Murray não é o lider que os Cardinals precisam – é bom ser um logo

Com um novo megacontrato batendo à porta, Arizona precisa começar a entender os limites de Kyler na liderança da franquia. Com muitas dificuldades nas intangíveis que um passador requer, vale a pena o risco de um vínculo gigante para mantê-lo pelos próximos anos?

Vendo, nesta semana, a corrida incessante de jornalistas por informações do novo técnico do Corinthians foi uma coisa interessante: muitas informações errôneas rodaram as redes sociais todos os dias, pois a diretoria conseguiu manter tudo guardado a sete chaves. Ingênuos, penso; bastava utilizar o mais acurado termômetro de informações presente hoje em dia, o Instagram.

É uma brincadeira, mas com fundo de verdade. Há alguns dias, Kyler Murray só deixou duas fotos visíveis no feed dessa rede social, excluindo tudo que envolvia o Arizona Cardinals. A franquia, em tom de brincadeira, fez o mesmo, mantendo somente duas fotos na sua página de perfil, ambas do seu quarterback titular. Parece pouco, mas a reverberação começou.

Kyler está entrando no quarto ano de seu contrato de calouro, com certeza terá sua opção de quinto ano exercida pela franquia e um novo contrato será ofertado. Os valores do vínculo já renderiam uma grande discussão, afinal, ele vai querer receber um contrato bombástico e a novela recente envolvendo Dak Prescott nos dá uma boa base no nível que um imbróglio envolvendo quarterback e diretoria pode chegar. Mais ainda, rumores recentes indicam que Murray sentiu que o time não foi bom o suficiente nos playoffs – incluindo seu treinador, Kliff Kingsbury – e que ele não teria culpa alguma pela queda de rendimento na segunda metade da temporada, o problema seria o seu entorno.

Que a franquia seguirá as tratativas, é um movimento óbvio, mas e se Kyler decidir começar uma guerra? Será que é hora de Arizona ligar o sinal amarelo na relação com seu passador?

Tendência moderna 

Ainda que a pandemia tenha freado o crescimento incessante das receitas dos clubes e que a situação econômica atual – com elevação de taxas de juros e níveis de inflação – seja temerária, o mundo da NFL continua sendo um ecossistema à parte. Se em 2021 o salary cap teve de ser reduzido pelos efeitos da COVID-19, no próximo ano ele crescerá mais de R$25 milhões de dólares, com um teto de R$208 milhões de dólares.

Se, normalmente, jogadores já vêm quebrando patamares de contratos antigos com certa facilidade, em 2022 isso não será diferente, ainda mais para quarterbacks. Como o novo “nome da vez”, Murray deve brigar para receber, pelo menos, $40 milhões de dólares por temporada, pois foi a base estabelecida por Prescott no seu contrato com Dallas.

Kyler baterá o pé sobre os valores e lutará para ter um contrato top-5 da posição, não há mistério aqui. Nós podemos discutir se ele está entre os dez melhores quarterbacks da liga, mas isso não importará na discussão. Arizona tem o nome para comandar sua franquia em mãos e não deixará isso escapar sem luta – se ela, de fato, ocorrer. A questão agora começa a mudar de figura: se a briga se estender vale a pena tomar esse risco?

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