Mesmo com chegada de Kirk Cousins, Las Vegas ainda não coloca Vikings como favoritos

[dropcap size=big]A[/dropcap] temporada da NFL está longe de começar dentro de campo, mas, como em toda temporada, há dois meses de muita notícia e movimentação do mercado: em março temos a Free Agency e em abril, o Draft.

Como os times se reforçam/perdem peças na Free Agency, isso naturalmente afeta o favoritismo de determinadas equipes. Um dos candidatos ao título, o Minnesota Vikings assinou com Kirk Cousins renovando a intenção de seguir na briga. Como isso afeta o time perante os olhos do público na briga pelo Super Bowl LIII?

Público reage com cautela

Como as partidas ainda não começaram, o principal investimento na liga de Futebol Americano é com o vencedor final, que é encontrado como outrights. Neste modelo, você aplica o valor e fatura de acordo com o lucro combinado caso a franquia de fato conquiste o título – acaba sendo o melhor modo de “sentir” o público e o favoritismo, que é ofertado pelas casas que possibilitam esse tipo de investimento.

As variações também acontecem em caso de alguma contratação de muito impacto, como aconteceu em 2012 com Peyton Manning no Denver Broncos. Neste ano, a contratação de Kirk Cousins pelo Minnesota Vikings não afetou as cotas de maneira tão forte: a franquia não ganhou posição entre as mais cotadas e ainda dá um retorno alto, de R$ 16,00, de acordo com estatísticas do Oddsshark.com. Só como comparação, o New England Patriots rende R$ 6,00. Até mesmo a conquista da Conferência Nacional pelos Vikings garante uma bolada, de R$ 9,00 para R$ 1,00.

Isso não quer dizer que a franquia não tem chances, apenas que neste mercado a mesma aparece um pouco atrás e não se tornou favorita. Sendo assim, para quem sentiu confiança que o Minnesota vai longe depois dessa aquisição, o momento é agora, pois ainda paga um ótimo valor.

Números do reforço

Escolhido por Washington no Draft de 2012, Kirk Cousins fez 14 partidas pela equipe até assumir a titularidade em 2015. Um dos pontos altos da sua carreira até aqui e que desde então não teve problema com lesões, tendo atuado em todos os jogos. Por outro lado, jamais conseguiu passar da primeira rodada da pós-temporada. Esta falta de experiências em playoffs que pode ter pesado para não influenciar a cotação dos Vikings na disputa.

Ainda assim, o quarterback conta com números expressivos, somando 16.206 jardas e 99 passes para touchdowns, completando 65,5% dos lançamentos nas suas 62 apresentações.

Sua missão vai ser substituir Case Keenum, que foi para o Denver Broncos. O jogador fez uma boa temporada, levando o time para a decisão da Conferência, mas a sua atuação apagada contra o Philadelphia Eagles na final acabou arranhando a sua imagem. De qualquer forma, ele deixa uma missão nas costas de Kirk, que receberá a cobrança por um desempenho que leve a franquia longe.

Curiosamente, o quarterback contará com John DeFilippo nos Vikings. O Coordenador Ofensivo, ex-técnico de quarterbacks dos Eagles, vem de um trabalho com outro jovem promissor, Carson Wentz, que vinha cotado até para o prêmio de MVP até sofrer uma lesão no joelho. Isso, por si, compensa a saída de Pat Shurmur – coordenador ofensivo do ano passado que agora será head coach no New York Giants. Há muita expectativa na parceria DeFilippo/Cousins

Vaga nos playoffs

Se o Super Bowl está longe, uma opção mais rápida é o investimento nos playoffs. O Minnesota Vikings rende R$ 2,60 para cada real, segundo números do Oddsshark.com caso garante vaga na pós-temporada. O time está na forte Divisão Norte da NFC, com Green Bay Packers, Detroit Lions e Chicago Bears. O primeiro inclusive é o mais cotado para ficar no topo, dando R$ 1,90 para R$ 1,00. Além do título, a classificação ainda pode ocorrer caso a equipe fique com uma das duas melhores campanhas da Conferência Norte.

Na última temporada, os Vikings conseguiram 13 vitórias e sofreram apenas três derrotas, tendo um desempenho similar a de Philadelphia Eagles, New England Patriots e Pittsburgh Steelers.

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O grande destaque na campanha foi a defesa, que foi a que menos permitiu pontos no total, com uma média de apenas 15,75 por jogo. A chegada de Kirk Cousins traz agora a expectativa para ver se o ataque consegue ter o mesmo rendimento, o que certamente ajudaria muito. Foram 23,8 pontos por partida, décima marca no geral, sendo a pior entre os que chegaram nas semifinais das Conferências (Divisional Round).

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Em abril, teremos um curso/workshop que tratará sobre tudo o que você precisa saber sobre o Draft da NFL. Veja mais detalhes aqui.

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