5 lições é uma coluna semanal, abordando pontos importantes que a rodada da NFL nos trouxe. Estará no ar sempre nas segundas-feiras, com exceção da semana de abertura, trazendo opinião rápida e de forma clara. Clique aqui e confira o índice da coluna!
1. Kyle Shanahan é bom em qualquer lugar do mundo
Não é necessário ter qualquer dúvida sobre a qualidade de Kyle Shanahan: quem aprecia o bom futebol americano sabe que ele é um dos melhores da profissão, sem achismos ou exageros. O treinador dos 49ers deu mais uma aula de playcall na Austrália, explorando muito bem as (poucas) deficiências defensivas do Los Angeles Rams e colocando os linebackers em um dia difícil.
Mesmo contra uma equipe de muita qualidade, os 49ers venceram com autoridade e relembraram um fator importante: se o time estiver saudável, com Shanahan, Purdy, Fred Warner e outros personagens, San Francisco não pode jamais estar fora da lista de favoritos em uma temporada.
2. Dá pra sobreviver sem Sam Darnold
O atual campeão, por outro lado, mostrou que a força da equipe continua no topo. Uma vitória muito impressionante sobre o New England Patriots, dado o contexto da partida, a perda do quarterback titular e a presença não tão agradável de Drew Lock quando está em campo. Vencer o New England Patriots não seria tarefa fácil, mas Mike Macdonald mostrou que seu time chega para brigar por coisas grandes mais uma vez.
Os próximos jogos, contra Arizona Cardinals e Washington Commanders, tendem a ser mais tranquilos, enquanto o quarterback se recupera de seu problema. A depender da gravidade da lesão e do tempo de recuperação, a temporada continuará nos eixos perfeitamente mesmo sem um de seus principais jogadores.
3. A versão ousada de Josh Allen é quase imparável
Poucos quarterbacks fariam o que Josh Allen fez no último domingo, dominando a excelente defesa do Houston Texans como se fosse um grupo comum e mediano. Allen completou 4 dos 7 passes que tentou onde a bola viajou mais de 20 jardas no ar, somando 155 jardas e 2 touchdowns no processo. Os passes que Allen completou, inclusive, foram de uma arrogância tremenda, fruto de um jogador que sabe a qualidade que tem e que conta com um braço que talvez seja o mais impressionante da liga.
O caminho até vencer o Super Bowl passa por um time melhor e, também, uma melhora defensiva que nem sempre Buffalo pôde contar em outros momentos. De toda maneira, o que fica claro é que o quarterback dos Bills é capaz de garantir jogos no braço mesmo contra bons adversários.
4. O primeiro sinal de Harbaugh traz o esperado: decência
A vitória do New York Giants sobre o Dallas Cowboys impressionou não só por vencerem um adversário divisional que, em tempos recentes, mais do que dominou o confronto direto. O que chamou mesmo a atenção durante 60 minutos foi a consistência ofensiva dos donos da casa, que souberam se portar de forma magistral durante os 60 minutos de jogo e mostraram coisas muito boas no processo, principalmente com relação a animadora dupla composta por Cam Skattebo e Jaxson Dart.
A chegada de John Harbaugh veio justamente com esse objetivo: levar o máximo de competência para a organização e garantir que os jogadores pudessem performar ao máximo de suas capacidades, sem deixar a sensação de time incompetente ou que estava sempre a um passo de desmoronar em campo. Os resultados vão oscilar, é claro, porém a postura inicial é de levar muitos sorrisos ao torcedor dos Giants.
5. Realmente chocante!
Quem diria que contratar um bom jogador para uma posição carente há tantos anos fosse resolver o problema da posição? Kenneth Walker adicionou ao seu desempenho de MVP no último Super Bowl com mais uma atuação espetacular na estreia da temporada, incluindo uma corrida explosiva de 60 jardas contra a forte defesa do Denver Broncos. É justamente o que tanto precisavam.
O balanço ofensivo da equipe esteve muito melhor e, enquanto Mahomes encontra seu ritmo e volta a sua melhor forma, Walker será bem necessário. O cartão de visitas, com 191 jardas totais e 2 touchdowns, foi o melhor possível.






