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5 lições: 2022 é a nova realidade dos Patriots

Eliminado na última rodada, New England vive uma nova experiência, diferente do que era acostumado com Tom Brady: para sair do meio da tabela, precisa batalhar muito

5 lições é uma coluna semanal de Deivis Chiodini, abordando pontos importantes que a rodada da NFL nos trouxe. Está no ar sempre nas segundas-feiras pela manhã, trazendo opinião rápida e de forma clara. Clique aqui e confira o índice da coluna!

A vida fora do Olimpo machuca

Já são 3 anos desde que Tom Brady deu adeus ao New England Patriots. De lá para cá, o quarterback venceu um Super Bowl, chegou em uma semifinal de conferência e está de novo nos playoffs com o Tampa Bay Buccaneers. Nesse meio tempo, os comandados de Bill Belichick tem duas temporadas com mais derrotas que vitórias. A ida aos playoffs em 2021 acabou numa acachapante derrota diante do mesmo Buffalo Bills que o eliminou nessa semana 18.

É hora de entender que essa é a nova realidade da franquia de Foxboro: um time comum, como tantos outros. Ao perder seu quarterback – que é simplesmente o maior jogador da NFL de todos os tempos – a equipe voltou ao padrão das demais. Tem algo de errado nisso? Não, mas é o fim definitivo de uma era em que os Patriots estavam sempre colocando medo. Hoje isso não acontece mais: seguirão sendo respeitados, em especial por terem Bill Belichick, mas não colocam mais medo na liga.

Miami e Baltimore dependem dos médicos

O Baltimore Ravens já chegou nessa semana classificado e perdeu para o Cincinnati Bengals, enquanto o Miami Dolphins conseguiu a vaga após uma magra vitória por 11 a 6 sobre o New York Jets. O detalhe é que os dois times vem atuando com quarterbacks reservas, o que deixa evidente: precisam de Lamar Jackson e Tua Tagovailoa para a semana de wild card. Ir com Tyler Huntley (ou Anthony Brown) e Skylar Thompson para Cincinnati e Buffalo será apenas para passear.

Lovie Smith é o amigo da diversão

Sempre se suspeitou que Lovie Smith fosse um “tampão” no Houston Texans. Possivelmente sabendo que seria demitido, algo que aconteceu ainda no domingo a noite, ele bolou uma das maiores vinganças de todos os tempos na NFL. Os Texans tinham a primeira escolha do Draft, quando anotaram um touchdown faltando 50 segundos para o fim do jogo contra o Indianapolis Colts, ficando um ponto atrás. Smith chamou uma conversão de 2 pontos, o time conseguiu sucesso e perdeu a chance de selecionar antes que todo mundo. Smith é no mínimo, amigo da diversão.

Lovie Smith mandou a primeira escolha do Draft para o espaço

O plano dos Bears foi perfeito

Ryan Poles, general manager do Chicago Bears, tinha um plano para 2022. Esse consistia em ser ruim ao ponto de ter uma escolha alta de Draft, limpar o elenco de veteranos caros e deixar alguma esperança em relação o futuro. Não podia dar mais certo: Justin Fields mostrou alguns flashes – apesar do longo caminho que tem pela frente, Robert Quinn e Roquan Smith foram trocados e para fechar com chave de ouro, após perder para o Minnesota Vikings, o time tem a primeira escolha do Draft. Chicago controla o processo de seleção e pode vender bem caro essa pick 1 para alguém que queira um quarterback.

Brandon Staley é irresponsável

O Los Angeles Chargers chegaram na partida contra o Denver Broncos travados na posição 5 da sua conferência: nada do que fizessem mudaria sua colocação, nem para cima, nem para baixo. O que Brandon Staley fez? Colocou todos os titulares em campo e só no primeiro tempo viu Mike Williams e Joey Bosa saírem de maca. Eles podem até jogar nos playoffs contra o Jacksonville Jaguars, mas nada justifica essa decisão. Staley tem que agradecer todos os dias ter um time com bastante talento e Justin Herbert como quarterback: caso contrário, possivelmente estaria com o assento quente.

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