No último 5 lições da temporada de 2025, Henrique Bulio traz alguns pontos importantes do Super Bowl entre Seattle Seahawks e New England Patriots
1. Ser agressivo é ser campeão
A mentalidade de Mike Macdonald é bastante notável. Muito agressivo em todos os sentidos, o treinador do Seattle Seahawks não tem medo de atirar para cima, desde os tempos de Baltimore Ravens. No Super Bowl, um plano de jogo que colocou o experiente Josh McDaniels no chinelo, dominando em todos os sentidos.
Os Seahawks eram capazes de pressionar e defender o jogo terrestre com quatro homens, porém Macdonald causou ainda mais dificuldade com blitzes pontuais envolvendo Ernest Jones e Devon Witherspoon. Drake Maye teve uma noite difícil e, sem respostas para tanta pressão, cometeu múltiplos turnovers. A agressividade de Seattle levou o time ao topo da montanha.
2. Jogar mal não é ser pipoqueiro
Agora, dizer que Drake Maye foi pipoqueiro ou é mediano é daquelas análises preguiçosas que não fazem parte do Pro Football. Foi uma pós-temporada complicada, mas isso porque o nível das defesas enfrentadas era muito alto, diferente do nível da linha ofensiva. Maye teve boas jogadas; o problema é que o desafio no domingo era grande demais.
Os Patriots estão em excelentes mãos e, lembremos, essa foi apenas a segunda temporada dele, com vários momentos na pós-temporada onde tudo era muito novo. New England tem um franchise quarterback para se orgulhar e competir na forte AFC nos próximos anos.
3. Não complicar também faz parte do plano
Ninguém vai assistir o Super Bowl LX e achar que Sam Darnold teve um jogo brilhante. Só que ele fez exatamente o que precisava fazer: não complicou. Darnold deixou algumas boas oportunidades em campo e não foi agressivo como poderia ter sido. Ainda assim, num jogo onde a defesa fez tudo que Seattle precisava, ele também cumpriu sua parte: não entregou a bola.
Darnold tem uma das histórias de redenção mais bonitas de toda a NFL e merece ser celebrado. Não por ser parte da elite ou por ser brilhante, e sim porque é um exemplo de dedicação e de que, quando você trabalha duro, você pode alcançar seus objetivos mesmo com dificuldades no caminho. Não existe fantasma que assuste quem nasceu para ser campeão.
4. Os Patriots estão muito bem para o futuro
Que a derrota não apague o bom jogo de alguns nomes que os Patriots possuem no elenco. O trabalho de New England foi muito bom, e alguns nomes no elenco serão a base para o futuro. Os óbvios são Drake Maye e Christian Gonzalez liderando seus respectivos da bola, mas não perca de vista: Craig Woodson, TreVeyon Henderson e Kayshon Boutte fazem parte de um bom núcleo jovem que o time possui—e sim, Will Campbell tem salvação, apesar da péssima partida no Super Bowl. O talento existe.
Além disso, claro, nomes importantes que não são assim tão jovens. Milton Williams, Hunter Henry e Stefon Diggs ficam por pelo menos mais um ano. Renovações como as dos importantes K’Lavon Chaisson e Jaylinn Hawkins podem acontecer. O time está bem preparado para ser competitivo em 2026.
5. O Draft continua sendo o mapa da mina de ouro
Devon Witherspoon, Jaxon Smith-Njigba, Derick Hall, Zach Charbonnet, Charles Cross, Boye Mafe, Kenneth Walker, Coby Bryant, Tariq Woolen, Byron Murphy, AJ Barner, Grey Zabel e Nick Emmanwori. Essa longa lista de nomes de jogadores dos Seahawks é composta apenas por jogadores draftados pela equipe nos últimos quatro anos: alguns deles vão atingir a free agency, mas esse não é o ponto.
Os Seahawks possuem um elenco que foi “barato” em 2025 e possuem o quinto maior cap space em 2026—cap esse que, claro, vai ser usado na renovação de contratos de alguns desses jogadores. A mina de ouro para a construção de um time forte é o Draft, com algumas adições pontuais na free agency chegando para elevar o nível do elenco. Pode dar certo construindo sua base na free agency? Não dá pra afirmar que é impossível, porém é claramente muito mais difícil.
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