Estimativa de vitórias: Falcons podem ser ameaça aos Saints na NFC South

Leitura Rápida: Reforçado pelo calouro Calvin Ridley, time da Georgia tenta recuperar ritmo que lhe garantiu disputa do Super Bowl LI

É difícil falar que o ano de 2017 do Atlanta Falcons foi um fracasso, já que a equipe liderada pelo quarterback Matt Ryan só caiu nos playoffs para o Philadelphia Eagles, que posteriormente venceria o Super Bowl LII diante do New England Patriots.

Mas a sensação é que a franquia da Georgia poderia ter ido mais longe, como ocorreu na temporada anterior, quando ficou com o vice-campeonato da NFL.

O placar parcial de 28-3 no terceiro quarto sobre o time de Tom Brady e a saída do coordenador ofensivo Kyle Shanahan para o San Francisco 49ers foram situações que acompanharam os Dirty Birds na temporada passada, mas o ano de transição do técnico Dan Quinn ainda sim pôde ser considerado proveitoso após uma campanha de 10-6 e ainda vitória sobre o Los Angeles Rams na rodada do wild card. Os Rams, vale lembrar, jogavam em casa, venceram sua divisão e eram um dos mais quentes times da NFL. Atlanta caiu para os Eagles, eventuais campeões, literalmente na última campanha ofensiva. 

Após um 2017 no qual o ataque não rendeu o como antes, caindo de 33.8 pontos por jogo e então líder da NFL na campanha do vice-campeonato de 2016, para meros 22.1 pontos por partida em em 2017, a pressão está toda sobre Steve Sarkisian. Em seu segundo ano com a franquia, o coordenador ofensivo terá a responsabilidade de melhorar o setor que teve dificuldades para converter jardas em pontos – a equipe foi apenas a 15ª em toda a liga, com 22.1 pontos.


Ainda assim, o Atlanta Falcons é considerado um dos favoritos na equilibrada NFC South, que no ano passado teve três times nos playoffs – o campeão New Orleans Saints, o Carolina Panthers e os próprios Falcons. No páreo segundo as casas de apostas de Las Vegas para voltar a vencer a divisão, o time da Georgia é apontado com odds de R$ 2,90 (OddsShark.com) para cada real investido.

Vencer a NFC South, significa, em tese, ter uma campanha superior acima de 10 vitórias, dado o retrospecto do campeão Saints na temporada passada: 11-5. Para o time de Atlanta, isso não parece ser um problema, já que a equipe tenta pelo terceiro ano consecutivo ultrapassar a barreira dos dois dígitos no quesito vitória. Até por isso, os Dirty Birds são avaliados em R$ 1,69 segundo o site especializado OddsShark.com para ter uma temporada regular acima de 9 vitórias.

Isso passará ser realidade se a franquia começar forte 2018, já que tem logo de cara o Philadelphia Eagles, atual campeão do Super Bowl. Além dos embates contra os rivais de divisão Drew Brees (Semana 3 e 12) e Cam Newton (Semana 2 e 16), o Falcons terá confrontos interessantíssimos contra o Pittsburgh Steelers (Semana 5), Dallas Cowboys (Semana 11) e Green Bay Packers (Semana 14).

Pontos fortes

Depois da histórica campanha em 2016, o Atlanta Falcons regrediu na temporada passada. Mas como dissemos anteriormente, isso não significou um ano decepcionante para a equipe. Até mesmo o então MVP, Matt Ryan, teve quedas em suas estatísticas, mas nada que preocupasse, já que foram 4.095 jardas, 20 touchdowns e 12 interceptações.




Pensando na temporada que irá começar, o wide receiver Julio Jones continuará sendo o principal alvo do quarterback, apesar de toda disputa com a diretoria por uma extensão de contrato e aumento de salário. Mas ele ganha a companhia do calouro Calvin Ridley, que veio de Alabama. Em três temporadas com a equipe universitária, o wide receiver foi alvo 43 vezes na red zone e teve 20 recepções para 107 jardas e 10 touchdowns.

A posição de running back segue bem servida, com Devonta Freeman e Tevin Coleman sendo uma das duplas mais letais do jogo terrestre da NFL. Sem problemas de lesão, os carregadores de piano são uma boa alternativa para desafogar o jogo em Julio Jones, Calvin Ridley e no tight end Austin Hooper.

Quem também merece a nossa devida atenção é a linha defensiva, que jovem, tem tudo para ser umas melhores da liga nas próximas temporadas. Após terminar 2017, primeiro ano do coordenador defensivo Marquand Manuel a frente da equipe, no Top 10 no ranking de scoring defense, o setor liderado pelos linebackers Deion Jones e De’Vondre Campbell, safety Keanu Neal e o nose tackle Grady Jarrett tem tudo para intimidar os ataques rivais. Principalmente porque a base foi mantida, com nove dos 11 jogadores que fizeram parte da dura derrota para o Eagles por 15-10 nos playoffs da divisão.

Pontos fracos

Apesar da confiança com a linha defensiva, as saídas do nose tackle Dontari Poe e do edge rusher Adrian Clayborn, líder em sacks da equipe em 2017, e os problemas físicos dos defensive ends Vic Beasley Jr, Takk McKinley e do cornerback Desmond Trufant podem ser motivo de preocupação. Isso porque Beasley, que retorna a sua posição original após uma temporada como outside linebacker, por exemplo, sofreu com problemas na coxa.

Outra questão é saber quem será o dono do setor de right guard. Há a opção pelo veterano Brandon Fusco, que veio do 49ers, de Andy Levitre, recuperado de lesão, e do segundo anista Wes Schweitzer.

Já no ataque, a situação fora de field de Julio Jones é a que mais preocupa. Sem aparecer no minicamp obrigatório, o cinco vezes Pro Bowler reivindica uma melhora em seu contrato, que possui mais três anos de duração e 35 milhões de dólares. Tentando se tornar o wide receiver mais bem pago da história da NFL, Jones deve iniciar uma batalha com o clube, que no final pode até prejudicar sua participação dentro de campo.

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