O ano de 2016 reservou poucas brigas por titularidade na posição de quarterback. Ao menos no que tange ao nível técnico, podemos afirmar isso sem muito medo de errar. Dois jogadores inexperientes e Mark Sanchez brigavam pela titularidade em Denver. Em San Francisco, dois jogadores em declínio duelavam para ser o under center de Chip Kelly para 2016.
Além de anunciar os 53 jogadores do elenco – tal qual as regras da NFL mandam para hoje até 17h, horário de Brasília – o San Francisco 49ers anunciou hoje que Blaine Gabbert será o titular da equipe ao início da temporada. Era a tendência: raramente titulares jogam na Semana 4 da pré-temporada. Gabbert não jogou – Colin, sim.
O camisa 7 dos 49ers tem contrato garantido de 11,9 milhões de dólares para a temporada de 2016. Ele receberia mais 2 milhões caso tenha mais tempo de jogo como titular – isso, também, explica o fato dele ser declarado reserva. Nesta pré-temporada, Colin sequer teve como competir de igual para igual com Blaine Gabbert: ele perdeu treinamentos por conta de lesão e não esteve presente nas duas primeiras partidas amistosas em agosto por conta de “braço fadigado”. Quando entrou em campo, nas semanas 3 e 4, também não fez muito para justificar eventual mudança de ideia na cabeça de Kelly. Não teve nenhum touchdown passado (e nem corrido, pelos quais ficara famoso quando os coordenadores defensivos ainda não sabiam marcar a read-option).
Decisão de Kelly não deve ter sido motivada por polêmicas extra-campo de Kaepernick
Colin nunca teve – mesmo quando esteve no auge – como principal virtude a precisão em passes curtos e médios. Quando passava a bola de modo mais eficiente, geralmente o era em movimento ou em profundidade após a defesa lotar o box para tentar conter a read-option.
Debate: Kaepernick ou Gabbert, quem tem que ser o titular dos 49ers em 2016?
Acontece, justamente, que o esquema tático de Chip Kelly é todo predicado em uma alta porcentagem de passes completos (só ver a estatísticas de Sam Bradford no ano passado). Considerando que não é um esquema fácil de aprender e que Kelly cobra muito por constante repetição nos treinamentos, o fato de Kaepernick ter perdido tempo por lesão na intertemporada e ao início de agosto contou negativamente na avaliação do treinador.
Na última partida da pré-temporada, Colin Kaepernick se recusou a ficar de pé enquanto o hino nacional americano era tocado. A justificativa dada pelo quarterback é que ele acredita que os Estados Unidos oprimem afro-americanos e outras minorias. “Eu não vou ficar de pé e mostrar orgulho por uma bandeira de um país que oprime negros e pessoas “de cor””, disse Colin. “Para mim, isso é maior do que o futebol americano e seria egoísta de minha parte agir de qualquer outra forma. Há corpos nas ruas e pessoas não sendo presas por homicídios”, completou. A NFL, através de seu assessor de imprensa, disse que os jogadores “são encorajados mas não obrigados a ficarem de pé durante o hino nacional”.
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