Ai de quem pensa que o Cleveland Browns não briga por mais nada em 2025. De fato, a briga pela pós-temporada é um sonho de uma noite de verão. O futuro na posição de quarterback? Ninguém sabe e talvez nem o próprio destino saiba o que será do ataque dos Browns.
Porém, o que nós sabemos é que a defesa está jogando em alto nível. Ou melhor, que sua estrela principal está a poucos jogos de igualar o recorde de sacks da NFL. A marca atual é de 22,5 sacks, dividida entre Michael Strahan (na temporada 2001/02) e T.J. Watt (2021/22).
Só que estamos na semana 13 e ele já tem 18 sacks. Desde o jogo contra o Miami Dolphins, Garrett tem – no mínimo – um sack por partida. Se ele seguir nessa toada até o final da temporada regular, Myles Garrett pode não apenas igualar o recorde atual, como pode quebrá-lo. E nós estaremos de camarote para presenciar esse momento histórico.
A dois passos do paraíso
Que Myles Garrett é um jogador geracional, isso todos nós sabemos. Que ele é o melhor pass rusher da liga, estamos carecas de saber. No entanto, 2025 se tornará o ano onde ele pode quebrar recordes e eternizar (ainda mais) seu nome na história. A estrela principal dos Browns está a poucos jogos de igualar o recorde de sacks da NFL. Mais do que isso: pode quebrá-lo antes mesmo da semana 18.
Poderia ser presunçoso da minha parte imaginar isso, é verdade. No entanto, não é porque 1) estamos falando de Myles Garrett e 2) o calendário faz com que esse cenário seja totalmente possível. É sério.
Os próximos compromissos de Cleveland, nesta exata ordem: 49ers (em casa), Titans (em casa), Bears (fora), Bills (em casa), Steelers (em casa) e Bengals (fora). A questão aqui não é saber o número de vitórias e/ou derrotas, até porque o ataque é medonho. E sim saber quantos sacks Garrett terá em cada partida e, portanto, quando ele chegará na marca de 22,5 sacks.
A linha ofensiva dos 49ers não empolga para além de Trent Williams. A dos Bears nem é tão ruim, mas Caleb Williams gosta de segurar a bola mais do que deveria. Em relação aos Titans, é o cenário perfeito: a OL é horrível e Cam Ward é literalmente o quarterback mais sacado da liga. E contra os Bills, o match-up também é favorável. Por incrível que pareça, Josh Allen é o sexto quarterback mais sacado da liga, com 28. Embora Allen consiga escalar o pocket e evitar perdas de jardas, nós já vimos o que Myles Garrett fez com Drake Maye: ele teve “só” cinco sacks.
Ou seja: Garrett pode não apenas igualar o recorde, como pode quebrá-lo antes mesmo dos confrontos divisionais. Ele já se tornou o terceiro jogador na história a ter 16 ou mais sacks em três temporadas diferentes, junto com Reggie White e J.J. Watt. Além disso, ele quebrou o recorde de White em mais sacks na carreira antes de completar 30 anos, com 120,5. Como se não bastasse tudo isso, ele ainda pode igualar/quebrar MAIS UM recorde: o de tackles para perdas de jardas. Atualmente, o dono é J.J. Watt (saudades), com 39. Adivinha quantos Myles Garrett tem em 2025? 29. Para chegar aos 40, é um pulo.
Vivemos uma era de ouro na posição de EDGE
Fazendo coro ao nosso patrono Antony Curti, estamos presenciando (mais) uma era de grandes EDGEs. Não que a NFL tivesse alguma época de “seca” na posição, longe disso. Desde o começo do século XX e das antigas AFL e NFL, grandes apressadores de passe – ou os defensive end – fizeram história na liga. Mas foi nos anos 80 que os jogadores da posição começaram a ganhar os holofotes de vez.
Howie Long (pai de outro grande EDGE, Chris Long), Lee Roy Selmon, Reggie White, Bruce Smith: a lista é longa. Os linebackers ainda eram os principais jogadores nessa função de pressionar o quarterbacks: vide o próprio Lawrence Taylor, que era linebacker de origem. Ainda assim, a posição de defensive end só ganharia mais força – e estrelas – ao longo dos anos. Outros grandes pass rushers surgiriam nos anos 90: Chris Doleman, Leslie O’Neil, Kevin Greene, Warren Sapp, Neil Smith, Clyde Simmons, Derrick Thomas…
Porém, a virada para o século XXI catapultou o nível dos pass rushers. A partir de então, eles se tornaram cada vez mais versáteis e dominantes. De remasnescentes dos anos 90, como Ray Lewis e Michael Strahan, passando pelas empilhadeiras de sacks – Julius Peppers, Jason Taylor, Jared Allen, DeMarcus Ware, Simeon Rice, Dwight Freeney (vou ficar até amanhã listando todos!!) -, há quem argumente que os anos 2000 são “a” era de ouro dos EDGEs. Eu mesma concordo, embora tenha muito carinho pela geração dos anos 2010: o eternos Bobby Wagner, Calais Campbell e Cameron Jordan, Luke Kuechly (saudades), Chandler Jones (saudades ao quadrado), os irmãos Bosa, os irmãos Watt, o próprio Myles Garrett… Isso sem contar com o cara que mudou para sempre a posição de iDL: Aaron Donald.
Fato é que o presente e o futuro da posição não poderiam ser mais promissores. T.J. Watt, por exemplo, ultrapassou o próprio irmão em número de sacks na carreira. Veteranos como Brian Burns, Maxx Crosby, Montez Sweat, Danielle Hunter e tantos outros continuam jogando em alto nível. Tal como Garrett, Micah Parsons vem se tornando um ícone de sua geração. Isso sem contar com vários jovens pass rushers que já se tornaram realidade: Nik Bonitto, Aidan Hutchinson, Will Anderson Jr e o Quarteto Fantástico dos Rams – Braden Fiske, Byron Young, Jared Verse e Kobie Turner – são apenas alguns exemplos.
Que sorte a nossa presenciar mais uma era maravilhosa de pass rushers.
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