5 lições é uma coluna semanal, abordando pontos importantes que a rodada da NFL nos trouxe. Está no ar sempre nas segundas-feiras, trazendo opinião rápida e de forma clara. Clique aqui e confira o índice da coluna!
1. Na NFL, o jogo também é mental
Desde o domingo da Semana 17, a expectativa por Baltimore Ravens e Pittsburgh Steelers já era grande, afinal os dois times fazem uma das maiores rivalidades da NFL num jogo sempre físico e de bastante faísca. Quem ficou acordado para o final da temporada regular viu que isso é verdade: num jogo com poucos lances explosivos até o último quarto, os dois times fizeram uma batalha aguerrida, diga do início do século, brigando pelos playoffs. Até que, no último quarto, as estrelas de Aaron Rodgers e Lamar Jackson começaram a brilhar, com várias viradas em belos passes dos ótimos quarterbacks e também várias falhas defensivas.
Com o touchdown da virada dos Steelers, o excelente e veterano kicker Chris Boswell perdeu o extra point—o primeiro da temporada—e deixou o placar em 26-24, dando aos Ravens a chance da vitória num field goal. Baltimore marchou o campo e deixou o calouro Tyler Loop em posição de um field goal fácil, no meio da hash, com apenas 40 jardas. Loop não havia errado nenhum chute abaixo de 50 jardas em toda a temporada regular, porém perdeu o primeiro. Justamente o chute mais importante de toda a temporada regular da NFL em 2025. O jogo também é mental.
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2. Toda semana conta e a NFC South é prova disso
A NFC South fez parte dessa coluna em muitos momentos por ser uma divisão patética, e o campeão foi definido: o Carolina Panthers, com sólidos 8-9, é quem vai representá-la. É bem verdade que talvez os Panthers sejam o time menos decepcionante no empate triplo junto de Tampa Bay Buccaneers e Atlanta Falcons, no entanto, o fato do time depender da vitória de um rival já eliminado para garantir vaga na pós-temporada com campanha negativa diz muito sobre a divisão.
O que isso prova é que toda semana tem o mesmo peso. Os Falcons já estavam eliminados há bastante tempo, e falamos bastante sobre como o time foi “descartado” depois de perder para o horrendo New York Jets. Com as quatro vitórias consecutivas, Atlanta se igualou aos rivais no topo da divisão. Se tivesse vencido os Jets, eles teriam um jogo em casa nos playoffs depois de quatro vitórias consecutivas. Não se pode vacilar.
3. A correção de rota de Shad Khan aconteceu na hora certa
Talvez você não se lembre disso, mas Liam Coen quase não foi o treinador do Jacksonville Jaguars. Ele tirou seu nome de consideração do cargo em janeiro depois de saber que os Jaguars não estavam dispostos a demitir o então general manager Trent Baalke, um dos piores executivos da NFL. Não era segredo que os principais nomes de treinadores disponíveis queriam passar longe de Baalke, então Coen “voltou” para os Buccaneers.
Por sorte, Shad Khan decidiu corrigir o problema e demitiu Baalke em janeiro, o que fez com que Coen também mudasse de pensamento e aceitasse assumir os Jaguars. E que acerto isso foi para ambos os lados: já no primeiro ano, ele liderou a franquia a uma campanha 13-4, fez de Trevor Lawrence um novo e ótimo quarterback, tem uma defesa de alto calibre em mãos, venceu a AFC South e é, sim, um forte candidato aos playoffs. Imagina se o dono da franquia tivesse insistido em Baalke um pouco mais?
4. Os Seahawks merecem demais a folga da NFC
Não tem outro jeito de falar isso: os Seahawks conquistaram com todos os méritos a folga e o direito de jogar em casa durante os playoffs da NFC. Uma exibição muito consistente no último sábado contra o San Francisco 49ers, dando ao time de Kyle Shanahan um pesadelo completo no ataque. Num jogo de muita importância, a defesa de Mike Macdonald deu show em todos os aspectos e em nada facilitou para Brock Purdy e companhia.
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Você pode ter todas as dúvidas que quiser sobre Sam Darnold em grandes jogos, e francamente, elas não estão erradas. Mesmo assim, todos os times da NFC vão precisar de uma boa dose de sorte para tentar pontuar contra essa unidade dentro do barulhento Lumen Field nas próximas semanas. Entram como favoritos na NFC e com razão.
5. Kevin Stefanski está melhor agora e os Browns também (embora ele seja bom)
Por fim, a Black Monday está em curso e Kevin Stefanski foi mais um treinador a deixar o cargo. A grande verdade é que isso é bom para os dois lados: Stefanski é um bom treinador com qualidades ofensivas, só que seu trabalho em Cleveland já estava estagnado pela falta de talento nos últimos dois anos, tudo isso, claro, reflexo da troca por Deshaun Watson em 2022 que muito limitou a organização.
Quem assumir os Browns terá uma árdua missão pela frente, com a falta de respostas na posição de quarterback se mostrando um grande problema. Para Stefanski, ele se torna um dos principais nomes do mercado disponível para assumir como head coach, enquanto pode também pegar um ano como coordenador ofensivo e afiar o machado (ou descansar, por que não?). Era uma boa combinação onde um novo começo fará bem para os dois lados.
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