as 2000 jardas recebidas e o jogo terrestre flui como água. Nenhum ataque é tão divertido quanto o dos Dolphins em 2023.
2- Só faltava você (e umas peças)
É claro que a chegada de peças como Za’Darius Smith e Dalvin Tomlinson contribuíram, mas nada foi tão impactante quanto a mudança no comando: do insosso Joe Woods para o vibrante Jim Schwartz, a diferença é abismal. Esquema novo, energia nova e uma unidade que vem quebrando tudo: são 15 pontos por jogo e menos de 4 jardas cedidas por partida. Myles Garrett está na briga pelo defensor do ano e a unidade pode manter o time vivo em momentos de aperto.
3- O último que sair, apaga a luz
No tempo que acompanho NFL, nunca vi um time do New England Patriots tão ruim como o de 2023. O ataque batalha com força pelo posto de pior da liga, com uma montagem de elenco esdrúxula e um Mac Jones assustado até com assobio. Do outro lado da bola, as lesões minaram uma boa defesa e hoje a unidade é um fantasma do começo da temporada. Bill Belichick passou a ser bastante contestado, algo até então inimaginável. Já o torcedor dos Patriots só quer uma coisa: que o ano acabe.
4- Nem Gilberto Barros rugiu tão alto
A última vez que o Detroit Lions venceu sua divisão foi em 1993, quando ela ainda se chamava Central em vez de North. Tudo indica que em 2023, esse jejum terá fim: o time está jogando o fino da bola e tem 5 vitórias em 6 jogos. Jared Goff está na corrida pelo MVP, a linha ofensiva é ótima e os problemas na defesa foram minimizados, com Aidan Hutchinson dando um salto enorme em seu segundo ano. Grraurrr!
5- Run CMC, run!
Mais de 500 jardas terrestres, sendo que 13% de suas corridas foram para 10 jardas ou mais e 7 touchdowns. O lema em San Francisco é simples: run CMC, run (aliás, uma bela camisa com esse lema está à venda em nossa loja). Obviamente, o ataque tem muitos outros talentos, mas nada se compara com Christian McCaffrey, já que cada vez que a bola está em suas mãos, algo de extraordinário pode acontecer.
6- Ninguém sabe a verdadeira cara do amor
Jordan Love começou a temporada com 6 touchdowns e nenhuma interceptação, cuidando bem da bola e dando sinais interessantes. Contudo, nas três últimas partidas, foram apenas 2 passes para pontuação e 6 turnovers. O que antes era esperança, rapidamente se tornou preocupação: a pulga segue atrás da orelha do torcedor, que ainda não sabe ao certo qual a verdadeira face do escolhido para suceder Aaron Rodgers.
7- A quiropraxia precisa estar em dia
Ok, Patrick Mahomes não está jogando no seu melhor – e isso ainda é melhor que 85% dos quarterbacks do time. Mas de verdade, espero que ele esteja indo na quiropraxia, fazendo ajustes e alongamento na coluna e fortalecendo a lombar: não é fácil carregar o corpo de wide receivers do Kansas City Chiefs. Se a aposta era na evolução dos nomes que estão lá, seis semanas depois, já tá claro que deu errado. Dito isso, o ataque ainda é top-10 em pontuação: imaginem com peças melhores.
8- Del-Rey 86 a todo vapor
Pelo segundo ano consecutivo, o Cincinnati Bengals começou patinando. A equipe chegou a estar 1-3, com Joe Burrow tendo atuações péssimas, – em parte, decorrentes de uma lesão na panturrilha – e parecia que tudo ia degringolar. Todavia, as duas vitórias consecutivas nas últimas semanas, colocar os Bengals na briga novamente. Tal qual um Del Rey 86 – confesso que nunca esquecerei quantas vezes empurrei o do meu pai no inverno -, Cincinnati demora a pegar no tranco, mas depois vai embora.
9- Copa Caleb esquenta
Tem time em que a toalha já foi jogada, lavada e esticada para secar. Denver Broncos, Arizona Cardinals, New York Giants, New England Patriots, Chicago Bears e Carolina Panthers precisariam de um milagre para chegar a pós-temporada. O que todos (exceto Carolina) pensam agora? Escolher alto e selecionar Caleb Williams, quarterback de USC, no Draft. Porém, os Bears estão em vantagem: a escolha dos Panthers é dele, o que dobra as chances.
10- A vida de calouro nem sempre é festa
3 quarterbacks selecionados na primeira rodada do Draft de 2023, três realidades diferentes. Anthony Richardson já sofreu duas contusões, sendo a última uma no ombro que exigirá cirurgia e o deixará fora pelo resto do ano. Já Bryce Young, teoricamente o mentalmente mais pronto para liga, sentiu o peso do jogo e está tendo uma evolução mais lenta que o esperado.
Por outro lado, C.J. Stroud – bastante contestado pelo seu teste S2, mesmo que não saibamos os parâmetros dele – é o favorito ao prêmio de calouro ofensivo do ano, tendo lançado sua primeira interceptação só na semana 6.
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