5 lições é uma coluna semanal de Deivis Chiodini, abordando pontos importantes que a rodada da NFL nos trouxe. Está no ar sempre nas segundas-feiras pela manhã, trazendo opinião rápida e de forma clara. Clique aqui e confira o índice da coluna!
Mar calmo não faz bom marinheiro
Não existe jogo fácil na NFL e por isso ela é tão empolgante. O pior time da liga pode vencer um favorito em qualquer rodada: nessa semana o Kansas City Chiefs teve que ir para prorrogação para bater o Houston Texans. No sábado, o Buffalo Bills suou para vencer o Miami Dolphins, flertando com a derrota. Já na Florida, o Cincinnati Bengals precisou buscar uma desvantagem de 17 pontos contra o Tampa Bay Buccaneers. Nem o Philadelphia Eagles, equipe de melhor campanha, escapou: precisou jogar até o último snap contra o Chicago Bears.
O que esses times têm em comum? Todas são favoritas ao título (junto com o San Francisco 49ers). A semana 15 foi só mais uma prova que na NFL você irá sofrer para vencer e criar calo faz a diferença: ninguém navega num mar de águas calmas em direção ao Super Bowl.
A barca vai ser grande em Arizona
Sem Kyler Murray, lesionado, o Arizona Cardinals perdeu para o Denver Broncos, que também não tinha Russell Wilson. Com apenas 4 vitórias e sem chance matemática de se classificar, Arizona deve ver uma reformulação começar. Steve Keim, general manager da franquia, está de licença médica, mas ao que tudo indica nem deve voltar ao cargo. Kliff Kinsgsbury também está com os dias contados e mais alguns veteranos devem dar adeus ao time em 2023: a barca vai ser grande pelos lados de Arizona.
Ganhar massa não te faz lançar forte
O New England Patriots perdeu com uma das jogadas mais bizarras dos últimos tempos: tentando passes laterais, acabou lançando para Chandler Jones, que levou a bola para end zone, dando a vitória para o Las Vegas Raiders. Perguntando o motivo pelo qual Mac Jones não lançou uma Hail Mary, visto que a bola estava na linha de 45 do campo de defesa, Bill Belichick respondeu: “Não poderia lançar tão longe”.
Antes da temporada, Mac Jones apareceu musculoso e muito disseram que isso ajudaria a lançar a bola mais longe, tornando o ataque mais vertical. Pelo visto não existe muita relação: contrapondo a fala de Belichick, Aaron Rodgers – que não é nenhum Mr. Músculos – lançou sua famosa jogada contra o Detroit Lions de trás de sua linha de 40 jardas.

Mac Jones não lançou a Hail Mary e ainda tomou um stiff arm de Chandler Jones, que levou a bola para o touchdow da vitória dos Raiders
Justin Herbert é decisivo
Uma das maiores falácias da NFL atual é dizer que Justin Herbert é “pipoqueiro e treme”, por seu time não ter ido aos playoffs: desde que entrou na liga ele é o terceiro em drives decisivos e o segundo em viradas no último período. A verdade é que esse Los Angeles Chargers só esteve vivo em 2021 e está vivo em 2022 por conta do talento do camisa 10, como visto na campanha da vitória sobre o Tennessee Titans, quando conseguiu posicionar o time para o field goal da vitória mesmo com apenas 44 segundos no relógio.
Tudo que Ryan fez de bom será esquecido
Salvo uma guinada improvável nesse momento da carreira, Matt Ryan será um quarterback que será muitas vezes citado após a aposentadoria como um perdedor. Estar no lado derrotado na maior virada da história – O Indianapolis Colts conseguiu perder após estar vencendo o Minnesota Vikings por 33 a 0 – e na maior de um Super Bowl com certeza afetam seu legado de forma enorme.
Uma pena, já que Ryan foi muito mais que isso: calouro ofensivo do ano de 2008, MVP em 2016, um dos maiores jogadores do Atlanta Falcons, Ryan merecia melhor. Infelizmente, ficará na sua conta para sempre e não há o que fazer em relação a isso: a história está escrita.
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