5 Lições: Equilíbrio é tudo na vida…e na NFL

Buffalo finalmente entendeu que correr com a bola segue sendo importante e que não dá para jogar tudo nos ombros do seu quarterback, por mais especial que ele seja

5 lições é uma coluna semanal de Deivis Chiodini, abordando pontos importantes que a rodada da NFL nos trouxe. Está no ar sempre nas segundas-feiras pela manhã, trazendo opinião rápida e de forma clara. Clique aqui e confira o índice da coluna!

A dosagem precisa ser certa

Critiquei diversas vezes o Buffalo Bills na temporada por simplesmente abandonar o jogo terrestre com os seus running backs e jogar toda carga em cima de Josh Allen. Acho o camisa 17 um quarterback especial, daqueles capazes de produzir em alto nível e ser imparável num dia especial. O problema é querer que ele seja especial domingo após domingo: essa é a receita mais conhecida para o fracasso, ajudando inclusive a criar falsas narrativas sobre a capacidade de algum jogador de vencer ou não.

Contra o Dallas Cowboys, a faceta terrestre desse ataque foi fatal: mais de 250 jardas, com James Cook arrebentando com o jogo, produzindo 180 em 25 corridas. Josh Allen lançou míseros 15 passes e ainda assim o time anotou 31 pontos. Terão dias em que Allen terá que lançar bem mais? Sim e não existe problema nenhum nisso. O que não dá é para querer que ele seja o herói toda semana.

É preciso aprender a sofrer

Uma das principais virtudes de um time é aprender rapidamente a sofrer na NFL. Essa não é uma liga feita de dias fáceis e os percalços não serão exceções. Apesar de jovem, o Houston Texans soube lidar com a angústia e a dor, sendo recompensando com a vitória sobre o Tennessee Titans. Jogando sem C.J. Stroud e Will Anderson, favoritos aos prêmios de calouro de ano, precisou correr atrás da desvantagem contra os Titans e encontrar equilíbrio para vencer na prorrogação, num jogo duríssimo. Os frutos? Casca para seguir vivo na briga pelos playoffs.

Não é só mais um

De tanto que vemos Tyreek Hill brilhar, esquecemos de quão bom Jaylen Waddle é. “Sacrificado” no sistema do Miami Dolphins, ele trabalha mais em rotas curtas, deixando com que Hill brilhe esticando o campo e conseguindo a maioria das big plays. Contudo, basta Hill não estar presente, para que Waddle nos lembre quão diferenciando é. Diante do New York Jets, foram 142 jardas, com direito a touchdown de 60. Feliz é o Miami Dolphins, que tem dois playmakers desse nível a sua disposição.

Uma estabilidade tóxica

Sempre se defende tempo para o desenvolvimento de um trabalho na NFL. Nada acontece num passe de mágica e é preciso dar tempo para um treinador mostrar seu trabalho. Todavia, 3 anos já são suficientes para entender que Joe Barry não vai levar a defesa do Green Bay Packers a lugar algum. Para cada boa semana, são três ruins. Diante do Tampa Bay Buccaneers vimos mais uma performance com dificuldade para parar o jogo terrestre e muita dificuldades para tackler, cedendo jardas após a recepção. É hora de Matt LaFleur pensar em um novo nome para comandar sua defesa.

O trem saiu dos trilhos

Diante do Indianapolis Colts, o Pittsburgh Steelers perdeu seu terceiro jogo consecutivo. Considerando calendário, o New York Times projeta 3% de chances de playoffs para o time de Mike Tomli, que nas últimas cinco rodadas, só anotou mais de 15 pontos uma vez e não chegou aos 20 em nenhuma. A defesa já não é mais eficiente como era, o ataque segue sendo horrível e é preciso muita fé para acreditar que o time possa vencer 3 jogos em sequência agora.7

Caso vença no máximo duas, será a quinta vez nos últimos seis anos que os Steelers não tem 10 vitórias: mais linha do limbo que isso, impossível.

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