Claro que começar a temporada com derrota não é agradável para ninguém. O torcedor do Denver Broncos foi dormir chateado após o time ter oportunidade de vencer o Tennessee Titans no último jogo da primeira rodada e falhar. Ainda mais vendo o treinador Vic Fangio cometer um erro crasso na administração do relógio na última campanha do oponente, deixando a equipe com pouco tempo no relógio para tentar avançar e conseguir uma posição de campo para um field goal.
Porém, nem tudo são espinhos. Os Broncos foram de uma equipe pouco competitiva e que dava sono dos últimos anos para uma enérgica e agressiva em 2020. Muitas peças jovens no elenco e os erros de novatos vão acontecer, mas coisas boas foram mostradas. Assim, para o torcedor da franquia do Colorado não perder as esperanças cedo, separei logo 5 motivos que mostram que vale manter o otimismo em alta em relação a Drew Lock e cia.
1- O time conseguiu parar Derrick Henry
Não se assuste com a afirmação acima. Os Broncos fizeram um excelente trabalho contendo o estelar running back dos Titans. Suas 116 jardas representam um grande volume, mas não uma boa eficiência. Henry teve uma média de 3,7 jardas por tentativa, o que dá 1,4 jardas abaixo de sua média de 2019. Desde que Ryan Tannehill se tornou o quarterback titular e conseguiu tornar o jogo aéreo eficiente, na semana 7 da temporada passada, o camisa 22 dos Titans conseguiu quase 6 jardas por tentativa. Belíssimo trabalho da defesa de Vic Fangio.
2- A linha ofensiva não cedeu nenhum sack
Alívio, esse deve ser o sentimento do torcedor ao ver que Drew Lock não foi levado ao solo nenhuma vez durante o jogo. Claro que sua mobilidade ajudou a escapar da pressão, mais isso vem se tornando quase um pré-requisito na NFL. Num geral, os offensive tackles Garrett Bolles e Elijah Wilkinson conseguiram conter bem Harold Landry e Jadeveon Clowney. Pelo meio, Jeffery Simmons causou maiores danos no jogo terrestre que pressionando o quarterback. Numa unidade que causava tanto medo antes da temporada começar, um jogo assim é de vital para se ganhar confiança.
3- Drew Lock se mostrou valoroso em movimento e improvisando
Uma das coisas que mais chamou atenção na partida foi como o coordenador ofensivo Pat Shurmur não pensou duas vezes em colocar Drew Lock fora do pocket e lançando em movimento. Isso também é uma forma de evitar a pressão, deixando o quarterback longe dela. O que impressionou foi a eficiência de Lock nesse tipo de jogada: as boas leituras e a precisão foram constantes. Inclusive o primeiro touchdown da equipe foi dessa forma. Em jogadas que precisou improvisar, o camisa 3 também teve bom aproveitamento, atuando de maneira sólida.
4- Noah Fant está cada vez mais produtivo
Depois de uma primeira metade de temporada fraca, onde foi alvo de críticas por drops e faltas, o tight end Noah Fant terminou o ano bem. Para 2020, a expectativa é que ele se tornasse peça fundamental no esquema de Shurmur. Pela primeira impressão, isso irá acontecer. Mesmo sendo pouco acionado no segundo tempo, Fant terminou a partida com 5 recepções, mais de 80 jardas e um touchdown. Está claro que ele está mais maduro tecnicamente e terá papel de protagonista durante todo ano.
5- Ojemudia mostrou flashes de talento
A posição de terceiro cornerback era um dilema a ser resolvido pelos Broncos. Bryce Callahan e A.J. Bouye eram os dois primeiros nomes na posição, mas a terceira vaga estava em aberto e não existia convicção de quem a ocuparia. Coube ao novato Michel Ojemudia, draftado na terceira rodada, fazer a função e mostrar bom valor. Ele cedeu dois passes, mas também cortou outro e em diversas vezes não foi alvo por não dar separação aos recebedores. Além disso, teve uma interceptação, que foi invalidada por uma falta de Alexander Johnson. Com a lesão de A.J.Bouye, que perderá algumas semanas, Ojemudia será ainda mais importante.
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