[dropcap size=small]É[/dropcap] quase impossível que tenhamos outro foco na partida de hoje, entre Cleveland Browns e New York Giants, que não seja o eterno carrossel de quarterbacks no norte de Ohio. Enquanto no vizinho Cleveland Cavaliers a situação de ídolo-mor parece definida (ao menos para este ano) com LeBron James, os Browns procuram um líder há quase 19 anos. Desde 1999, quando voltaram para a NFL – depois que os Browns originais viraram Ravens em 1996 – o time procura desesperadamente um signal caller consistente.
Já fizeram de tudo. Já escolheram um quarterback com a primeira escolha do Draft (Tim Couch, em 1999). Já escolheram um quarterback “velho” – Brandon Weeden. Já escolheram um (até demais) jovem – Johnny Manziel.
A temporada 2017 apresenta contornos ainda mais interessantes. Para começar, Cleveland é o único time da NFL que tem uma competição entre três quarterbacks. Cody Kessler, segundanista, foi o titular no ano passado. Nada garante que ele será neste ano. Brock Osweiler chegou através da troca mais insana da história da liga – na qual, praticamente, os Browns compraram uma escolha de segunda rodada para suportar o fardo do salário do Cosplay de Poste. Por fim, DeShone Kizer foi escolha de 2ª rodada neste Draft – e é um diamante bruto, com teto de produção bem alto. Todos eles tiveram pelo menos 10 tentativas de passe na semana passada.
Osweiler: 6/14 | Kessler 5/10 | Kizer: 11/18. Esses foram os números contra a defesa do New Orleans Saints. A grata surpresa foi a atuação de DeShone. Ele não teve medo de arriscar em profundidade e teve dois touchdowns longos. Abaixo, um deles.
The first of Kizer’s two deep touchdowns for the #Browns. Full highlight video here: https://t.co/arnKI4yDdT pic.twitter.com/AHmRRYtOob
— cover32 Browns (@cover32_CLE) 11 de agosto de 2017
Aparte de passes completos e incompletos, outro aspecto tem de ser observado na partida de hoje. Um que está bastante nas entrelinhas é como os quarterbacks se comportarão antes do snap. Eles farão ajustes? Indicarão de onde vem a blitz? Esse tipo de coisa é importante, ainda mais considerando que Osweiler e Kizer são recém-chegados em Cleveland. Ainda falando de Kizer, a expectativa continua alta. Ele mostrará o mesmo domínio e postura no pocket? Continuará arriscando em profundidade? Haverá algum ajuste das defesas contra essa surpresa?
Do lado dos Giants, também há coisas para ficar de olho
A primeira delas versa sobre lesões. Não espere que o agora segundanista Eli Apple jogue hoje, ele se recupera de lesão no tornozelo e sua participação está listada como questionável. Já os outros titulares devem jogar até que bastante tempo, se considerarmos que é uma partida de pré-temporada. “Vamos dar uma olhada sobre como isso se desenvolve”, disse Ben McAdoo, treinador do time. Eli Manning, Odell Beckham Jr e Dominique Rodgers-Cromartie não jogaram na semana passada contra os Steelers. Nesta, devem jogar pelo menos parte do primeiro quarto.
Quarterback também é assunto em Nova York. Se Eli é o titular absoluto – sendo o homem de ferro da NFL e não perdendo uma partida por lesão desde a época que não existia Pepsi Twist – o posto de reserva imediato ainda está aberto. Geno Smth e Josh Johnson continuam competindo para ser o segundo quarterback dos Giants. Ainda há um terceiro elemento nessa briga, o calouro Davis Webb. Substituto de Jared Goff em California no college, Webb subiu como um foguete nas cotações antes do Draft, sendo até cogitado na primeira rodada. Contudo, acabou sendo escolhido por Nova York apenas na terceira.
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Por fim, é quase impossível não deixar de mencionar sobre o jogo terrestre. Os Giants tiveram (muitos) problemas no ano passado quando o assunto era correr com a bola. Como consequência, os adversários raramente lotavam o primeiro e o segundo setor da defesa (box) – constantemente colocando dois safeties em profundidade. Estes, marcando em zona, se aproveitaram da unilateralidade da unidade ofensiva de Nova York e mais interceptações apareceram em cima de Eli.
Daí a necessidade do jogo terrestre aparecer – assim, os adversários respeitarão mais as corridas e não deixarão dois safeties longe. Com isso, Manning pode ter vida mais fácil. Neste ano, Paul Perkins – em seu segundo ano – tem tudo para ser o cara com mais carregadas. Mas McAdoo não se compromete com isso ainda. “Estou considerando todos eles para o posto, quem jogar melhor recebe a bola”, disse. Além de Perkins – atual titular no plantel dos Giants – há ainda Shane Vereen, Orleans Darkwa, Shaun Draughn, Khalid Abdullah e o calouro Wayne Gallman (que você deve se lembrar como campeão do college por Clemson na temporada passada).
New York Giants e Cleveland Browns enfrentam-se às 21h, horário de Brasília, com transmissão da ESPN e do Watch ESPN para o Brasil.
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