Mais uma semana de grandes jogos na NFL, desta vez com um domingo recheado de surpresas. Alguns favoritos não sustentaram o que se previa e acabaram por perder partidas que podem custar caro lá na frente em suas pretensões de playoffs. Olhando por outra ótica, equipes que eram dadas como mortas na temporada podem tomar a semana 8 como marco para uma possível arrancada para voos maiores. Dito isso, vamos as 5 lições da semana da NFL.
1. Nunca desista de um jogo contra o Los Angeles Chargers
Se o seu time está enfrentando o Los Angeles Chargers, nunca desista do jogo. Pouco importa se o primeiro tempo foi horrível e sua equipe está perdendo por 17 pontos, com seu quarterback jogando mal e fazendo com que você queira que venha outro para o seu lugar no próximo ano. Mesmo com todos esses elementos, o Denver Broncos virou para cima da equipe da California, com um touchdown no último segundo. E isso não é novidade: são quatro jogos somente nesse ano que os Chargers perdem após estarem 16 pontos na frente no placar. Está mais que na hora do head coach Anthony Lynn ganhar o bilhete azul ou a franquia se tornará uma piada.
2. Lamar Jackson precisa jogar melhor em jogos grandes
Claro que todo quarterback precisa de um tempo de maturação na liga e isso passa inclusive por encarar os jogos mais cascudos, contra os adversários mais duros, porém, quando se atinge um determinado patamar, é preciso apressar esse processo. Lamar Jackson no seu terceiro ano na NFL, mas já foi MVP em 2019 e precisa vencer jogos como o dessa semana, contra o Pittsburgh Steelers. Com menos de 50% de passes completos, Lamar lançou duas interceptações e sofreu dois fumbles que foram cruciais no resultado final.
Enfrentando times com campanha inferior a 50% de vitórias, Lamar tem 31 touchdowns e apenas 7 interceptações. Já quando o adversário tem mais de 50% de vitórias, os números caem para 18 touchdowns e 5 interceptações. É hora de dar o próximo passo, caso contrário um estigma se criará ao redor do quarterback dos Ravens. E para se livrar um estigma na NFL, é duro.
3. Ter uma defesa frágil uma hora cobra seu preço, Packers
A campanha de um time por vezes esconde algumas falhas que, mais cedo ou mais tarde, cobram seu preço. As cinco vitórias do Green Bay Packers estavam maquiando problemas defensivos que foram expostos na derrota para o Minnesota Vikings: antes deste jogo a unidade era a sexta pior em jardas por tentativa de passe e a décima que mais cedia jardas por tentativa de corrida. Nada disso vinha sendo muito falado, afinal, o time vinha ganhando. Os Vikings expuseram os problemas ainda mais: mais de 5 jardas por carregada e grandes ganhos extras após as recepções. Quando os Packers tentaram voltar para a partida, já era tarde. Aaron Rodgers faz milagres, mas pedir eles toda semana, é demais.
4. É hora de uma reciclagem em New England
Por mais que o Buffalo Bills fosse favorito, o jogo deste domingo tem que ser um marco: com chances mínimas de vencer a divisão (3% segundo a ESPN americana) e com uma campanha de apenas duas vitórias, o que lhe coloca em dificuldades até mesmo para uma busca por wild card, é hora de colocar os veteranos no mercado e começar a reconstrução. Claro que Bill Belichick é especialista em fazer elencos medianos darem saltos de qualidade, contudo, ciclos se fecham. O time vitorioso de 2018 não existe mais e quanto antes New England aceitar isso, mais rápido poderá voltar a pensar em coisas maiores.
5. A defesa do Miami Dolphins está dando um salto de qualidade
Os números frios podem não mostrar, mas na estreia de Tua Tagovailoa como quarterback do Miami Dolphins, quem roubou a cena foi a defesa. No primeiro tempo, a unidade defensiva fez da vida de Jared Goff um caos, seja gerando pressão, seja conseguindo turnovers. Dos 28 pontos anotados contra o Los Angeles Rams, 7 foram diretamente anotados por um defensor e mais 14 na posse seguinte a uma recuperação de bola. A média de pontos cedidos nos últimos 3 jogos não chega a 12 e grande parte deles foram anotados com o jogo já decidido. Olho nessa defesa.






