[dropcap size=big]O[/dropcap] Arizona Cardinals é um time em reestruturação após o fim da Era Palmer-Arians. Neste ano, entra correndo por fora, mas ao menos a expectativa em torno da franquia é que o time conquiste alguns triunfos em 2018. Com cinco campanhas seguidas ganhando sete ou mais partidas, a equipe está cotada nas casas de apostas de futebol americano para no mínimo manter este número para esta edição do campeonato.
Cardinals começam com três jogos em casa
Se tem um time que pode indicar seu destino logo no começo da temporada este é o Arizona Cardinals. A franquia faz três dos seus quatro primeiros jogos em casa e se passar bem por isso pode terminar a campanha com um saldo positivo. Isso faz com que quem acreditar na equipe busque investir agora, pois caso a mesma termine com seis triunfos ou mais nesta fase regular garante R$ 1,66 para cada real, segundo estatísticas do Oddsshark.com. Supondo que os Cardinals consigam ganhar os duelos com seu mando, este feito se torna bem mais provável, o que faria com que estas cifras fiquem menores para quem deixar para depois.
O que vale ficar de olho também é que dos quatro primeiros compromissos, dois são bem interessantes, pois são contra Washington e Chicago. Os adversários aparecem com um nível similar ao de Arizona, o que promete ser um embate com boas chances. Além destes dois, o time encara Seattle Seahawks e Los Angeles Rams – este último sendo o único fora de casa dentre os quatro primeiros jogos.
Quem desejar ir por outro caminho e esperar que os Cardinals tenham no máximo cinco vitórias garante R$ 2,20 em cada real, de acordo com dados do Oddsshark.com, se de fato a franquia tiver uma campanha tão desastrosa nesta edição.
Pontos fortes
Para quem sofreu com lesões no ano passado, Arizona até que terminou com uma boa campanha, tendo oito vitórias. Mantendo muitas peças e não convivendo com este problema por enquanto já traz uma expectativa maior para esta edição. Um dos que está 100% recuperado e pode acrescentar e muito aos Cardinals é David Johnson. O running back, que passou praticamente toda a última temporada de molho, vinha de um desempenho espetacular em 2016, quando avançou 2.188 jardas e anotou 20 touchdowns.
O time também se reforçou para esta edição e trouxe jogadores com boas perspectivas. Depois de perder Carson Palmer, que decidiu pela aposentadoria, o Arizona foi buscar um nome experiente e uma jovem promessa. Para a função de titular contratou Sam Bradford, que vem de lesão, mas já mostrou que tem algum talento. Afinal, em 2016 pelo Minnesota Vikings, terminou a campanha com 3877 jardas, 20 touchdowns e apenas cinco interceptações. Além de ser titular, ele chega para orientar o calouro Josh Rosen. O atleta ex-UCLA vem com a responsabilidade de ser um futuro franchise quarterback e de fato tem muito potencial, pelo o que mostrou no College.
Caso Rosen, quarterback de maior piso de talento da classe de 2018, seja titular desde a Semana 1 – não dá para descartar que ele bata Bradford no training camp – as coisas ficam interessantes para quem acompanha a NFL casualmente. É sempre uma boa história vermos as dores de crescimento de um quarterback calouro. Caso você seja um investidor, a incerteza de um calouro na posição mais importante do esporte pode pedir maior precaução.
Outro ponto forte é a permanência de Chandler Jones, que terminou 2017 com 17 sacks, o líder nesta estatística.
Pontos fracos
O time é mais um dos que passará por reformulação nesta temporada. A primeira troca é logo no comando, pois Bruce Arians resolveu aposentar. Para o seu lugar veio Steve Wilks, que era coordenador defensivo do Carolina Panthers. O ataque deve ficar na mão de Mike McCoy, ex-head coach do (então) San Diego Chargers.
Com isso, entramos na principal fragilidade da franquia que é o ataque. Os Cardinals foram os terceiros que menos correram jardas por partida na edição passada, com apenas 86.6 de média. Esta dificuldade fez com que o time anotasse apenas 295 pontos em 2017, ficando na frente de apenas dois adversários na Conferência Nacional.
O baixo número acaba ofuscando a defesa, que fez um bom trabalho, mas não o suficiente para compensar a falha ofensiva. A volta de David Johnson e o interminável Larry Fitzgerald prometem mudar o cenário. Mas a posição de quarterback é determinante para o futuro dos Cardinals nos quesitos ofensivos e, sinceramente, não dá para prever nada com exatidão. Bradford ficará saudável? Jogará bem? Rosen será o titular? Tudo é cedo pra dizer.
Últimas temporadas
Depois de avançar para os playoffs em 2014 e 2015, o Arizona Cardinals ficou no caminho nas últimas duas temporadas. No entanto, os desempenhos foram bons, terminando com sete triunfos em 2016 e oito em 2017. Para este ano é difícil repetir o que fez três anos atrás, quando teve a melhor campanha da sua história, no qual venceu 13 das 16 partidas. O foco, portanto, vai ser não ter uma fase regular negativa, que ocorreu em três das últimas dez edições.
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