Tagovailoa

5 lições: A roda gira mais rápido que nunca na NFL

Jogadores não tem mais tanto tempo para se desenvolverem como no passado e mesmo veteranos veem seu "crédito" esgotar mais rápido. É uma mudança de dinâmica sem volta, acompanhando o que acontece no mundo como um todo

5 lições é uma coluna semanal de Deivis Chiodini, abordando pontos importantes que a rodada da NFL nos trouxe. Está no ar sempre nas segundas-feiras pela manhã, trazendo opinião rápida e de forma clara. Clique aqui e confira o índice da coluna!

O ritmo mudou

Muito se fala da velocidade com que as coisas acontecem no mundo atual: tudo é rápido, flui numa intensidade muito superior aos tempos passadas e por vezes também some num piscar de olhos. Pois bem, a NFL não é diferente: cada vez a paciência é menor com jogadores, que precisam produzir rapidamente ao chegar na liga, sob pena de perderem o emprego. Lembram de Aaron Rodgers passando 3 anos no banco e tendo um quarto oscilante? Hoje dificilmente aconteceria.

Não são poucos os exemplos de quarterbacks que estão na berlinda em tempo menor que esse. Tua Tagovailoa tem em sua terceira temporada um “vai ou racha” no Miami Dolphins. Jalen Hurts viu um time forte ser montado ao seu redor e precisa entregar no Philadelphia Eagles. Trevor Lawrence, Justin Fields, Zach Wilson e Trey Lance entram em seu segundo ano já com uma leve pressão. A roda gira mais rápido que nunca na NFL: é melhor se acostumar, pois parece um caminho sem volta.

Brandon Staley, todos estão de olho em você

Em 2021, Brandon Staley chegou no Los Angeles Chargers e mexeu com os ânimos da liga ao arriscar constante quartas descidas e conversões de 2 pontos. Por mais que eu discorde de algumas decisões, não dá para negar que ele tem uma filosofia e a segue, o que sempre é respeitável. Também sob seu comando, Justin Herbert se tornou um quarterback consolidado e o ataque foi top-5 da liga na maior partes das estatísticas. Todavia, isso não é suficiente e o microscópio está sob ele.

Isso tudo por que a defesa dos Chargers foi uma das piores da NFL, fazendo com que a equipe ficasse fora dos playoffs. Pelo chão, foi trágico: quase 140 jardas corridas pelo adversário por jogo. Contudo, nesse ano recebeu diversos reforços defensivos: Khalil Mack, Joseph Sebastian-Day, Troy Reeder, Kyle Van Noy e J.C. Jackson aportaram nos Chargers. Se esse time ficar novamente fora da pós-temporada, será uma decepção enorme e a capacidade de Staley será questionada.

Jerry Jones precisa largar o osso

Não existe nenhum dono de time que tenha o nome mencionado com a frequência que Jerry Jones, do Dallas Cowboys, tem. Figura icônica, ele é também quem toma as decisões relativas ao elenco e todo planejamento do departamento de futebol americano, agindo como general manager. Apesar de amar a figura de Jerry – peça importantíssima no crescimento da NFL -, ele precisa entregar o comando para outro profissional, para o bem dos Cowboys.

Nessa intertemporada ele quase mostrou a board do time após o primeiro dia do Draft, falou que o caminho da equipe é com Ezekiel Elliott jogando muito e está tentando desesperadamente contratar Jason Peters aos 40 anos. Prestes a completar 80 anos, Jerry precisa descansar e dar lugar a alguém menos passional.

Os Texans são a franquia mais enigmática da NFL

Nick Caserio assumiu como general manager do Houston Texans em 2021 e de lá para cá, é difícil entender qual o plano da franquia. Jogadores ruins vieram de montes nesses dois primeiros anos e você não olha para esse elenco pensando que boas coisas viram para temporada seguinte. Para piorar, a escolha de treinadores é das mais estranhas: primeiro David Culley e agora Lovie Smith – convenhamos, parece que estou falando da década passada. O time tem escolhas múltiplas na primeira rodada do Draft de 2022 e espaço na folha salarial, mas a confiança que Caserio fará bom uso disso tudo é pequena para mim.

A NFL nunca foi tão grande no Brasil

É maravilhoso ver como a liga cresceu no Brasil. O interesse das pessoas pelo futebol americano chegou em outro patamar e ano após ano, a NFL fica maior. Em 2022, a gente vê a ESPN cobrindo 7 jogos por semana, com o Redzone em português e mandando uma equipe para o primeiro Monday Night Football. Também temos a volta do esporte a televisão aberta, com a Rede TV, algo maravilhoso para popularização do esporte. A NFL Brasil investindo na produção em suas redes sociais, além de muita gente produzindo conteúdo do mais diverso na internet. Não dá para esconder o sorriso ao escrever tudo isso: aproveitemos, é bom demais viver nossa paixão pelo esporte. 

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