5 lições: A força dos Buccaneers está na profundidade do elenco

Mesmo sem alguns dos seus principais jogadores, Tampa Bay não teve dificuldades para dominar o Chicago Bears e provar que seu tem peças para suprir ausências sem maiores dramas

5 lições é uma coluna semanal de Deivis Chiodini, abordando pontos importantes que a rodada da NFL nos trouxe. Está no ar sempre nas segundas-feiras pela manhã, trazendo opinião rápida e de forma clara. Clique aqui e confira o índice da coluna!

O coletivo é o maior trunfo dos Buccaneers

Claro que ter Tom Brady mudou o Tampa Bay Buccaneers de patamar, culminando na conquista do Super Bowl LV. Todavia, é preciso dar mais louros para o general manager Jason Licht montando o elenco. O head coach Bruce Arians também merece aplausos pela forma como sabe potencializar as peças. Pouco importa quem esteja de fora por lesão – algo corriqueiro na NFL e que os times precisam estar prontos para enfrentar – e os Buccaneers seguem jogando no mais alto nível. Contra o Chicago Bears, os desfalques eram nomes impactantes: Antonio Brown, Rob Gronkowski e Lavonte David. O resultado? Ao fim do primeiro tempo, o placar já era de 35 a 3 e a peleja estava decidida. Não por acaso os Buccaneers seguem firmes na briga para estar no próximo Super Bowl.

Não existe mais discussão: os Bengals acertaram

O Draft do Cincinnati Bengals foi cercado de uma polêmica: com a escolha 5, o time escolheu o wide receiver Ja’Marr Chase em vez do offensive tackle Penei  Sewell, que acabou no Detroit Lions. A discussão era forte, pois os Bengals tiveram um péssimo 2020 na proteção ao quarterback Joe Burrow, o que acarretou inclusive  numa lesão que  o tirou da parte final da temporada. Ao fim da semana 7, essa discussão já não faz mais sentido: os Bengals acertaram. Ja’Marr Chase é o principal candidato ao prêmio de calouro do ano e na vitória sobre o Baltimore Ravens ele conseguiu dominar Marlon Humphrey, um dos melhores cornerbacks da liga. Foram mais de 200 jardas – já são 754 na temporada- e 8 recepções, além de um touchdown.

A proteção nas pontas da linha ofensiva segue boa com Jonah Williams e Riley Reiff. Nesse momento, ninguém tem melhor campanha que Cincinnati na AFC. Olho nos Bengals.

Justin Fields está trilhando um caminho perigoso

Erros de calouros precisam ser relevados: as dores do crescimento fazem parte da maturação de um quarterback. Entretanto, é preciso mostrar evolução e evitar repetir falhas. Justin Fields estreou depois dos demais novatos de sua posição, mas vem trazendo uma preocupação: a pobre proteção da bola, que vem se repetindo semana após semana. Contra o Tampa Bay Buccaneers foram 3 fumbles e 3 interceptações,  o que comprometeu qualquer chance do Chicago Bears competir no jogo. Já são 12 turnovers em 6 partidas e corrigir isso é fundamental: entregar a bola de bandeja faz com que qualquer acerto seja esquecido.

Os Panthers tem uma conta cara para pagar

A aposta do Carolina Panthers em Sam Darnold já está se provando errada. Nas 3 primeiras semanas ele conseguiu ter algum sucesso e acender uma chama de esperança, mas nas últimas 4 foi um dos piores quarterbacks da NFL e na derrota para o frágil New York Giants foi substituído por P.J. Walker. O drama aumenta quando se vê o investimento feito pelos Panthers: escolhas de 2°, 4° e 6° rodadas foram enviadas para o New York Jets na troca. Como desgraça pouca é bobagem, Carolina ativou o quinto ano contratual de Darnold e com isso ele custará US$ 18 milhões, mesmo que seja cortado.

A saída de Gruden fez os Raiders um time melhor

Bastou Jon Gruden dar adeus aos Las Vegas Raiders – consequência do vazamento de emails seus com deploráveis falas racistas, homofóbicas e misóginas – para que os  voltassem a mostrar um bom nível de jogo. Contra o Philadelphia Eagles, a equipe até começou atrás no placar, mas manteve a compostura, buscou a virada e controlou o jogo com tranquilidade. Claro que a resposta em campo não pode ser atribuída apenas a saída do treinador, mas a energia está diferente, como Josh Jacobs afirmou após a vitória sobre o Denver Broncos: “Todos os caras meio que motivaram uns aos outros. Você viu muitos caras da defesa se levantando e caras do ataque pulando do banco quando a defesa fazia jogadas. Eu pensei, esse é o tipo certo de energia de que precisávamos. Eu amei.”

Não só os Raiders, mas a NFL toda está melhor sem Jon Gruden.

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