Paciência é uma virtude que nem todas franquias da NFL tem. Por vezes, vemos trabalhos que pareciam promissores serem desmontados por pressão externa ou mesmo impaciência da direção. Isso é mais comum em franquias de maior mercado, como New York: treinar Giants ou Jets é estar pronto para ser massacrado pela imprensa e ver qualquer burburinho tomar proporções homéricas. Basta ver 2021: grande parte da mídia especializada da cidade já está cobrando fortemente Robert Saleh pelo seu desempenho na primeira temporada dirigindo os Jets.
Entretanto, paciência em excesso acaba se tornando leniência, tomando ares de letargia. Não raras também são as franquias que se prendem em um trabalho passado de alguma qualidade para manter comissões técnicas cujo o prazo de validade já expirou faz bastante tempo. Um exemplo clássico é o Cincinnati Bengals da última década, que segurou o treinador Marvin Lewis por longos anos por conta de idas anteriores aos playoffs. Em 2021, o Minnesota Vikings começa a trilhar esse caminho fortemente com Mike Zimmer.
Não dá para viver para sempre de 2017
Para se ter uma ideia de como o mundo era diferente 5 anos atrás: Luan era eleito o craque da Libertadores da América, Neymar acabara de ir para o PSG e Tiago Leifert estreava no comando do Big Brother Brasil, substituindo Pedro Bial. Pois bem, naquele já longínquo ano Mike Zimmer levou o Minnesota Vikings para final da NFC, numa vitória sobre o New Orleans Saints no último lance da partida, numa jogada conhecida como o “Milagre de Minneapolis”. Em condições normais de temperatura e pressão, o time teria caído na semifinal.
Fato esse que veio acontecer em 2019, quando a equipe perdeu para os 49ers, dando adeus a qualquer chance de Super Bowl. O grande drama do trabalho de Zimmer é a inconstância e a falta de perspectiva de melhora. Quem viu os Vikings jogando em 2019 e quem vê em 2021, enxerga as mesmas coisas, é como se o teto já tivesse sido atingido. O problema é que quando você bate no teto na NFL, ele não funciona como ímã. Pelo contrário, a Lei da Gravidade é muito forte: tudo que sobe tem que descer e nem sempre cai da forma que esperamos.





