5 lições: Andy Reid e Patrick Mahomes é o casamento perfeito

Tal qual Belichick/Brady e outros duos de treinador-quarterback, a genialidade de um complementa a do outro, num relacionamento que tem tudo para ser produtivo por longos anos

5 lições é uma coluna semanal de Deivis Chiodini, abordando pontos importantes que a rodada da NFL nos trouxe. Está no ar sempre nas segundas-feiras pela manhã, trazendo opinião rápida e de forma clara. Clique aqui e confira o índice da coluna!

Nada melhor que ter um amigo

Andy Reid penou por anos no Philadelphia Eagles com a ausência de um quarterback de elite, que colocasse seus planos de forma efetiva em campo. Na chegada ao Kansas City Chiefs, entendeu que com Alex Smith não mudaria isso e ao selecionar Patrick Mahomes, sua vida mudou: agora ele pode planejar – inclusive coisas totalmente fora da caixa – com a peça para executar. Por outro lado, o quarterback encontrou no velho treinador alguém que não tem medo e tira tudo que o camisa 15 tem de melhor.

Contra o San Francisco 49ers, uma aula. Reid sabia exatamente o que fazer: isolar Nick Bosa e tornar o principal pass rusher adversário inefetivo. Mas também sabia que precisaria de Mahomes saindo do pocket e aproveitando as dobras nos bloqueios quando tivesse tempo para lançar. O resultado? 44 pontos contra uma defesa que cedia menos de 15 por partida. Não dá para não amar ver esses dois juntos: é muita genialidade por metro quadrado.

Sem meu Aaron Donald é difícil

Ano passado, acreditei que as deficiências defensivas dos Chargers passavam pelos problemas no elenco, dando ao treinador Brandon Staley o benefício da dúvida, afinal de contas ele tinha coordenador de uma defesa do Los Angeles Rams de elite em 2020. Contudo, o péssimo desempenho de 2022 – foram 214 jardas terrestres e 37 pontos cedidos para o Seattle Seahawks -, mesmo após receber diversos reforços, provam que o sucesso dos Rams na defesa passava muito mais por peças do quilate de Aaron Donald, Jalen Ramsey e afins do que por Staley.

Carolina não é terra arrasada

Tirar um treinador incompetente sempre faz bem para o vestiário. Que diga o Carolina Panthers, que venceu o Tampa Bay Buccaneers por 21 a 3. Isso mesmo, os Buccaneers de Tom Brady anotaram 3 pontos. Após trocarem Christian McCaffrey e Robby Anderson, os Panthers mostraram que não são terra arrasada e o head coach que assumir em 2022 pode ter uma base interessante. Talentos como D.J. Moore, Brian Burns, Derrick Brown, Jaycee Horn, Taylor Moton e Ikem Ekwonu são um bom começo para quem chegar em Charlotte ano que vem.

Broncos e Browns precisam atender ligações

Denver Broncos e Cleveland Browns foram duas equipes que torraram capital de Draft por quarterback na última intertemporada. Contudo – mesmo que por motivos diferentes – as equipes tem apenas duas vitórias na temporada após sete semanas e veem suas chances de playoffs se tornarem, a cada dia, menores. É preciso abrir mão do orgulho e tentar recuperar algo capital para 2023. Ainda nesse começo de semana, meu amigo Antony Curti falará sobre jogadores que podem ser trocados, mas eu destaco um de cada time aqui? Bradley Chubb (EDGE dos Broncos) e Jack Conklin (Right Tackle dos Browns). Se alguém quiser fazer uma oferta, o certo é ouvir nesse momento.

A conversa mudou

Se antes olhávamos para New York Giants e Jets dizendo “fazem boa campanha, surpreende, mas devem perder fôlego”, agora a conversa mudou: com campanhas de seis e cinco vitórias respectivamente, essas franquias precisam ser seriamente consideradas na corrida pelos playoffs. Estou dizendo que necessariamente vão chegar lá? Não. Mas que podem, podem. Tratar como elefantes na árvore não é mais certo no caso dos dois.

Para saber mais:
Mac Jones vs Bailey Zappe: existe controvérsia de QBs?
Estratégia dos 49ers é reconstruir a base da pirâmide com escolhas compensatórias
Curti: Sem jogo terrestre, Garoppolo fica exposto e daí o motivo da troca por McCaffrey

 

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