O Cincinnati Bengals continua superando todas as expectativas e é uma das quatro equipes ainda vivas na temporada. Se Joe Burrow e o ataque encantam a cada semana, a defesa não pode ficar atrás: a reconstrução feita na intertemporada deu certo, e a paciência com jogadores antes inconsistentes viu um salto gigantesco de produção da unidade em relação aos últimos dois anos.
As contratações dos dois últimos anos na free agency estão se mostrando acertadíssimas agora, e combinadas com a evolução de jogadores draftados nos últimos anos, o grupo não cedeu 20 ou mais pontos em nenhuma das partidas de playoffs até então. É um sinal ótimo quando o adversário da próxima partida é o Kansas City Chiefs.
Filosofia mudou, resultados melhoraram
Pra que esse grupo pudesse ser formado, os Bengals, que eram um time bastante pão duro e pouco faziam durante a free agency pra reforçar o time, precisaram de gastar bastante.
Vários jogadores que hoje são importantes vieram do mercado: D.J. Reader, Trey Hendrickson, Eli Apple, Vonn Bell, Larry Ogunjobi, Mike Hilton, Chidobe Awuzie… todos esses nomes não estavam em Cincinnati antes de 2020, e a defesa virou da água para o vinho: o grupo que mais cedeu jardas terrestres na liga em 2019 foi reforçado ao ponto de parar Derrick Henry com maestria num jogo de playoff, limitando-o a 3.1 jardas por carregada em 20 tentativas.
O impacto é gigantesco. Hendrickson, de longe o melhor pass rusher da equipe, tem 14 sacks e 3 fumbles forçados; Ogunjobi, que atua pelo interior, vinha sendo uma força tanto contra a corrida quanto contra o passe antes de se machucar contra os Raiders e perder o restante do ano. Awuzie, Apple, Bell e Hilton são os quatro jogadores que mais defenderam passes para a equipe no ano – Hilton foi um dos melhores cornerbacks defendendo o slot na NFL.





