New England Patriots quarterback Tom Brady (12) passes against the rush by Jacksonville Jaguars defensive tackle Abry Jones (95) and Jaguars defensive end Ziggy Hood (92) in the first half of an NFL football game, Sunday, Sept. 27, 2015, in Foxborough, Mass. (AP Photo/Charles Krupa)

3 coisas para ficar de olho na final da Conferência Americana

[dropcap size=big]S[/dropcap]abe aquela revanche entre Pittsburgh Steelers e New England Patriots? É, esqueça, porque não vai rolar. No máximo, teremos uma revanche de uma partida que… Aconteceu na pré-temporada. Jacksonville Jaguars e New England Patriots enfrentam-se valendo o Lamar Hunt Trophy, o título da Conferência Americana e uma vaga no Super Bowl.

Neste texto, brevemente, separamos três elementos interessantes da partida para você assistir a final com um tempero extra. Não falaremos de estatísticas, duelos táticos nem nada: aqui trata-se de boas histórias. Sem mais enrolar, vamos lá.



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1- Qual Blake Bortles vai aparecer no Gillette Stadium?

Ok, ninguém esperava por isso. Depois de ser um dos piores quarterbacks da NFL na temporada passada, Blake Bortles é um dos finalistas da AFC. Não, ele não virou um dos melhores passadores da Conferência – em realidade, sua mecânica de passe parece piorar a cada dia. Isso não impediu que, sob a batuta de Doug Marrone, Bortles virasse um quarterback funcional, ao menos.

Em dezembro, até a partida contra o San Francisco 49ers, tudo estava ótimo – ele de fato tinha algumas estatísticas no top 5 da liga, acredite ou não. Aí veio essa partida e aquela contra o Tennessee Titans, com duas interceptações. Contra o Buffalo Bills nos playoffs, correu para mais jardas do que passou. Contra o Pittsburgh Steelers… Bom, ele foi bem! Principalmente em terceiras descidas.

Invadir a Estrela da Morte (Gilletão) numa final de Conferência não é nada fácil. Mas não é como se outros quarterbacks… Questionáveis não tivessem vencido jogos de playoffs lá. Se Mark Sanchez conseguiu com um jogo terrestre e defesa fortes, Bortles também poderia conseguir.

2- Lesões de Fournette e Brady

Leonard Fournette, running back do Jacksonville Jaguars, machucou o tornozelo na partida contra os Steelers no último domingo. Quando voltou, não foi o mesmo jogador – e ele é dúvida para a final da AFC. Não se desesperem, ele deve jogar. Mas como? Quão saudável? Isso certamente é algo para ficarmos de olho.

Do outro lado, Tom Brady se machucou num treino ao início desta semana – numa entrega de bola para um corredor. A lesão de Brady, na mão direita, não aparenta ser grave nem nada. De toda forma, foi o bastante para diminuir o favoritismo dos Patriots em Las Vegas: de 9,5 pontos para 7,5. Como o machucado é na mão que lança a bola, é algo para ficarmos de olho.

3- Brady contra a pressão

É sabido há muito tempo que o segredo para vencer Tom Brady é não mandar cinco ou mais homens para cima dele – a famosa blitz. Com oito ou sete jogadores na marcação do passe – e, consequentemente, no máximo quatro indo para cima de Brady – fica muito mais fácil a vida.



É a teoria do cobertor curto: os recursos (11 jogadores) são limitados e não dá para fazer tudo. Se você manda blitz, perde jogadores na proteção ao passe – e se a blitz não chegar no quarterback ou ele se livrar rápido da bola ao detectá-la antes do snap, um abraço. Tom Brady é o mestre da liga em queimar esse tipo de jogada defensiva.

Os Jaguars são segundo lugar da NFL em sacks e mandaram apenas 18% de blitzes ao longo da temporada. Isso foi possível por conta da excepcional linha defensiva do time: Malik Jackson, Dante Fowler Jr, Yannick Ngakoue e Calais Campbell são fora de série. Sabe quando um time conseguiu pressionar Brady bem sem blitzes? Justamente nas três derrotas dos Patriots nos playoffs e nas duas de Super Bowl contra os Giants.

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