5 lições é uma coluna semanal de Deivis Chiodini, abordando pontos importantes que a rodada da NFL nos trouxe. Está no ar sempre nas segundas-feiras pela manhã, trazendo opinião rápida e de forma clara. Clique aqui e confira o índice da coluna!
Nem tudo que parece bonito realmente é
Quem olha para os últimos jogos do Green Packers pode pensar que está tudo a mil maravilhas: três vitórias consecutivas após uma estreia ruim, ataque anotando 27 pontos contra o New England Patriots, defesa com 4 sacks. Contudo, não se engane: nem tudo que brilha é ouro. Algumas inconsistências seguem acontecendo e se não forem corrigidas vão custar ao time em algum momento importante, seja na temporada regular ou playoffs.
A sincronia com os recebedores ainda passa longe de ser das melhores: por diversas vezes nesse domingo vimos falhas de comunicação entre o camisa 12 e seus wide receivers. Do lado defensivo, a defesa voltou a ser soft contra o jogo terrestre e o coordenador Joe Barry levou muito tempo para fazer os ajustes. Por muito pouco, New England não vence esse jogo com Bailey Zappe, calouro e terceiro quarterback do time. É preciso muito trabalho em Green Bay ou o final dessa história pode ser um já visto no passado recente.
É hora de falar sobre Trevon Diggs
Líder em interceptações na temporada passada, Trevon Diggs foi um jogador questionado mesmo assim: apesar dos turnovers, ele também liderou em jardas cedidas pelo ar. Para 2022, essa narrativa vai se dissipando. Apesar de conseguir interceptações – são duas nas últimas semanas -, o cornerback do Dallas Cowboys vem agora mostrando uma faceta mais segura, sendo um defensor confiável. Na vitória sobre o Washington Commanders, ele mostrou isso, anulando Terry McLaurin e o limitando a 15 jardas. Um baile, que só comprova a grande fase.
Melvin Gordon tem estabilidade
Só a frase acima pode explicar a insistência do treinador Nathaniel Hackett com o veterano running back. Na derrota para o Las Vegas Raiders, Gordon sofreu um fumble retornado para touchdown. O detalhe é que essa é a quarta vez que ele solta a bola em 4 partidas em 2022. Seu histórico não é dos melhores, mas mesmo assim Denver insiste em o colocar em ação, comprometendo campanhas ofensivas que custam caro. Para piorar, Javonte Williams se lesionou e Hackett deve seguir usando Gordon, para o desespero do torcedor.
Justin Fields precisa contrariar as probabilidades
Mais um domingo se vai e novamente Justin Fields teve uma tarde horrível como quarterback do Chicago Bears, na derrota para o New York Giants. Se ano passado o problema era a comissão técnica, em 2022 essa desculpa não cola. O entorno pode não ser maravilhoso, mas Fields tem tornado tudo pior do que realmente é. Sua capacidade de processar o jogo é a mesma de um Pense Bem da Tec Toy e seus poucos momentos interessantes vêm da habilidade atlética. Para se firmar como um quarterback de NFL, precisará contrariar as probabilidades: para cada Josh Allen que dá o salto, existem inúmeros Josh Rosen’s, que morrem pelo caminho.
A linha de Baker está morta e sepultada
50 anos em 5: não estou falando de Juscelino Kubitschek e sim da vida de Baker Mayfield na NFL. Primeira escolha geral do Draft de 2018, ele viveu momento em que se esperava que virasse um astro, passando por crises de ego, troca na franquia que o escolhey, até chegar o presente: um quarterback fraco, que não consegue fazer nada que seja minimamente acima do básico. A sua performance na derrota contra o Arizona Cardinals sepultou de vez a antiga linha de Baker: o jogador do Carolina Panthers é hoje, bem abaixo da média.
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