AS QUEDAS (E O FUTURO) DE J. J. WATT

Após a terceira lesão que o retirará do restante da temporada, o futuro do defensor na liga começar a se tornar temeroso - e o que se passa em sua cabeça neste momento é fundamental para entender o que pode acontecer.

Uma grande queda nunca é fácil de superar. Duas, tampouco. A terceira, contudo, costuma ser um número simbólico. Pensemos na ótica religiosa, a qual agrega muitos simbolismos: no caminho para o calvário, Jesus cai três vezes ao carregar a cruz. Em sua caminhada rumo ao Hall da Fama, J. J. Watt “cai” pela terceira vez.

Não estou aqui para fazer uma dissertação sobre a carreira do meu jogador preferido ou para dissecar a lesão que o levará a perder o restante da temporada. Pelo contrário, faço essa crônica – se posso chamar assim – pois Watt sempre foi um dos jogadores mais reconhecidos e respeitados na atmosfera da liga, tanto por seu talento quanto sua personalidade. Portanto, sua superação e seu (possível) futuro merecem ser tratados por um outro olhar, o qual busca entender o interior do ser humano.

Saído de Wisconsin, rapidamente o EDGE tornou-se o maior e melhor jogador da história do Houston Texans, trilhando seu caminho para se tornar um dos maiores defensores da história da NFL. Na verdade, um dos melhores ainda é um eufemismo, pois era discutido se Watt não poderia se tornar o maior deles ao fim da carreira. No meio do caminho, contudo, havia três pedras que o impediram de chegar nesse patamar.

Em 2016, após quatro temporadas seguidas sendo selecionado ao All Pro e três prêmios conquistados de defensor do ano, Watt foi obrigado a se despedir da temporada após três partidas apenas, devido a uma cirurgia nas costas. Foi a primeira queda. Mas tudo bem, não é mesmo? Às vezes caímos e, depois de tantos anos consecutivos no topo, um pouco de “descanso” não faria mal.

Recuperado, veio para a temporada de 2017 e… uma nova lesão veio à tona; dessa vez, na tíbia. Agora, a queda já não era mais tão simples. Pelo segundo ano consecutivo, Watt foi impedido de praticar o que ama e não havia nada que ele poderia fazer a respeito. Não, ele nunca deixaria de ser ídolo, mas sabia que o sonho de ser o maior defensor da história se esvaia e, pior, o seu futuro na liga estava em jogo. Como retornar? Mas retornou – e retornou muito bem.

Então, no último final de semana veio a terceira queda.

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