Após tomar uma senhora traulitada na estreia contra o Minnesota Vikings, a defesa do Green Bay Packers vai entrando nos eixos. Uma performance bem melhor foi vista contra o Chicago Bears, mas algumas inconsistências contra o jogo terrestre e o nível do oponente deixaram dúvidas. Entretanto, a partida contra o Tampa Bay Buccaneers solidificou a melhora, deixando claro que a unidade aprendeu com os erros e soube se ajustar, entendendo as oportunidades que o adversário ofereceu.
O mérito precisa ser dividido: se por um lado vemos Matt LaFleur e o coordenador defensivo Joe Barry fugindo dos seus dogmas e entendendo que a imprevisibilidade sempre tem que estar presente na NFL, do outro vimos jogadores disciplinados taticamente e com execução acima da média. De nada adianta ter o melhor plano, se você tacklear mal ou não conseguir colocar os fundamentos em prática. Para felicidade do torcedor dos Packers, a defesa fez tudo bem e limitou Brady a um touchdown.
O meu melhor é melhor que o seu
Uma das principais críticas na derrota para os Vikings foi em relação à falta de ajuste defensivo: Green Bay insistiu em jogar numa cobertura em zona completamente soft e não colocou Jaire Alexander perseguindo Justin Jefferson, o que resultou em mais de 180 jardas do wide receiver de Minnesota. Desta vez, Joe Barry foi mais inteligente e analisou o contexto todo: sabendo que Mike Evans – suspenso -, Chris Godwin e Julio Jones (lesionados), estavam fora, Barry mudou o rumo.
Sabendo que seu corpo de cornerbacks tem qualidade, ele chamou mais cobertura individual, o que dificultou o trabalho de Brady: com recebedores menos qualificados, as janelas não se abriram rapidamente e a fragilidade da linha ofensiva ficou exposta. Além disso, mesmo quando usou cobertura em zona, Green Bay fez um trabalho muito forte para confundir o camisa 121: isso tudo impactou nos excelentes números em conversões de terceiras descidas: apenas 18% cedidas.





