Pouco mais de três anos atrás, um dos lances mais marcantes da última década tomava forma diante de nossos olhos. Os Dolphins perdiam para o New England Patriots por cinco pontos e, com sete segundos no relógio e no campo defensivo, precisavam ir para o rugby para tentar vencer o jogo e se manter vivo na briga pelos playoffs. Conseguiram. Imediatamente, o lance ficou imortalizado como o “Milagre de Miami”.
Muita coisa mudou desde então. Ryan Tannehill está no Tennessee Titans. Adam Gase foi para o merecido purgatório e os Patriots estão buscando começar uma nova dinastia. Só uma coisa se manteve igual: Miami está buscando seu milagre na versão 2.0 Depois de começar 1-7 e chegar a ver pedidos de “Fora Tua”, a equipe entrou nos trilhos e vem de seis vitórias seguidas, conseguindo ainda sonhar com o outrora ato impensável para se classificar aos playoffs.
Uma partida atrás do último classificado de Wild Card, o arquirrival Buffalo Bills, Miami precisa vencer os três jogos restantes para sonhar. Será possível que veremos mais uma grande narrativa se repetindo na Florida?
Tabela é difícil, mas não impossível
Antes de mais nada, precisamos analisar os três jogos que se posicionam entre o sonho dos Dolphins. Na sequência, New Orleans Saints e Tennessee Titans fora de casa e, fechando o ano, os Patriots, em Miami. De cara já é possível falar que não é uma tabela fácil, já que todos os times estão lutando pela pós-temporada e o que seria o mais fácil, em tese, acabou de superar o Tampa Bay Buccaneers, um dos candidatos ao título.
Ainda assim, Miami teve uma grande prova de força neste ano, ao vencer o Baltimore Ravens no momento que esta equipe estava no auge. Aquele foi o grande ponto de virada da equipe na temporada, com a defesa mostrando toda sua agressividade com um plano de jogo que neutralizou o melhor jogador adversário, Lamar Jackson.
Aliás, essa tem de ser a grande estratégia de Miami nessa reta final. Já que, em termos de talento a equipe talvez não seja a mais qualificada, a grande chave será abusar de um bom plano de jogo. Contra Saints e Titans, pressionar os quarterbacks adversários será essencial para lidar com ataques que estão mal. Contra os Patriots, o buraco será mais embaixo – sempre é preciso controlar bem todas as fases do jogo contra Bill Belichick -, mas a equipe conseguiu uma vitória contra o rival neste ano na semana 1.
Para falar a verdade, em uma temporada com tantas zebras e assombrada recentemente com mais uma crise de COVID-19 que vem baleando elencos, o fator de aleatoriedade dobra no dia dos jogos. Esqueça a força dos adversários, a competência que Miami mostrou nas últimas semanas pode batê-los, ainda mais com um fator em especial que falaremos a seguir.




