Texans x Steelers: O último ato de Rodgers?

Histórico quarterback possuirá missão dificílima contra uma das melhores defesas da NFL. Ele será capaz de reviver seus melhores dias ou o paredão de Houston é um obstáculo alto demais?

A partida que encerra a emocionante de Wild Card está à altura de tão grande responsabilidade? Felizmente, sim. Houston Texans e Pittsburgh Steelers prometem um duelo acirrado, com a última partida da carreira de Aaron Rodgers, potencialmente, em jogo. Enquanto os donos da casa se ancoram na experiência de seus histórico quarterback e de seu longínquo treinador, os visitantes buscam apoio em sua defesa, a qual finalizou a temporada regular como uma das melhores da liga – quiçá, a melhor.

Duas equipes que, apesar de não serem favoritas na AFC, buscam encontrar ritmo na pós-temporada para conseguir o improvável, especialmente os Texans. Um duelo que promete emoção até o fim, envolvendo uma emoção especial de, talvez, vermos os instantes finais de um dos grandes quarterbacks da história da NFL.

Houston Texans (12-5) @ Pittsburgh Steelers (10-7)
Acrisure Stadium, Pittsburgh, PA
Segunda, 12 de janeiro, 22h15. ESPN2 e Disney+
Houston favorito por 3 pontos

 

Por que os Texans podem vencer?

Com essa defesa, tudo é possível. Muitos analistas categorizam Houston como a equipe mais chata de se enfrentar na pós-temporada e eles têm razão. Esse não é um grupo que atua apenas de uma forma específica e que pode ser explorado. A defesa dos Texans tem uma premissa “simples”: execução óbvia – porém ótima – e intensidade altíssima. Os comandados de DeMeco Ryans voam atrás da bola em cada jogada e não têm medo de serem físicos.

Isso só é possível, contudo, pela quantidade exorbitante de talento que há na unidade. Danielle Hunter e Will Anderson Jr. formam a melhor dupla de EDGEs da liga e vão aterrorizar os quarterback nessa pós-temporada – no caso de Rodgers, é ainda pior por sua mobilidade reduzida. Azeez Al-Shaair comanda o meio do campo com inteligência e a secundária é recheada de nomes talentosos e (não me diga) físicos. Kamari Lassiter e Jalen Pitre são linebackers em corpo de cornerbacks e Derek Stingley Jr é um dos melhores na função, anulando qualquer recebedor. Com tais características, Pittsburgh terá dificuldades em realizar seu jogo de passes rápidos, mesmo com o retorno de D. K. Metcalf.

Do outro lado da bola, Houston conseguiu, enfim, encontrar consistência ofensiva após o retorno de C. J. Stroud. O quarterback, inclusive, melhorou seu trabalho de identificar as pressões, vindo de três partidas consecutivas sem sofrer sacks. Nico Collins foi mais bem utilizado, as jogadas explosivas voltaram a acontecer e o jogo terrestre ganhou nova vida com Woody Marks carregando o piano. Até mesmo a linha ofensiva, outrora uma das melhores da liga, conseguiu crescer de produção, lendo bem as pressões adversárias.

Por que os Steelers podem vencer?

Pittsburgh aposta, principalmente, na experiência de um dos melhores quarterbacks da história. Rodgers está longe do auge, mas fez um 2025 interessante, especialmente na reta final. Sua capacidade de ler as defesas e explorar as oportunidades – vimos isso com clareza no confronto do último domingo contra o Baltimore Ravens – são intermináveis e imparáveis.

Ademais, esse ataque se acostumou, ao longo do ano, em gerar um jogo de passes rápidos para limitar a pressão adversária, especialmente conquistando jardas após a recepção com Metcalf e seus running backs. Isso pode auxiliar contra a pressão da linha defensiva de Houston, buscando explorar, principalmente, um confronto favorável de Kenneth Gainwell contra os linebackers adversários. É uma forma de conquistar pequenos ganhos e anotar pontos no placar, mesmo que eles venham de field goals.

Pelo lado defensivo, os Steelers apostam que sua linha defensiva possa fazer a diferença, para compensar as oscilações da secundária. A equipe precisa ser capaz de gerar pressão com Cameron Heyward, T. J. Watt e amigos, pois, quando Stroud está desconfortável, ele perde seu relógio interno e comete erros bobos. Há nomes para isso, eles precisam, contudo, ascender no mais importante momento do ano.

Palpite 

Mesmo que a proeza dos passes rápidos faça parte do playbook de Pittsburgh – Rodgers foi o quarterback que mais rápido lançou a bola neste ano, com 2,52 segundos de média -, é muito pouco para tentar atacar uma defesa tão agressiva. Passes serão desviados na linha de scrimmage e os cornerbacks de Houston são físicos, limitando esses ganhos após a recepção, o que faz a equipe ser a sexta melhor nesse quesito. Pode funcionar parcialmente, mas não o suficiente para os Steelers serem capazes de colocar muitos pontos no placar.

Além disso, os problemas no segundo nível defensivo são grandes demais para não serem explorados. Nico Collins, Jayden Higgins e amigos farão a festa no meio do campo, com espaço para Stroud atacá-lo como tanto gosta. Com as melhoras da linha ofensiva, sobra pouco espaço para uma pressão incessante que poderia prejudicar o andamento ofensivo.

Por fim, a falta de mobilidade de Rodgers vai custar caro contra o incessante pass rush de Houston, forçando ganhos nulos e decisões precipitadas. Não acho que será um jogo decidido rapidamente pela falta de consistência do ataque dos Texans, todavia, aposto em uma vitória da franquia por uma posse de bole, com certo controle do relógio no segundo tempo.

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