Não é de hoje que a família Manning é exemplo de ética profissional nos esportes, mais especificamente na NFL nossa de cada dia. Talvez a única mácula nesse legado, para alguns, seja em relação às escolhas de Peyton e Eli quanto aos inícios de suas carreiras. O irmão mais velho decidiu ir para Tennessee no College – o que revoltou muitos em Ole Miss, universidade do pai, que passava por momento de instabilidade – e, reza a lenda, voltou para o college em vez de se declarar para o Draft em 1997 – o motivo seria “fugir” dos Jets, também por conta da instabilidade que o time vivia.
Eli, por sua vez, demandou uma troca ao ser escolhido pelo San Diego Chargers na primeira escolha geral do Draft de 2004. O motivo, em suma, reside nos mesmos de Peyton nos dois casos que citei acima. São escolhas e ele bateu o pé, muito influenciado pelo desastre que o pai, Archie, viveu nos tempos de New Orleans Saints – nos anos 1970, uma das franquias mais mal administradas da NFL.
Sinceramente, não vejo problema em nenhum dos dois casos. Não é o fim do mundo. E mesmo que visse, fora isso não há um “a” para ser dito sobre ambos no que tange à ética profissional. Hoje, Eli declarou estar ciente do futuro de curto prazo do New York Giants. “Sei que os Giants vão pegar um quarterback jovem. Entendo isso. Farei meu trabalho e minha parte”, disse.
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É uma postura em oposição a muitos quarterbacks da liga, que agem de maneira “diva”, por assim dizer. Eli não deu chilique sequer quando foi colocado no banco por Ben McAdoo numa decisão totalmente carente de fundamentos, vide que o titular virou Geno Smith – que nem nos melhores dias poderia fazer sentido como titular no lugar de Eli.
Manning demonstra estar focado para aquela que pode ser sua última temporada na NFL. “Meu trabalho vejo que é ir ao campo e ganhar jogos”, falou. Os Giants, após a troca de Odell Beckham Jr, a não-renovação de Landon Collins e a troca de Olivier Vernon, perderam o melhor jogador do ataque e dois dos melhores da defesa. Nos prognósticos da nfl, o time está como postulante a uma das 10 primeiras escolhas do Draft de 2020 – por tabela, com uma das 10 piores campanhas neste ano. Mesmo assim, e diante de uma iminente escolha de um quarterback por parte do time no próximo Draft (25/04), Eli mantém a impecável postura.
No final das contas, podemos falar muitas coisas – críticas ou não – sobre Eli Manning dentro de campo. Fora dele, segue sendo um profissional ímpar e admirável.
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