O Ano-Novo da NFL é só no dia 3 de março, porém o troca-troca de head coaches sempre vem antes. Algumas equipes já se ajeitaram para a próxima temporada, enquanto outras irão se ajustar mais para a frente. Até março, ninguém fica sem treinador. Eu espero.
Caso você esteja mais perdido do que gringo no calçadão de Madureira, aqui vai um resumão de todas as contratações desse carrossel de novos head coaches. Tem algumas renovações e extensões no meio, porém o foco principal são os cargos principais. Dito isso, sebo nas canelas.
John Harbaugh, New York Giants
Dizem por aí que o respeito voltou no lado azul de Nova York. Se ele vai voltar mesmo, isso eu não sei. Porém, é inegável que John Harbaugh é a maior contratação dos Giants desde Tom Coughlin. Depois de passar uma década investindo em técnicos de primeira viagem (e todos eles dando errado), John Mara abriu o cofre e catou Harbaugh logo de cara.
Embora os anos recentes em Baltimore sejam decepcionantes, ninguém é doido em dizer que Harbaugh não é um bom treinador. Mais do que campeão do Super Bowl, ele estabeleceu uma cultura vencedora nos Ravens. É justamente esse o objetivo nos Giants: reestabelecer a cultura. A chegada de Todd Monken é positiva para o ataque, em especial para Jaxson Dart. Como diria o seu Ladir: uma contratação MARA.
Kevin Stefanski, Atlanta Falcons
Matt Ryan virou membro da diretoria e já colocou suas manguinhas de folga. Tirando Harbaugh, Kevin Stefanski era o nome mais bem quisto no mercado entre os experientes. Claro, os anos finais em Cleveland foram ruins e ele tem sua parcela de culpa nisso. No entanto, ele fez um ótimo trabalho desenvolvendo Kirk Cousins ainda como OC dos Vikings (mais abaixo) e, já nos Browns, os primeiros anos de Baker Mayfield (mais em breve também).
A permanência de Jeff Ulbrich como coordenador defensivo é um ponto positivo, além de trazer continuidade a um trabalho já bom em 2025. Bijan Robinson e Drake London também ficam felizes. A grande questão está atrás do center: quem será o quarterback? Michael Penix, que voltará de lesão em 2026? Kirk Cousins, quem Stefanski conhece bem?
Nós só teremos resposta para isso depois de julho/agosto. Até agora, a única certeza que temos é a de que a NFC South nos entregará muito entretenimento em 2026, porque olha como foi a reação do Baker com essa notícia…
Failed is quite the reach pal. Still waiting on a text/call from him after I got shipped off like a piece of garbage. Can’t wait to see you twice a year, Coach. https://t.co/jUUsYkvlOC
— Baker Mayfield (@bakermayfield) January 20, 2026
Robert Saleh, Tennessee Titans
Não é todo dia que você recebe uma segunda chance como head coach. Ainda mais quando sua primeira experiência foi tenebrosa – e no New York Jets. Robert Saleh não foi um bom head coach por lá (ele foi fiador de Zach Wilson, vale lembrar) e, neste último ano, voltou para os 49ers como coordenador defensivo. Mesmo dizimada por lesões, Saleh fez um trabalho espetacular nessa defesa. Não à toa que ele foi escolhido para ser o novo treinador dos Titans.
A grande questão aqui é saber quem será o coordenador ofensivo para ajudar Cam Ward no seu segundo ano. Fique de olho em nomes como Mick Lombardi (cruz credo), Dave Ragone (técnico de quarterbacks dos Rams), Jason Vrable (coordenador do jogo aéreo dos Packers), Klay Kubiak, Mike LaFleur ou qualquer outro nome do grupo de RPG ramo Shanahan-McVay-LaFleur.
Jeff Hafley, Miami Dolphins
Poucas vezes me senti tão Glória Pires comentando os filmes do Oscar e não sendo capaz de opinar. Porque de fato não somos capazes de opinar. Jeff Hafley fez um bom trabalho como coordenador defensivo dos Packers. Além disso, ele tem experiência como treinador principal no college, quando foi head coach de Boston College. Sem contar que Jon-Eric Sullivan (ex-Packers) virou general manager dos Dolphins – e os dois juntos parecem o Beavis e Butt-Head, como bem disse nosso amigo Felipe Vieira.
