Indecisão com Lamar Jackson permeia Draft dos Ravens

Qualquer decisão que Baltimore tomar no recrutamento estará baseada na situação com o quarterback no dia 27. Até lá, indefinição machuca planos do time

O Baltimore Ravens tem dificuldade de planejar o futuro e o Draft de 2023 é a principal representação das dificuldades que a franquia enfrenta atualmente. O motivo, claro, é a situação contratual de Lamar Jackson, já que o time não tem seu quarterback num acordo de longo prazo e não está em posição de ir atrás de outro jogador no recrutamento.

Com efeito, apesar das necessidades que o time tem, o Draft é uma incógnita maior do que parece. Isso porque uma (improvável) troca de Lamar Jackson poderia colocar a equipe numa situação que lhe permitisse ir atrás de um novo franchise quarterback, ao passo que uma renovação baseada no contrato de Jalen Hurts tornaria a situação muito mais clara e aliviaria toneladas de pressão sobre o front office da franquia.

Jogo aéreo é o foco – só depende de qual lado

Se Lamar Jackson for o titular na semana 1, é imperativo que os Ravens dêem ao seu quarterback opções melhores para receber a bola do que ele teve nos últimos anos. As chegadas de Odell Beckham Jr. e Nelson Agholor amenizam o problema, tal qual a esperança de que Rashod Bateman tenha uma explosão em sua terceira temporada. Mas wide receiver precisa ser uma das prioridades.

Esse será um ano diferente para a organização, não importa o que aconteça – especialmente porque mesmo se Lamar Jackson assinar um contrato de longo prazo, Greg Roman deixou o posto de coordenador ofensivo e o ataque deve seguir tendências mais modernas, menos voltadas para o jogo terrestre e com mais passes e conceitos espaçados. Ter alvos que consigam constantemente criar separação de forma individual é um modo óbvio e efetivo de tornar esse ataque mais produtivo.

A outra grande posição que precisa ser reforçada com um titular instantâneo é a de cornerback. Marlon Humphrey, tal qual Odell no ataque, não pode resolver tudo sozinho, por mais talento que ele tenha e por mais que a secundária esteja muito bem equipada com Marcus Williams e Kyle Hamilton. A depender de como o board rolar, é possível que Baltimore esteja em posição de, ao menos, subir na ordem de escolhas e ficar com um defensor da primeira prateleira. Seria uma vitória e tanto.

Nas rodadas seguintes, começa a fazer sentido reforçar o interior das linhas. As perdas de Ben Powers e Calais Campbell em março tornam o cenário mais nebuloso nas trincheiras. Vale lembrar que os Ravens não tem escolha de segunda rodada por conta da troca por Roquan Smith com o Chicago Bears, então depois da #22 a próxima escolha é apenas a #86.

Na hipótese de trocar Lamar, ordem será clara: novo quarterback

Honestamente, não vejo essa troca acontecendo, porém os últimos meses nos mostraram que várias situações entre jogador e franquia também não pareciam prováveis e… vejam só onde estamos hoje. Então vale a pena especular.

No evento de que algum time consiga negociar um acordo com os Ravens e adquira Lamar Jackson, o foco vira completamente a busca por um novo franchise quarterback, não importa qual seja a outra necessidade que Baltimore possua. O time terá capital de Draft mais do que suficiente para buscar um dos prospectos da primeira prateleira – isso se, claro, a troca já não envolver escolhas do topo da classe de 2023.

Vale de novo: não acredito que essa troca vá acontecer. Só que não é mais um cenário impossível. O ideal seria que essa situação não se arrastasse até o Draft, no entanto, o verdadeiro cenário ideal era a renovação à longo prazo antes do quinto ano contratual. E esse já saiu de cena há mais de um ano.

Para saber mais:
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