O que os Browns estão fazendo para acabar com o calvário pós 0-16?

[dropcap size=big]S[/dropcap]omente quatro equipes nunca apareceram no Super Bowl após suas 52 edições. São os casos de Detroit Lions, Jacksonville Jaguars, Houston Texans e Cleveland Browns. Destes, o último é o que aparecia com menos chances de mudar esta realidade, devido as suas péssimas campanhas. No ano passado, o time igualou o “feito” do Detroit Lions de 2008 e terminou o ano com campanha de 0-16.

No entanto, as contratações neste começo de ano e as possibilidades existentes no draft podem fazer com que a franquia suba de patamar. É o que o torcedor espera finalmente ver.

Browns tentam apagar temporadas negativas

Desde 2007 que o Cleveland Browns não consegue ter mais vitórias do que derrotas na NFL. As duas últimas em especial foram para esquecer no comando de Hue Jackson. Das 32 partidas disputadas, a franquia conseguiu apenas uma vitória. A classificação para a pós-temporada, aliás, tem sido um sonho poucas vezes realizado. De volta a ativa em 1999, após três anos sem time na cidade por conta da realocação para Baltimore, são 19 temporadas e somente em uma ocasião conseguiu avançar para os playoffs, em 2002. Porém, a luta não durou muito, caindo logo na primeira rodada para o Pittsburgh Steelers.

Caso a franquia consiga dar este salto de qualidade e avance para o playoffs o retorno é de R$ 11,00 para cada real, de acordo com estatísticas do Oddsshark.com. É uma das cifras mais altas para esse tipo de investimento em apostas especiais. Para se ter ideia, há times, como o New England Patriots, cuja chance de título paga menos do que os Browns indo para os playoffs.


Para Cleveland, o sonho de pós-temporada é complicado na medida da realidade na qual estão inseridos: a sempre competitiva AFC North com Pittsburgh Steelers, Baltimore Ravens e Cincinnati Bengals. Logo, ser campeão de divisão aqui – o que lhe dá a vaga automaticamente – não é uma tarefa tão fácil e, honestamente, não parece ser o futuro próximo em 2018.

Escolhas no draft podem mudar a realidade

Ter duas das quatro primeiras escolhas no Draft é o desejo das maiorias franquias e a realidade do Cleveland para esta temporada. Depois da “poupança” feita por Sashi Brown nos últimos anos, John Dorsey, novo general manager, poderá ir “às compras”. Com a possibilidade de contar com grandes talentos, a equipe vive a expectativa de ter um grupo mais competitivo. Entre os nomes que podem ser selecionados estão o quarterback Sam Darnold (quase uma unanimidade em Drafts Simulados para os Browns), o running back Saquon Barkley e o defensive back Minkah Fitzpatrick.

Quarterback da USC, Darnold, é um dos que tem boas chances. Com 303 acertos de 480 passes tentados, para 4143 jardas, contribuindo com 26 touchdowns no College, o jogador chegaria para ocupar uma posição carente do time. Nos últimos 20 anos foram 27 titulares diferentes no posto e ninguém passou deixando muitas saudades. Como os Browns trocaram pelo sólido Tyrod Taylor, a escolha de Darnold poderia ser feita sem pressa de atear o quarterback na fogueira como fora feito com DeShone Kizer em 2017 – ele poderá ser lapidado na próxima temporada, caso seja a escolha de Cleveland (e tudo indica que será).

Barkley, por sua vez, é apontado como um dos mais talentosos running backs da geração e seria uma adição de peso mais pela sua habilidade do que por uma preencher uma carência – fato é que Barkley é o melhor prospecto da posição desde Adrian Peterson. Já o defensive back Minkah Fitzpatrick é o melhor jogador da posição e fora um líder nato na defesa da Alabama Crimson Tide – e preenche uma necessidade no elenco, dado que os Browns precisam de ajuda na secundária.

Antes do Draft, reforços chegando

Além dos futuros calouros, Cleveland trará muitas caras novas para 2018. Com a abertura do “mercado”, a franquia realizou diversas trocas e acertou com Tyrod Taylor, Jarvis Landry, Damarious Randall. Do trio, Landry é um dos que mais empolga e pode dar uma importante contribuição como wide receiver no slot. O atleta teve 112 recepções – líder da liga – na temporada passada, com 987 jardas e nove touchdowns.




As negociações eram algo esperado desde que John Dorsey assumiu o cargo de general manager. Ele assinou prometendo fazer mudanças no elenco, o que já está cumprindo. Isso gera uma expectativa em torno da franquia e caso o time consiga crescer a ponta de vencer a Conferência Americana rende uma incrível bolada. São inacreditáveis R$ 40,00 para R$ 1,00. O time só aparece mais cotado que Miami Dolphins e New York Jets, que dão R$ 80,00. Claro que muitas cifras altas se devem a dificuldade de bater um concorrente como New England Patriots, que aparece no topo da lista, rendendo R$ 3,00 para cada real aplicado, segundo dados do Oddsshark.com.

Ainda assim, o que dissemos sobre o investimento pela classificação vale para os outrights aqui também. Neste tipo de aposta, sempre quando a cota é extremamente alta, conforme a equipe vai avançando, a casa oferece opções de desistência em troca de cifras menores.

Sem nunca ter vencido a Conferência desde a criação do Super Bowl, o Cleveland Browns segue na busca de participar do evento pela primeira vez. Caso conquiste logo na sua estreia, paga excelentes R$ 100,00 em cada real, também segundo números do Oddsshark.com. Sua missão não seria novidade e já foi realizada por outras dez equipes, que venceram na primeira aparição.

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