Hopkins assina com Titans: moral com times não está alta como esperava

Recebedor chegou ao mercado cheio de banca, querendo jogar em times que brigassem pelo Super Bowl, mas mesmo recebendo um contrato apenas mediano, acabou assinando com uma equipe que está longe dos favoritos

Quando ficou claro que DeAndre Hopkins estaria no mercado, fosse via troca ou dispensa pelo Arizona Cardinals, a grande pergunta era: qual o preço de um movimento pelo wide receiver? O jogador apostava alto e falava em jogar em equipes que pensavam em Super Bowl, com quarterbacks como Patrick Mahomes e Josh Allen. Contudo, sua situação contratual não permitia que equipes fizessem grades movimentos – o salário era pesado e arcar com ele, além de gastar escolhas de Draft, se tornava inviável.

Arizona, em pleno modo reconstrução, não viu outra alternativa a não ser colocar o jogador no mercado e absorver grande parte do dinheiro do contrato, se livrando desse problema para 2024, quando realmente pensará em competir. Você pode imaginar que choveram ofertas dos favoritos por Hopkins, certo? Errado. Contatos foram muitos, mas ele visitou apenas New England Patriots e Tennessee Titans, fechando com a equipe Nashville, numa realidade bem diferente da projetada por Hopkins.

O preço mostra que moral não é tão alta

Basta olhar para o contrato recebido por Nuk – seu apelido – para entender que a moral não está alta entre os contenders. Existiram sondagens de diversos times, o que sempre acontece e é quase uma obrigação dos general managers, mas seu contrato com Tennessee não é nada absurdo: US$ 26 milhões por 2 anos. Para 2023 ele receberá 12, podendo chegar até 15 se atingir algumas metas de recepções, jardas e touchdowns. Traduzindo, os favoritos que ele almejava não quiseram pagar um contrato mediano.

É evidente que é preciso analisar a situação de cap de cada equipe, mas sabemos que na NFL ajustes sempre são feitos. A realidade é que esses times preferiram fazer movimentos em outros jogadores a dispender um valor de mais de US$ 10 milhões em Hopkins. Segundo o insider Albert Breer, da Sports Illustrated, a liga estava bastante dividida sobre a capacidade do recebedor voltar a ter impacto aos 31 anos. Vale lembrar que ele vem de duas temporadas bem abaixo dos seus padrões, uma por ter lesionado o joelho e a outra por suspensão por uso de substâncias proibidas.

Última espremida

Pelos lados dos Titans, a contratação de Hopkins é uma última tentativa de tirar algum suco de Ryan Tannehill. O camisa 17 será agente livre ao fim desta temporada e dificilmente terá o contrato renovado, em especial após o time selecionar Will Levis no começo da segunda rodada no último Draft. Assim, a franquia espera que um recebedor de alto nível possa ajudar Tannehill em momentos complicados. Também é importante ter um veterano para tirar a pressão e facilitar o desenvolvimento de Treylon Burks, que teve um ano de calouro conturbado, com lesões lhe atrapalhando. Alguns vínculos também devem ter pesado na decisão da contratação: Mike Vrabel e Tim Kelly, respectivamente head coach e coordenador ofensivo, já trabalharam com o jogador no Houston Texans e devem ter bancado a adição.

A fórmula deve ser a mesma dos últimos anos: jogo corrido – também tentando tirar algo que um Derrick Henry que já mostrou em 2022 claros sinais de queda -, bastante play-action e a tentativa de colocar Tannehill nas leituras mais rápidas e fáceis possíveis. A função básica de Hopkins será usar seu bom route running para vencer contra coberturas off – aquelas em que a marcação está longe – ou vencer em bolas no alto no mano. Esperar mais que isso nesse ponto da carreira não passe de utopia.

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