5 lições é uma coluna semanal de Deivis Chiodini, abordando pontos importantes que a rodada da NFL nos trouxe. Está no ar sempre nas segundas-feiras pela manhã, trazendo opinião rápida e de forma clara. Clique aqui e confira o índice da coluna!
Na NFL, só vale o retrospecto de setembro em diante
Tenho plena convicção que se a NFL fosse jogada em junho, o campeão seria decidido na moeda. Afinal de contas, com todas equipes treinando bem e todos os jogadores na melhor forma da vida, fazendo jogadas espetaculares, como os jogos não terminariam empatados?
Claro que existe um exagero de minha parte, mas é apenas algo que acompanha o que se noticia nesse período: tudo que se lê sobre os minicamps é que está todo mundo voando. A falta de notícias relevantes faz com que qualquer bom passe, mesmo sem pressão e com 5 segundos vire uma grande jogada. O torcedor tem o direito de cultivar a esperança, mas é bom lembrar que a expectativa é a mãe da decepção. Olhar para trás é sempre bom e a história já deixou claro que o que acontece em junho não necessariamente se repete em setembro.
Torcedores dos Patriots, calma
Entendo toda aflição do torcedor do New England Patriots com a formação da comissão técnica e em especial sobre quem chamará as jogadas no ataque. Perder um coordenador ofensivo experiente como Josh McDaniels assusta e os nomes elencados como candidatos, tal como Matt Patricia, não são dos mais animadores. Todavia, é necessário um contraponto: independente de quem for, estará sob a batuta de Bill Belichick e seguindo seus parâmetros.
A tendência é que siga sendo um ataque simples, calcado em três pilares: correr bem a bola, usar passes rápidos e muito play-action. Não é segredo para ninguém que é assim que os Patriots operam e esquematicamente ele não tem nada de especial: o foco é na boa execução. Se o escolhido para chamar as jogadas fizer um trabalho sólido, tudo seguirá na mesma dos anos anteriores.
Os Rams sabem que a espinha é fundamental
Sem dramas no training camp do atual campeão do Super Bowl: o Los Angeles Rams renovou os contratos de Aaron Donald e Cooper Kupp. Some isso ao fato de a franquia ter estendido o vínculo com Matthew Stafford e ter Jalen Ramsey como um dos cornerbacks mais bem pagos da liga e pronto: está feita a base que a equipe precisa para ser forte. Claro que é preciso qualificar o restante do elenco, mas isso é sempre mais fácil quando se tem um quarterback acima da média e três jogadores de elite. Ter uma espinha dorsal forte é fundamental e a dos Rams é ao estilo Wolverine: feita de adamantium.
Tyreek Hill aprendeu com Luxemburgo
Nos seus áureos tempos, nos meados dos anos 90 e 2000, Vanderlei Luxemburgo era um mestre na arte de manipular a imprensa. Não são raros os relatos dele criando polêmicas vazias para tirar a atenção sobre um jogador lesionado ou uma mudança que estava esperando fazer. Tyreek Hill aproveitou essa offseason e emulou o “pofexô” com maestria.
Ao falar que Tua Tagovailoa é mais preciso que Patrick Mahomes, ele trouxe toda atenção para ele, deixando minutos de paz para seu contestado quarterback. Ninguém vai atrás de Tua para confirmar o que Hill falou: as perguntas se repetem para o recebedor e até para Mahomes. Tyreek acredita no que disse? Duvido. Mais isso pouco importa, ele conseguiu seu intento.
Nada supera o amor
O que dava para esperar de um período sem jogos, transações ou qualquer movimentação relevante na NFL? O natural seria que o torcedor ficasse sem interesse e deixasse o futebol americano de lado. Ledo engano: ninguém para e o público brasileiro está cada vez mais fiel, buscando detalhes de seu time e pensando o esporte sem intervalo. O amor do torcedor está cada vez maior e isso enche nossos corações.
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