Patriots demitem Jerod Mayo e (re)começam tudo de novo

A família Kraft não perdeu tempo e demitiu o treinador após um ano bastante fraco. Agora, New England se torna mais um time sem head coach e um dos melhores alvos na próxima offseason.

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A bancada São Tomé da torcida patriota – aqueles que só acreditam vendo e esperam pelo pior – respira aliviada. Jerod Mayo não é mais treinador do New England Patriots após um ano. Embora pareça imediatismo, a decisão faz todo o sentido. Em seu ano de estreia como head coach, Mayo mostrou ter competência nenhuma (e maturidade menos ainda) para assumir um cargo como esse, ainda mais de tocar a reconstrução da franquia no momento atual.

Agora, New England volta para o carrossel de equipes sem técnico. A diferença é que a família Kraft terá um grande atrativo para atrair o mercado em 2025: um quarterback promissor chamado Drake Maye.

É viga, Joselito, é viga!

Como boa representante da bancada São Tomé dos Patriots (e botafoguense), eu já dava como certa a permanência de Jerod Mayo para a próxima temporada. O pessimismo não era de todo infundado: afinal, Robert Kraft é um dono pra lá de conservador. Mudanças são como urticária em Foxborough e para elas acontecerem, a situação precisa estar bem ruim. Foi assim que aconteceu em 2023, com Bill Belichick, e foi assim que aconteceu com o sucessor dele.

A bagunça já estava presente desde a semana 1. A insistência em manter Jacoby Brissett mais tempo do que o necessário – e atrapalhando mais do que devia – causou problemas fora e dentro do vestiário. Para piorar, Mayo deu declarações pós-jogo que só serviram para colocar lenha nas fogueiras editorais de Boston. O ápice da bagunça foi chamar publicamente a sua defesa de “soft” e acabar levando uma indireta ao vivo do seu ex-chefe.

Após tantos imbróglios, a mudança na posição de quarterback aconteceu e as coisas melhoraram levemente. Drake Maye evoluía a cada semana, porém nem ele conseguiu amenizar as limitações do ataque. Na verdade, o barco já estava em direção ao precipício antes mesmo de Maye entrar. A defesa, então carro-chefe do treinador, teve uma queda brusca de produção. Em 2023, ela foi a 15° em pontos por jogo. Já neste ano, foi a 22°. Contra o jogo terrestre, ela foi a quarta melhor em 2023, cedendo a menor média de jardas por carregada (3.3). Neste ano, contudo, cedeu 4.4 de média e foi a 23° da liga.

Os números da defesa explicam o que se via em campo: uma unidade mal treinada e, do outro lado, um ataque mais pobre ainda. As bagunças nas coletivas pós-jogo foram apenas a cereja do bolo. A campanha 4-13 se igualou a do ano passado. Para título de curiosidade, ambas são as piores em todos os 30 anos de comando da família Kraft na franquia. Se Robert e seu filho Jonathan demitiram Belichick em 2023, não teria motivos para manter Jerod Mayo mais um ano. A demissão já era certa: para alguns, talvez, ela tenha vindo mais cedo do que o esperado. Ainda bem.

Drake Maye, o solzinho de Foxborough

Se teve uma coisa realmente boa nos Patriots em 2024, ela se chama Drake Maye. O que ele mostrou diante da precariedade ofensiva traz bastante otimismo para o futuro. Óbvio que é necessário montar um elenco de apoio decente ao seu redor, logo a demissão de Mayo reforça ainda mais essa ideia. Junte isso com o maior espaço na folha na próxima offseason que boom: os escombros da Estrela da Morte se tornam um belo atrativo para quem quer ser head coach na NFL.

Os Patriots terão mais de $127 milhões livres na folha e a 4° escolha geral no próximo draft. Embora o elenco como um todo seja um dos piores da liga, a estabilidade no front office pode ser o grande chamariz aqui. New England está no período das vacas magras, mas não chega a ser um navio sem rumo (olá, Saints) ou uma mula sem cabeça na forma de time (olá, Jets!). O que não falta aqui é candidato ao cargo de treinador.

Mike Vrabel é o nome mais cogitado tanto pela sua experiência na liga, como também por toda a sua história nos Patriots e a sua ligação com a família Kraft. Outro nome em circulação é Ben Johnson. O coordenador ofensivo do Detroit Lions foi quarterback reserva de North Carolina nos anos 2000: a mesma faculdade de Drake Maye. Outros nomes ainda podem aparecer nos próximos meses. Segundo Mike Jones, jornalista do The Athletic, Byron Leftwich (ex-coordenador ofensivo dos Buccaneers) foi entrevistado hoje pela franquia.

Seja lá o que acontecer, os próximos meses em Foxborough serão agitados. Os Patriots entram em mais um ciclo de renovação, esperando fazer do jeito certo desta vez.

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