O impressionante trabalho de Mike Vrabel em 2025

Vrabel conseguiu o quase impossível: pegar um time de duas campanhas negativas seguidas e comandá-lo rumo ao Super Bowl. Seja qual for o resultado final no dia 8 de fevereiro, New England tem o comandante perfeito para conduzir sua nova era.

No começo da semana, o Bulio dedicou uma parte do 5 Lições ao head coach dos Patriots. Fazendo coro ao que ele disse, Mike Vrabel conseguiu um feito quase impossível. O New England Patriots vinha de duas temporadas consecutivas negativas e pior: um cenário de bagunça total após a saída de Bill Belichick e a tentativa fracassada com Jerod Mayo.

O que Vrabel tinha quando chegou em Foxborough? Um projeto muito promissor em Drake Maye e outras poucas peças na defesa, como Christian Gonzalez. E só. O elenco não era um dos melhores – e ainda não é. A previsão antes da temporada era que New England arrumasse a casa e ajudasse no desenvolvimento de Maye.

Pois bem: eles estão no Super Bowl mais uma vez. Seja qual for o resultado final no dia 8 de fevereiro, New England tem o comandante perfeito para conduzir sua nova era.

A arte do situational football e outras miudezas 

Durante a final da AFC, J.J. Watt (saudades) chamou a atenção para um ponto subestimado às vezes. Em um mundo de grandes esquemas ofensivos e defensivos, os meandros do futebol americano ganham menos destaque. Quando falo de meandros, é isso que Watt citou em seu tweet. O famoso situational football – terceiras, quartas descidas e redzone -, ter o livro de regras na palma da sua mão e usá-lo ao seu favor, timeouts, punts e afins. Fatores que, plasticamente falando, não são bonitos aos olhos. Porém, são eles que decidem a vitória ou derrota de um time.

E Mike Vrabel se aproveita disso muito bem.

Vamos pegar o jogo contra Denver como exemplo. O ataque não fluiu como o esperado, nem quando a neve virou um fator. Por exemplo: Drake Maye foi sacado cinco vezes e teve só 10 passes completos na partida inteira. A defesa, em contrapartida, conseguiu pressionar Jarett Stidham e forçar o primeiro turnover decisivo do jogo. O ataque soube capitalizar e o próprio Maye correu para o touchdown.

É depois do 7-7 que as coisas começam a ficar feias aos olhos, mas perfeitas para Vrabel. Na primeira campanha ofensiva após o intervalo, os Patriots gastaram mais de nove minutos no relógio, chutam o field goal e deixam o placar 10-7. Nas palavras do próprio treinador para a sua defesa, “se eles [os Broncos] não marcarem pontos, vai ser difícil eles vencerem o jogo”.

Dito e feito: o ataque dos Broncos não fez nada no segundo tempo. É verdade que a neve já tinha virado um obstáculo naquela altura. No entanto, isso não tira o mérito de New England, que soube emperrar as ações do adversário. Vide o field goal bloqueado no último quarto e, claro, a interceptação derradeira de Christian Gonzalez. Os Patriots souberam utilizar as miudezas (e as feiuras) do jogo ao seu favor e vejam só: eles estão no Super Bowl. De novo.

Uma nova era e um novo capítulo no Patriot Way

Pela 12° vez na história, o New England Patriots disputará o Super Bowl. É isso mesmo que você leu: são doze aparições no Super Bowl, sendo metade delas levantando o troféu Vince Lombardi. Nenhuma franquia na história da NFL conseguiu chegar perto desse feito. O Pittsburgh Steelers tem a mesma quantidade de títulos, mas com menos aparições (8). O Kansas City Chiefs, o grande bicho-papão desta década, tem quatro títulos em sete aparições.

Mas o que significa tudo isso, afinal? Para a tristeza de 31 torcidas, a volta do Império do Mal de Foxborough.

Para início de conversa, Mike Vrabel e companhia tem um pequeno tabu pela frente. New England nunca venceu um Super Bowl fora da era Belichick-Brady. E as outras duas vezes que chegou antes da Dinastia, em 1985 e 1996, terminaram com derrota. Vale lembrar que eram outros tempos e, em especial, um outro New England Patriots. Até mesmo em 1996, já com Robert Kraft de dono. Naquela época, a franquia ainda tentava encontrar seu eixo. O tão famoso Patriot Way estava para nascer: primeiro com Bill Parcells (e um breve período com – vejam só – Pete Carroll), depois florescendo de vez com Bill Belichick.

Desta vez, o cenário é diferente. Ok, Josh McDaniels foi o arquiteto ofensivo da Dinastia. Mike Vrabel foi tricampeão do Super Bowl como jogador: mais do que isso, um dos pilares da defesa dos Patriots no início dos anos 2000. O velho Patriot Way ecoa ainda em Foxborough, porém reformulado para esta década. Seja qual for o final no dia 8 de fevereiro, feliz ou não, o New England Patriots finalmente chegou aos anos 2020. Com isso, voltou ao maior palco de todos. Mais uma vez.

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