O fim da temporada está chegando e estamos próximos da temida semana de demissão de treinadores. Não faltaram campanhas decepcionantes para algumas equipes nesta temporada e, com isso, devemos ter dias atribulados à frente com muitas mudanças de comando. Selecionamos sete nomes que podem deixar suas atuais equipes nos próximos dias.
Pro Football lança o Guia dos Playoffs 2025/26
Pete Carroll, Las Vegas Raiders
O retorno do “vovô Carroll” falhou miseravelmente. Pete chegou para tentar estabelecer uma mudança de cultura em uma equipe que se acostumou ao fracasso, sem vencer uma partida de playoffs há mais de duas décadas. Os Raiders, contudo, só tem duas vitórias no ano, viram o experimento (caro) Geno Smith colapsar e desperdiçaram o potencial de jovens jogadores, como Ashton Jeanty e Brock Bowers. Nosso querido “tio do chiclete” pode voltar à aposentadoria pela segunda vez.
Aaron Glenn, New York Jets
Outro que, como Pete, pode entrar na lista do “one and done“. Ninguém esperava que os Jets fariam um grande 2025, no entanto, esse time não evoluiu nada em comparação à temporada passada, com Glenn sendo o responsável direto por muitos erros. Insistência exagerada em Justin Fields como titular, alta possibilidade de ser a única equipe da história a finalizar uma temporada sem nenhuma interceptação, troca de jogadores importantes para a franquia e derrotas vexatórias mesmo para equipes mais fracas.
Os Jets não foram capazes de competir e, mais ainda, foram uma equipe incompetente em quase todos os setores, gerando, até mesmo, atritos de vestiário. Com muitas escolhas valiosas de Draft nos próximos dois anos (incluindo cinco na primeira rodada entre 2026-27), eu não me surpreenderia se Woody Johnson apertasse o botão de reset outra vez.
Kevin Stefanski, Cleveland Browns
Nem mesmo os dois prêmios de Técnico do Ano são o suficiente para garantir a manutenção de Stefanski para 2026. A sensação de desperdício de talento – principalmente defensivo – é alta e a condução ao novo quarterback da franquia é péssima. Não bastasse a calamidade do contrato de Deshaun Watson, Kevin fez uma gestão tenebrosa com passadores neste ano: iniciou com Joe Flacco (trocando-o para fortalecer um rival, logo depois) e preteriu Shedeur Sanders a Dillon Gabriel.
Sim, Shedeur não deve ter futuro brilhante na liga, todavia, Gabriel é um quarterback extremamente limitado, enquanto Sanders ao menos tem algum potencial que, talvez, poderia ser desenvolvido. Uma gestão temível que desgastou, justamente, o setor ofensivo, parte na qual o treinador sempre foi excelente. Até essa qualidade foi perdida. Talvez seja a hora de buscar um novo comando em Cleveland.
Jonathan Gannon, Arizona Cardinals
Já são três anos em Arizona e sequer uma campanha positiva para se vangloriar. Gannon não conseguiu comandar o processo de reestruturação da equipe, não fortaleceu a defesa – em tese, sua maestria – e ainda desgastou a relação com Kyler Murray ao ponto que a equipe pode ter de buscar um novo quarterback nos próximos meses. Jonathan não é o nome que deve consertar os Cardinals e deve ser um dos primeiros a ir para a rua após a rodada deste domingo.
Raheem Morris, Atlanta Falcons
Ao contrário de alguns nomes mencionados acima, Morris construiu uma reconstrução interessante em Atlanta. Raheem reconstruiu a defesa da franquia, a qual fora tenebrosa nos últimos anos, especialmente com os investimentos no pass rush. Os Falcons, enfim, conseguiram pressionar o quarterback adversário. Será a oitava temporada consecutiva, contudo, que a franquia finaliza com campanha negativa, sendo que em sete dessas encerrou o ano com sete ou outo vitórias – uma perfeita mediocridade.
Em uma divisão tão enfraquecida, Atlanta deveria se postular como seu vencedor. Não foi capaz disso, todavia, por conta de revezes patéticos, como um 30-0 para o Carolina Panthers e uma derrota para o New York Jets. Isso recai sobre os ombros de seu treinador, somado, mais ainda, com a decisão questionável de selecionar Michael Penix Jr., o qual não subiu de produção e ainda prolongou seu histórico de lesões.
Todd Bowles, Tampa Bay Buccaneers
Mais um técnico da NFC South está com o assento quente. Desde o triunfo no Super Bowl, Bowles foi incapaz de fazer essa equipe subir de patamar. Essa temporada foi a epítome de seus problemas como treinador. A equipe iniciou o ano com campanha 6-2, posicionando-se como um dos melhores times da conferência; após a semana de folga, perdeu sete de seus oito embates, vendo um time outrora potente desmoronar.
Problemas de lesão e de performance precisam ser corrigidos por bons treinadores. Não é o que Bowles fez neste ano. Os Buccaneers precisam de um comando mais firme, especialmente na reta final das partidas.
Mike Tomlin, Pittsburgh Steelers
Uma era pode estar chegando ao fim. São inúmeros os rumores de que Tomlin pode deixar os Steelers em caso de uma derrota no Sunday Night Football neste domingo. O histórico treinador comando a equipe há 19 anos e conquistou um troféu com ela, sem nunca postular uma campanha negativa. Ao mesmo tempo, porém, não vence uma partida de pós-temporada há nove anos.
Tomlin, que antes representava a síntese de estabilidade, transformou-se em uma exemplo de como uma relação pode se desgastar se ela se mantiver na mesmice. Pittsburgh não perde, mas não triunfa. Contenta-se com o meio termo. Talvez seja a hora de dizer adeus. Bye bye.
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