O Levi’s Stadium, em Santa Clara, prepara-se para ser o palco de um capítulo histórico na NFL. O Super Bowl LX não é apenas mais uma final; para o New England Patriots, representa o ápice de uma reconstrução e a prova de que a cultura da equipe soube se adaptar aos novos tempos da liga. Enquanto o mundo observa a ascensão de Drake Maye, a verdadeira engrenagem que colocou New England de volta ao topo reside em três nomes que personificam a explosão ofensiva, a redenção defensiva e a versatilidade absoluta.
Para derrotar o Seattle Seahawks e levantar o sétimo troféu Vince Lombardi, os Patriots dependem de jogadores que saibam operar sob pressão extrema. É aqui que Kayshon Boutte, K’Lavon Chaisson e Marcus Jones deixam de ser apenas nomes no roster para se tornarem os arquitetos do destino da franquia.
Kayshon Boutte – WR
Se houve uma crítica aos Patriots nos últimos anos, foi a falta de um recebedor capaz de “esticar o campo”. Essa narrativa morreu na atual temporada com a afirmação de Kayshon Boutte. O jovem recebedor não apenas se tornou o alvo favorito de Maye, mas transformou o playbook de New England em um pesadelo para os coordenadores defensivos adversários.
O foco central de Boutte este ano tem sido sua capacidade única de criar jogadas verticais em excelente número. Ele não é apenas um jogador de rotas curtas; ele é o velocista que força as safeties a jogarem a 20 jardas da linha de scrimmage. Com uma aceleração de elite e um rastreamento de bola impecável em passes longos, Boutte terminou a temporada regular entre os líderes da liga em recepções de mais de 20 jardas aéreas e em touchdowns (foram 6). No Super Bowl, sua função é clara: ser a ameaça constante que impede a defesa de Seattle de congestionar o box. Cada vez que Boutte alinha no lado externo, ele carrega consigo o potencial de anotar um touchdown em uma única jogada, mudando o momentum do jogo em questão de segundos.
K’Lavon Chaisson – EDGE
Na NFL, poucas coisas são tão impressionantes quanto a narrativa de um jogador que se recusa a ser definido pelos seus fracassos iniciais. K’Lavon Chaisson chegou a New England sob desconfiança, carregando o peso de escolha de primeira rodada que não havia florescido em outras paragens. No entanto, o que vimos nesta campanha foi uma metamorfose completa.
Chaisson ressurgiu este ano após fracassos anteriores, provando que o ambiente e o esquema tático certo podem resgatar um talento bruto. Ele deixou de ser um jogador de rotação para se tornar o pesadelo dos offensive tackles, mostrando-se um grande pass rusher com um arsenal de movimentos renovado. Sua velocidade ao contornar o arco e sua força física para converter velocidade em potência transformaram a linha defensiva dos Patriots em uma unidade agressiva. No Super Bowl LX, a pressão sobre o quarterback adversário passará inevitavelmente pelas mãos de Chaisson. Sua capacidade de quebrar o pocket e forçar erros sob pressão será o termômetro da defesa de Foxborough.
Marcus Jones – CB e retornador
Se Boutte é o martelo e Chaisson é a bigorna, Marcus Jones é o canivete suíço que toda equipe campeã precisa.
Como nickel cornerback, Jones se estabeleceu como um dos defensores mais “pegajosos” da liga. Sua agilidade lateral permite que ele acompanhe os recebedores mais rápidos do slot, anulando as rotas cruzadas que costumam ser a válvula de escape dos ataques. Mas sua utilidade não para por aí. O grande diferencial de Jones, e o que faz as arquibancadas prenderem o fôlego, é seu potencial de fazer jogadas como retornador. Um punt mal chutado em sua direção – foram dois retornados para TD nessa temporada – é um convite ao desastre para o adversário. Jones possui a visão de campo e a explosividade necessárias para transformar um simples chute em uma vantagem territorial decisiva ou até mesmo em seis pontos diretos. Em um jogo equilibrado como o Super Bowl, um retorno de 30 ou 40 jardas de Marcus Jones pode ser o fator que decide quem levanta a taça.
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