5 lições

5 lições do Wild Card: Tem que girar a faca!

Numa rodada cheia de jogos disputados, a derrota mais dolorida veio por parte do Green Bay Packers, que entregou uma larga vantagem para o maior rival e agora enfrenta grandes dúvidas

5 lições é uma coluna semanal, abordando pontos importantes que a rodada da NFL nos trouxe. Está no ar sempre nas segundas-feiras, trazendo opinião rápida e de forma clara. Clique aqui e confira o índice da coluna!

1. Tem que girar a faca!

O Chicago Bears é um exemplo de luta durante os jogos. Por várias vezes durante a temporada, o time de Caleb Williams ficou atrás no placar e foi buscar a virada no último quarto, e a tônica da partida contra o Green Bay Packers não foi diferente. Pela segunda vez desde a Semana 16, Chicago conseguiu uma virada sobre seu rival histórico.

Por vários momentos, a partida parecia definida. A vantagem de 21-3, dado o contexto do jogo, parecia grande demais; o touchdown de Matthew Golden no último quarto também soou como uma pá de cal, e duas conversões no penúltimo drive pareciam que a bola não voltaria para Chicago. Que aproveitou as chances que teve de forma heróica, com Williams e o técnico Ben Johnson mostrando suas melhores qualidades. O problema é que, mais uma vez, o Green Bay Packers ficou devendo (e muito) nos playoffs. Tem que girar a faca num jogo desses; agora, o que parece é que cabeças podem rolar.

2. A identidade dos Eagles foi não ter identidade

Durante toda a temporada, uma palavra esteve incomodando o vocabulário do Philadelphia Eagles: identidade. Apesar de um elenco extremamente talentoso—discutivelmente o melhor da NFL—, os Eagles venceram jogos de forma lenta, sem dominância, se arrastando. Com tanto talento e na condição de atuais campeões, se esperava que Philadelphia pudesse encontrar seu melhor nível quando as coisas apertassem, justamente por conhecerem o caminho das pedras mais do que qualquer outro time.

Pois bem, a temporada chegou ao fim sem qualquer… identidade. O ataque dos Eagles, mais uma vez, foi extremamente previsível e sem graça. Nick Sirianni e Kevin Patullo não souberam o que fazer com a unidade durante toda a temporada, enquanto Kyle Shanahan foi a antítese: perdendo absolutamente tudo ao longo de 18 semanas (e mais George Kittle no Wild Card), o San Francisco 49ers continuou lutando e encontrando formas de produzir com o que estava disponível ali. A identidade dos 49ers é lutar até o fim; a identidade dos Eagles foi não ter identidade.

E sim, eu repeti “identidade” de propósito.

3. As bases dos Panthers estão estabelecidas

A vitória do Carolina Panthers sobre o Los Angeles Rams há algumas semanas impressionou, mas não deixou de ter um gosto de tempestade perfeita. A expectativa era de que seria necessário outro jogo com muitas coisas dando certo para que os Panthers pudessem vencer, e apesar de derrotados, o placar apertado deixou uma sensação até que positiva.

Bryce Young apareceu bem para o jogo depois de um início inconsistente, Tetairoa McMillan e Jalen Coker formam uma dupla de qualidade e outras peças, como o cornerback Michael Jackson (é sério) também tiveram um grande jogo. Os Rams realmente são um bom time que não tiveram um grande dia, e Los Angeles foi montanha demais para subir. Ainda assim, com mais uma offseason de construção e com mais alguns buracos consertados, esse time pode virar um competidor real na NFC South em 2026.

4. Josh Allen é assustador

Nenhum time tem o destino dependente de um jogador mais do que o Buffalo Bills, e se for pra tomar como base o Wild Card Round, eles estão prontos para brigar com quem aparecer pela frente. A caminhada nos playoffs começou contra o quentíssimo Jacksonville Jaguars, que conquistou a AFC South com méritos e teve uma excelente temporada regular. E Allen só não fez chover no forte sól da Flórida.

Allen completou 28 de 35 passes, teve 306 jardas totais e ainda somou três touchdowns na vitória fora de casa, a primeira dos Bills longe de seus domínios nos playoffs desde 1992. Os problemas apareceram como de costume, especialmente a defesa contra o jogo terrestre (6.7 jardas por carregada cedidas). Só que essa é a vantagem de ter um quarterback de elite: ele pode fazer mágica mesmo nos momentos mais difíceis, e ninguém pode negar que foi Allen quem carregou os Bills para o próximo confronto contra o Denver Broncos.

5. Chargers: história em quadrinhos sem graça

Por fim, o Los Angeles Chargers até teve o cenário que se esperava que pudessem surpreender. Não foi lá o jogo mais brilhante do New England Patriots e o Sunday Night Football contou com alguns erros da equipe de Mike Vrabel. Ainda assim, ficou claro quem era o melhor time, não pela dominância absoluta, mas só pela execução mais bem feita e organizada.

A linha ofensiva mais uma vez deixou muito a desejar e repetiu a tônica da temporada inteira. Preocupa, principalmente, o fato dos Chargers terem transformado os dois turnovers conquistados em 0 pontos—um deles iniciando a campanha na linha de 12 jardas do campo de ataque. Os Chargers são um time sem sal, sem graça, sem alma.

Quer ter todo conteúdo do ProFootball rapidinho em seu celular ou computador sem perder tempo?

Acesse nossos grupos no WhatsApp ou no Telegram e receba tudo assim que for para o ar.

“odds