Saída de John Harbaugh era necessária: Ravens precisam de sangue novo

Nada vai apagar o período vitorioso de Harbaugh em Baltimore, porém os dois lados chegaram a um ponto onde se separar era o ideal

Harbaugh

A era John Harbaugh no Baltimore Ravens chegou oficialmente ao seu fim. Depois de 18 temporadas, um título de Super Bowl e 12 aparições nos playoffs, a derrota para o Pittsburgh Steelers na última semana da temporada foi a gota d’agua para a franquia, que, de acordo com relatos, queria mudanças na comissão técnica, algo que Harbaugh não estava disposto a fazer.

Seja lá qual o verdadeiro motivo da queda, e do desgaste que os dois lados enfrentavam, duas coisas podem existir ao mesmo tempo: Harbaugh deixa o cargo depois de uma passagem histórica, com muito sucesso e títulos, ao mesmo tempo que os dois lados se sairão melhor a partir de agora. É o tipo de movimento natural numa relação.

Para os Ravens, sangue novo vai fazer bem

John Harbaugh não entra em campo e não pode executar no lugar de seus jogadores. Só que a grande lembrança dos anos finais de seu período como head coach será o insucesso na pós-temporada, especialmente em jogos equilibrados como em 2023 e 2024—e de certa maneira, como o time foi dominado pelo Tennessee Titans lá atrás em 2019.

Desde que Lamar Jackson assumiu o posto de franchise quarterback, as belas campanhas da temporada regular não se traduziram em aparições no Super Bowl, com o mais perto sendo o AFC Championship Game (em casa) de 2023. Faltou o sucesso no mata-mata: na Era Lamar, são oito jogos e cinco derrotas. Por melhor que fosse o time, os Ravens estavam deixando a desejar na hora H.

É óbvio que nem sempre foi assim, e claro, não estamos aqui tentando apagar a história do treinador. Ele deixa o cargo com excelentes números, vencendo 180 de 293 partidas, o Super Bowl XLVII e com campanhas consistentes em seu período em Baltimore. Ele é o maior, melhor e mais duradouro treinador da história da franquia. Mas faltava a mais.

Não é como se a demissão de um treinador com maus resultados nos playoffs fosse algo sem precedentes—e se o time vencesse os Steelers e caísse no Wild Card Round, o mesmo argumento poderia ser utilizado. John Fox foi demitido do Denver Broncos em 2014 em busca de sangue novo, de um passo além no momento em que as coisas mais importavam. Em 2015, os Broncos conquistaram o Super Bowl.

É o mesmo que vai acontecer em Baltimore? Não é impossível. Com um franchise quarterback estabelecido, boas peças ao redor do elenco e uma chance para novas ideias e sistemas, a chegada de um novo treinador pode ajudar os Ravens a darem um próximo passo que buscam há mais de uma década.

Para Harbaugh, novos ares vão fazer bem

A lista de times interessados nos serviços do treinador não é pequena, com múltiplos relatos citando equipes como o New York Giants e o Atlanta Falcons em fortemente interessadas em seus serviços. Não é um caso como, digamos, Pete Carroll, onde as ideias já não batem mais com a NFL e a idade já está mais que avançada: Harbaugh ainda pode levar estabilidade e consistência para equipes que vão adentrar um novo processo de construção de elenco.

Não é sempre que um nome dessa qualidade e histórico aparecem no mercado. A bela história de John Harbaugh com o Baltimore Ravens chegou ao fim deixando boas memórias, mas também clamando por novos ares e novos destinos. Todo mundo vai se sair melhor disso, ainda que o rompimento de uma longa relação nunca seja fácil.

Para saber mais:
Transmissões do Wild Card Round da temporada 2025 da NFL
EP 16, temp 2025: Prévia do wild card e demissões
Kevin Stefanski: o nome mais disputado do mercado da NFL em 2026
5 lições da Semana 18: Na NFL, o jogo também é mental

Quer ter todo conteúdo do ProFootball rapidinho em seu celular ou computador sem perder tempo?

Acesse nossos grupos no WhatsApp ou no Telegram e receba tudo assim que for para o ar.

“odds