Mas afinal de contas, o que esperar dele como head coach? Ninguém sabe. Hafley será um treinador de primeira viagem e, em termos de resultados, não mostrou muita coisa na NFL para ser logo cotado como tal. Outros pontos a se observar são: 1) o que fazer com Tua Tagovailoa? e 2) como a comissão técnica se montará. Vale lembrar que Hafley e Anthony Weaver, por enquanto o atual coordenador defensivo do time, já trabalharam juntos na década passada. Por enquanto, não somos capazes de opinar.
Jesse Minter, Baltimore Ravens
Ah, as ligações da família Soprano família Harbaugh pela NFL. O Baltimore Ravens saiu de John Harbaugh e terminou escolhendo um cria da família como seu novo head coach. Piadinhas toscas à parte, Minter chega como uma opção segura depois de um ótimo trabalho nos últimos quatro anos junto do outro irmão da família.
Com um background defensivo, a comissão técnica vai ser a chave, especialmente porque Minter tem um excelente histórico de desenvolvimento de jogadores e também de tirar o melhor deles—basta olhar para o 2025 de Odafe Oweh nos Chargers como uma opção. É momento de ficar de olho em quem vai ser o coordenador ofensivo, porém as impressões iniciais são muito boas para a contratação.
Menções honrosas:
– Drew Petzing, novo coordenador ofensivo do Detroit Lions: quem acompanha o ProFootball há algum tempo sabe que eu não era fã do casamento Kyler Murray/Jonathan Gannon/Drew Peltzing. Além de nunca ter ornado de fato, nenhuma das partes fazia questão de entender uma a outra. Dito isso: acho uma boa adição dos Lions. Apesar dos revezes, Peltzing soube extrair o melhor de Trey McBride e Michael Wilson. Com um ataque mais talentoso e um quarterback que casa melhor com seu estilo, vejo os dois lados saindo felizes.
– Mike McDaniel, novo coordenador ofensivo do Los Angeles Chargers: nosso querido nerdola ainda é candidato a algumas vagas de head coach, porém decidiu descer um degrau e se juntar ao bonde de Jim Harbaugh. Mike McDaniel foi ótimo desenhando o jogo terrestre como OC dos 49ers e catapultou De’Von Achane ao estrelato. Com Omarion Hampton e a linha ofensiva ficando mais saudáveis, esse casamento pode dar muito certo. Ah, claro, ter Justin Herbert é um plus também.
– Christian Parker, novo coordenador defensivo do Dallas Cowboys: uma contratação que passará abaixo do radar, mas com grande potencial de ser uma das melhores desta safra. Os Cowboys finalmente se livraram de Matt Eberflus e foram atrás de um dos pupilos de Vic Fangio. Ex-técnico de secundária e bastante jovem (ele tem 34 anos), Parker tem no currículo o desenvolvimento de Patrick Surtain II, Quinyon Mitchell e de Cooper DeJean. Um sopro de ar necessário para uma defesa bastante capenga em 2025.
– Brian Flores seguindo no Minnesota Vikings: a franquia anunciou nesta semana a extensão de seu contrato. Tal como McDaniel, Flores ainda está fazendo entrevistas para head coach. Mas caso os Vikings consigam mantê-lo para 2026, será um acerto e tanto para uma das defesas mais divertidas da NFL.
– Eric Bieniemy de volta ao Kansas City Chiefs: por falar nele… Antes, um brinde aos haters de Matt Nagy como coordenador ofensivo dos Chiefs. Vocês finalmente se livraram da praga e voltaram com seu antigo amor. Seria mais interessante Andy Reid ir atrás de uma perspectiva “diferente” da sua filosofia? Na minha opinião, sim. Porém, pior seria ficar com Matt Nagy – e a volta de Bieniemy é algo positivo, de qualquer forma.
Para saber mais:
Patriots x Broncos: Há esperança no Colorado?
Rams e Seahawks: enfim, os melhores times da NFC
Finais de Conferência da NFL: Onde assistir?
EP 17, temp 2025: EP 17, temp 2025: Divisional round e novos treinadores
Quer ter todo conteúdo do ProFootball rapidinho em seu celular ou computador sem perder tempo?
Acesse nossos grupos no WhatsApp ou no Telegram e receba tudo assim que for para o ar.





