Após confessar atos de violência doméstica, Josh Brown é suspenso pela NFL

Histórias de violência doméstica acontecem também, frequentemente, na NFL. O kicker do New York Giants, Josh Brown, que já foi detido uma vez por cometer tal crime após queixas de sua ex-mulher, falou a respeito do caso admitindo sua culpa e, consequentemente, manchando a imagem da NFL e dos Giants. Na época em que foi preso pelas agressões, Brown pagou fiança para continuar em liberdade. O processo empacou, as queixas não se sustentaram e a punição não foi imposta.

“Sempre fui um mentiroso durante a minha vida inteira. Para preencher o vazio de quando fui abusado com sete anos, tomei a decisão de usar e abusar das mulheres. Tratei-as como objetos e não me preocupei em como elas iam se sentir algum dia. Nunca tive empatia nenhuma, tampouco capacidade de me ligar emocionalmente. Nunca lidei com isso, e abusei sim da Molly (Brown, sua ex-mulher). Magoei-a fisicamente, emocionalmente e verbalmente”, disse Josh Brown, confessando os crimes que havia cometido. O atleta ainda completou: “Eu me via como Deus, e ela era a minha escrava”.

O caso veio à tona porque mesmo com o processo sendo ignorado pela polícia americana, o jornalista Ralph Vacchiano, do SportsNet New York, conseguiu ter acesso a documentos investigativos do caso, além de uma carta para amigos da família, que Brown teria escrito confessando seus atos. Papéis estes cujo provam que a NFL tinha conhecimento dos casos de agressões e abusos praticados pelo kicker dos Giants. Os registros mostram que durante uma viagem ao Pro Bowl, Josh Brown se embebedou, tentou agredir sua mulher dentro do hotel, e que ocorreu uma interferência direta da liga americana, a qual transferiu Molly e seus filhos para outro hotel, para que Brown não os encontrasse.

Os mesmos documentos provam também que Brown já havia admitido os maus tratos. Mostram falas como “Abusei sim da Molly. E não, não queria saber se ela sentia ou não dores”. A NFL, apesar de ter uma lei que afasta por seis partidas os atletas que cometerem esse tipo de crime, afastou Brown por apenas uma, com a alegação de que não existem provas suficientes.

O New York Giants renovou o contrato de Brown por dois anos pelo equivalente a quatro milhões de dólares (12 milhões de reais), ao começo do ano. O dono da franquia John Mara falou a respeito do caso: “Josh já havia nos falado que tinha abusado de sua esposa. O que nós não sabíamos era a dimensão do crime. Não está clara a extensão desse caso”. Quando fizeram um novo contrato com o atleta, Mara disse acreditar na melhora de Josh Brown e que se sentia confortável com a renovação.

O treinador do time de Nova Iorque, Ben McAdoo, disse que a franquia ainda não se decidiu por manter ou não o kicker após as confissões. Josh Brown não viajou para Londres com o New York Giants, que vai enfrentar o Los Angeles Rams no domingo. O ex-kicker do Chicago Bears, Robbie Gould, substituirá Brown e já treina com o elenco. Resta aos Giants dar o veredicto se o atleta permanece ou não no time.

De toda forma, hoje pela tarde a NFL resolveu fazer algo antes de qualquer movimentação dos Giants. O comissário da liga, Roger Goodell, colocou Brown na lista de jogadores suspensos com pagamento e por tempo indeterminado (Exempt List). Adrian Peterson foi o último jogador a ser colocado nessa lista enquanto as investigações sobre violência doméstica (para com o filho de Peterson) transcorriam.

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