5 Lições: Coragem é essencial para não ser medíocre na NFL

Rams mostraram que arriscar é mais benéfico que aceitar o que muitos times fazem, passando anos com peças medianas nas funções principais e vendo janelas de títulos se fecharem

5 lições é uma coluna semanal de Deivis Chiodini, abordando pontos importantes que a rodada da NFL nos trouxe. Está no ar sempre nas segundas-feiras pela manhã, trazendo opinião rápida e de forma clara. Clique aqui e confira o índice da coluna!

Pensar grande é o primeiro passo para vencer

Muito se falou sobre como a estratégia do Los Angeles Rams era arriscada, afinal trocar escolhas de Draft por veteranos como Matthew Stafford e Von Miller poderia comprometer o futuro da franquia. Todavia, a conquista do Super Bowl traz uma lição: analisar o momento, o que se tem em mão e então tomar decisões corajosas é algo que se faz necessário para vencer. Os Rams já tinham batido na trave e estavam vendo sua janela fechar: Aaron Donald passou dos 30 anos, Andrew Whitworth já tinha mais de 35 e por aí vai. Era hora de dar cartadas audaciosas e não desperdiçar a chance. Com a base montada, as peças trazidas deram o toque final e levaram o Super Bowl. Quando se se têm boas cartas, é preciso jogar uma mão grande.

Nem todo dia é santo e os Bengals precisam lembrar disso

O primeiro tempo do Super Bowl deu a impressão que linha ofensiva do Cincinnati Bengals – auxiliada pela velocidade de Joe Burrow soltando a bola – poderia lidar com a pressão dos Rams. Tolo engano: no segundo tempo foram 6 sacks e inúmeras pressões, sendo que a última resultou no passe incompleto que definiu o jogo. A verdade é que os Bengals fizeram um trabalho pobre em proteger seu quarterback e as consequências vieram no momento crucial. Que fique a lição e que Cincinnati entenda que essa não é uma fórmula sustentável. O camisa 9 foi o mais sackado na temporada e bateu o recorde dos playoffs: foi ao chão 19 vezes. É preciso proteger seu maior ativo de forma mais eficiente.

Aaron Donald ganhar um Super Bowl é justiça histórica

Longe de mim querer dizer que os Rams mereciam ter vencido o New England Patriots no Super LIII: a equipe de Tom Brady parou o ataque de Los Angeles e fez por valer sua força no momento decisivo. Porém, não dá para negar que imaginar uma possível aposentadoria de Aaron Donald sem um anel de campeão trazia um sentimento de injustiça. O camisa 99 é o melhor defensor da NFL desde a década passada e já figura entre os 5 maiores da história. Sua capacidade de gerar pressão pelo miolo da linha defensiva revolucionou sua posição e trouxe um valor antes desconsiderado pelos times para função. Agora, a jornada está completa e o título faz jus a sua espetacular carreira.

Cooper Kupp é a prova que a NFL precisa mudar a votação do MVP

Não lembro de um prêmio de MVP tão brochante quanto o desta temporada. Aaron Rodgers levou por seu desempenho na fase regular, mas a implosão do Green Bay Packers – com direito a desempenho fraco do quarterback – diante do San Francisco 49ers na semifinal de conferência tornou a entrega sem valor. Enquanto isso, Cooper Kupp arrebentou na fase final, agregou valor ao seu grande nível da temporada regular e ainda venceu o prêmio de jogador mais valioso do Super Bowl, decidido com um touchdown dele. É hora da NFL parar com essa estupidez de premiar a temporada regular: o jogador mais valioso do ano precisa ser votado apenas após os playoffs.

McVay vai construindo um legado enorme

Goste você ou não de Sean McVay, uma coisa não dá para negar: seus números são espetaculares. Ao vencer o Super Bowl, ele se tornou o treinador mais jovem a conseguir o feito, após recém completar 36 anos. Em 5 temporadas a frente dos Rams, são idas 4 aos playoffs, 2 Super Bowls disputados, 3 títulos da NFC West, 4 anos com 10 ou mais vitórias, nenhum com campanha negativa e o prêmio de melhor treinador em 2017. Seu cartel tem aproveitamento de 68%, um número altíssimo, que o coloca como um dos head coaches mais vitoriosos em atividade na NFL.

Tudo isso após pegar um time que em 2016 teve uma campanha de 4 vitórias sobre o comando de Jeff Fisher. McVay trouxe novas filosofias de jogo, modernizou sistemas ofensivos e valorizou a preparação – é considerado um inveterado trabalhador, fascinado pelos detalhes. Não dá para negar que seu nome já é gigante na história da NFL.

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