Joshua Garnett, guard de Stanford, foi uma das duas escolhas de primeira rodada do San Francisco 49ers. Ele assinou contrato com a equipe da NFC West e, com isso, resta apenas um calouro da primeira rodada que não tem assinatura no papel ainda: Joey Bosa, defensive end do San Diego Chargers.
Os calouros dos Chargers reportaram ao training camp na última sexta-feira e, enquanto havia muitos fazendo check-in no hotel e se apresentando à comissão técnica pela primeira vez após os treinamentos de intertemporada, Bosa não apareceu. O que os torcedores dos Chargers temiam acabou por ocorrer: Joey começou greve (holdout) e não deve se apresentar aos camps num futuro próximo a menos que a cláusula referente a quando ele ganha as “luvas” do contrato sejam revistas.
San Diego não conseguiu, como você já deve ter percebido, chegar a termos contratuais que ambas as partes – seja a equipe, seja a terceira escolha geral no Draft de 2016 – acordassem. Isso impressiona de certa forma, uma vez que desde o último Acordo Coletivo Trabalhista entre o Sindicato de Jogadores da NFL (NFLPA) e a liga em 2011, os contratos de calouros na prática são “pré-fabricados” de acordo de onde o jogador é escolhido no Draft, são quatro anos com opção de quinto (por parte da franquia) e não há muito o que mexer neles.
Bosa não esteve na apresentação ontem e também não foi a campo neste sábado. A primeira partida dos Chargers na pré-temporada é dia 13 de agosto contra o Tennessee Titans – e não é necessário dizer o quão é importante que um calouro esteja desde o primeiro dia na adaptação do jogo universitário para o profissional. No caso de Bosa, é ainda mais importante porque ele jogou no sistema 4-3 em Ohio State (e os Chargers jogam no 3-4). Para San Diego, quanto antes, igualmente melhor, por óbvio. A equipe precisa desesperadamente melhorar seu pass rush, dado que foi a segunda pior da NFL em termos de sacks nos últimos dois anos (com 58, só “perdendo” para Atlanta com 41).
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Segundo o San Diego Union Tribune, jornal local, as duas partes estão perto de um acordo. Ainda por conta do jornal, o negócio seria por volta de 25 milhões de dólares com valor total e 17,1 milhões de “luvas” que Bosa coletaria não mais tarde do que março do ano que vem. Este parece ser o problema, porque o defensive end parecer querer que o bônus seja movido mais para frente – o que lhe daria mais segurança contratual. Agora resta saber quem vence essa queda de braço.
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