5 lições é uma coluna semanal de Deivis Chiodini, abordando pontos importantes que a rodada da NFL nos trouxe. Está no ar sempre nas segundas-feiras pela manhã, trazendo opinião rápida e de forma clara. Clique aqui e confira o índice da coluna!
Um novo campeonato para os Buccaneers
Quando Chris Godwin disse para Mike Evans na sideline do Tampa Bay Buccaneers que a campanha derradeira do jogo contra o Los Angeles Rams recolocaria o time nos trilhos, não poderia ter acertado mais: o que se viu diante do Seattle Seahawks nessa semana 10 foi um time completamente diferente.
O ataque terrestre, até então trágico, despertou: foram 166 jardas, 100 a mais que a média até o jogo, com o calouro Rachaad White tendo mais de cem. Tom Brady distribuiu a bola para 8 alvos e jogou com uma segurança digna de seu nome. A defesa conseguiu controlar o ímpeto dos Seahawks no fim e garantiu a vitória. Para vencer a frágil NFC South é o suficiente, já que é o elenco com mais talento por larga margem. Chegando em janeiro, é hora de puxar um clichê: playoffs é outro campeonato e esse Tom Brady conhece como ninguém.
Nada é tão divertido quanto o ataque dos Dolphins
Se um dia o Beto Carrero World ou a Disney quiserem contratar alguém para elevar o nível de diversão de seus parques, precisam chamar Mike McDaniel: em 10 semanas ele transformou o ataque do Miami Dolphins na coisa mais gostosa de se assistir em toda NFL. Cada snap pode virar uma big play, seja pelo chão ou ar. Basta ver a vitória sobre o Cleveland Browns: Tyreek Hill teve um jogador mais discreto, mas aí apareceram Jeff Wilson, Jaylen Waddle e até Alec Ingold entrou no concerto regido em campo por Tua Tagovailoa. Divertido ao extremo.
Hora de fechar para balanço
Tem ano que nada dá certo e isso resume bem a temporada do Los Angeles Rams. A derrota para o Arizona Cardinals só tornou o buraco mais e deixou exposto que essa equipe não tem forças para brigar nem por uma mísera vaga de wild card. É hora de Sean McVay e Les Snead sentarem e entenderem o que aconteceu para que a coisa desandasse de forma tão rápida. São ainda 8 semanas para avaliar o elenco e entender o que fazer para 2023: trocar alguns nomes não pode estar fora de cogitação, ainda mais para quem não tem escolha de primeira rodada no próximo Draft.

É bom demais jogar no lugar certo
Nem era um grande fã de Kadarius Toney e achei a escolha dele na primeira rodada do Draft de 2021 ruim pelo New York Giants. Além de não ter essa nota, ele não combinava com o estilo ofensivo do time: é o tipo de atleta que precisa ser envolvido de maneira criativa, sendo usado no backfield ou em screens. Toney muito se lesionou no seu tempo de Giants e o general manager Joe Schoen – que não foi quem o draftou – fez o certo em o trocar com o Kansas City Chiefs.
Em sua segunda partida pelos Chiefs, foram 100 jardas de scrimmage, sendo utilizado de forma criativa. Além disso, ele anotou seu primeiro touchdown contra o Jacksonville Jaguars. Bom para Toney, Chiefs e para os Giants que tiveram escolhas no Draft por um jogador que não vinha rendendo. Cada um no seu melhor lugar rende melhor.
A sinuca de bico dos Raiders
Mais uma derrota dramática para o Las Vegas Raiders: dessa vez para o Indianapolis Colts, com direito a Stephon Gilmore fazer o corte em bola para Davante Adams que viraria a partida, no último instante. Os Raiders tem diversos buracos no elenco e essas derrotas doem muito, mas talvez seja a hora de iniciar uma reformulação.
O maior ativo do elenco é sem dúvidas o quarterback Derek Carr: mercado não ia lhe faltar e seu contrato deixaria quase nada na folha de Las Vegas. Entretanto, sua amizade com Adams foi fundamental na troca com o Green Bay Packers e uma saída poderia causar uma sensação de traição. Uma sinuca de bico das maiores aqui.
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