Problemas dos Dolphins vão muito além de Tagovailoa

Por maiores que sejam os questionamentos sobre o potencial de Tua, o grande culpado pelo fracasso dos Dolphins está fora de campo. Brian Flores permitiu que os Dolphins se tornassem uma bagunça e a regressão defensiva é um grande exemplo disso.

2020: a um passo do paraíso. Mas, aí, em um ano que deveria ser de reconstrução depois da Era do Tank for Tua, a equipe se provou muito melhor do que o esperado e faltou muito pouco para se classificar para a pós-temporada. Com uma defesa extremamente agressiva, parecia só faltar melhorar o entorno de Tagovailoa para que tudo funcionasse já em 2021.

Seguinte o roteiro de forma calculada, o front office fez tudo o que parecia correto. Fizeram movimentações condizentes antes do Draft e utilizaram do recrutamento para dar o melhor suporte possível para seu franchise quarterback. Esperando uma evolução de Tua, disputar a divisão contra o Buffalo Bills e incomodar nos playoffs eram as aspirações mínimas da equipe.

A esse ponto da temporada, já dá para dizer que tudo foi por água abaixo e Miami já começa a pensar em 2022. Com apenas uma vitória, a pós-temporada é um sonho distante e a franquia agora está a dois passos do recomeço (mais uma vez). As atuações de Tua não são boas e ele tem culpa no cartório – não à toa, o desespero supostamente faz os Dolphins cogitarem até mesmo uma troca por Deshaun Watson. -; no entanto, é preciso dar nome aos bois.

Brian Flores é um dos culpados dessa queda até aqui e a responsabilidade precisa recair sobre seus ombros. Fica a questão: o que está acontecendo? Há tempo para mudança?

Regressão defensiva foi o  grande susto

Outrora um dos grandes candidatos ao prêmio de Treinador do Ano em 2020, um dos grandes pontos que alçou Flores a um posto de destaque foi a performance defensiva de seu time. Mesmo ainda sendo um grupo em construção, a unidade finalizou o ano como uma das mais eficientes da liga, com destaque para a cobertura aérea, sendo a sexta melhor.[foot]Football Outsiders[/foot]

Com mais uma intertemporada juntos para melhorar o entrosamento, a chegada de calouros promissores (Jaelan Phillips) e a solução positiva da greve de Xavien Howard, tudo se projetava para um brilhante ano da unidade. Só que nada disso aconteceu. Hoje, o grupo é o sétimo pior da liga em termos de eficiência e praticamente nada se salva.

Howard, no ano passado, teve 10 interceptações e cedeu apenas 4 touchdowns; nesta temporada, 1 e 5, respectivamente[foot]Pro Football Focus[/foot]. O grupo passou do 11º que mais pressiona o quarterback adversário para o oitavo que menos o faz[foot]Pro Football Reference[/foot]. Mudanças que antes pareciam pequenas, como o corte de Kyle Van Noy, agora parecem movimentos completamente errôneos.

Flores pode não ser o coordenador defensivo no papel, mas ele tem muita mão nisso. Além de ter feito a montagem do elenco, sua bagagem defensiva influencia no que ocorre dentro de campo. Apesar da queda individual de alguns atletas que atrapalha o grupo como um todo, o treinador tem culpa no cartório por não conseguir corrigir os defeitos da unidade.

A terceira que mais cede jardas, a quinta que mais comete faltas e a terceira que mais cede pontos por jogo[foot]Ibid[/foot], a defesa dos Dolphins é indisciplinada do começo ao fim. Flores precisa realizar uma conversão completa, ou nenhuma desculpa adiantará ao fim do ano. Com a unidade mais saudável, talvez isso melhore – mas a questão afunda o time por ora.

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