Por diversas vezes, escrevi e falei que Todd Gurley era a “injeção eletrônica” do ataque do Los Angeles Rams. Tudo começava com ele, era ele quem colocava gasolina no motor ofensivo da equipe. Quando ele corria bem, o play action era ainda mais eficaz. Vez ou outra aparecia uma big play fantástica num passe em screen que era capitalizado em touchdown. Ainda, com a defesa comprando a corrida, um buraco enorme ficava entre os linebackers e safeties – e Cooper Kupp fazia a festa.
2019 não foi assim. Sean McVay por várias vezes chamou a responsabilidade para si, chegando a dizer que o não uso de Gurley como outrora era de sua responsabilidade. Qualquer um que não acreditasse na versão oficial, porém, sabia qual era o problema. Gurley estava limitado e não estava sendo usado como antes porque não estava saudável. Isso ficou ainda mais claro na intertemporada, quando o running back foi cortado mesmo importando em 17 milhões na folha salarial dos Rams. Na sequência, um contrato paupérrimo pelos Falcons: um ano, 6 milhões.
Ficou mais do que claro que ele de fato não estava inteiro. Então, ante esse problema, o Los Angeles Rams parece querer uma nova abordagem para 2020. “Vamos utilizar mais de um carregador de piano para mover a bola, com habilidades diferentes”, disse Les Snead, general manager da franquia. Com a saída de Gurley, os Rams contam com Malcolm Brown e Darrell Henderson no elenco.
Henderson é visto como o “herdeiro” do trono, mas a declaração de Snead pode indicar mais equilíbrio. De toda forma, Henderson acabou sendo pouco usado no ano passado, tendo 39 carregadas para 147 jardas e nenhum touchdown. Seja como for, ainda existe a possibilidade de que os Rams procurem mais um running back no Draft tal como fizeram com Henderson no recrutamento do ano passado.
E, seja como for, a linha ofensiva terá que fazer um trabalho melhor em relação a 2019. Mas não só ela. Sem Todd Gurley como ignição do ataque, você sabe quem terá que elevar o jogo. Sim, ele: Jared Goff. Spoiler: não deve acontecer.





