5 lições é uma coluna semanal de Deivis Chiodini, abordando pontos importantes que a rodada da NFL nos trouxe. Está no ar sempre nas segundas-feiras pela manhã, trazendo opinião rápida e de forma clara. Clique aqui e confira o índice da coluna!
Não tem momento melhor para aparar as arestas
As principais notícias dos minicamps foram jogadores que não quiseram treinar por questões contratuais ou algum outro problema, como Stefon Diggs. Claro que nenhum torcedor quer ver seus principais nomes de fora das atividades de seu time, mas a realidade é que estamos em junho e agora é a hora de sofrer, mas resolver os problemas. Não serão 3 dias ausentes, em treinos com contatos limitados, que vão impactar no que Saquon Barkley, Chris Jones ou Diggs irão fazer na temporada.
Agora cabe a cada time conduzir as negociações e chegar em agosto com tudo azeitado: ficar fora do training camp sim é um problema, tanto para a equipe quanto para o atleta. Até lá, sem desespero.
A primeira impressão é a que fica
Contudo, se os minicamps importam pouco para veteranos consolidados como os citados acima, para muitos jogadores eles são a primeira chance de conseguir um emprego. Calouros não-draftados ou mesmo de dia 3 começam a ganhar a batalha por um lugar no elenco nesse período, em que tudo é avaliado por seus treinadores: entendimento do playbook, capacidade atlética, esforço, curva de aprendizado. São 53 vagas para 90 jogadores e como algumas já estão preenchidas, a peneira fica ainda maior para quem não está com o trabalho garantido.
O mercado é cruel
DeAndre Hopkins forçou seu corte do Arizona Cardinals e mesmo antes de ser dispensado, já estava respondendo perguntas de onde gostaria de jogar, dizendo que gostaria de atuar com Josh Allen, Patrick Mahomes e alguns outros nomes de ponta. Contudo, as propostas não vieram no volume esperado e as visitas feitas até agora foram com Tennessee Titans e New England Patriots: Ryan Tannehill e Mac Jones não estão nem perto dos nomes citados.
Com mais de 30 anos e algumas lesões, Hopkins confiou demais em seu histórico, mas ficou longe do que ele esperava.
Prepare a carteira, Jerry Jones
Uma declaração que merece mais atenção é a de Micah Parsons, dizendo que em 2023 fará a transição definitiva para EDGE. Parece bem óbvio, já que ele jogou 80% dos snaps na função na última temporada. Entretanto, ela tem uma leve mensagem subliminar por trás dela: esqueçam as formalidades de como estou registrado na liga, como fui draftado e tudo mais, eu quero ser pago como um pass rusher. Justo, visto que a diferença paga para o melhor salário das posições é de US$ 8 milhões.
Os Vikings estão olhando para o futuro
Minnesota chegou nos playoffs na última temporada, com uma campanha bem acima do esperado para o primeiro ano do treinador Kevin O’Connell. Contudo, ele e o general manager Kwesi Adofo-Mensah não sentaram nos louros e sabem que esse elenco precisa de uma reformulação para pensar alto nos próximos anos. Adam Thielen, Dalvin Cook e Za’Darius Smith já se foram. Danielle Hunter não deve receber um novo contrato e Kirk Cousins – que será free agent em 2024 – deu uma declaração dizendo que não espera conversas para agora sobre uma possível renovação. Era hora de tirar os esqueletos do armário.
Para saber mais:
A última chance de Baker Mayfield
5 maiores barganhas da NFL em 2023
Defesas com 2 safeties no fundo: tendência cada vez maior







