A intertemporada é momento de ócio para muitos e, por tabela, para os jogadores também. Assim, mais do que naturalmente, alguns vão gastar tempo interagindo com fãs no Twitter e etc.
Foi o que DeAngelo Williams fez nesta segunda a noite. O running back do Pittsburgh Steelers recebeu uma sugestão de um fã dos Patriots no Twitter: de que ele deveria encerrar a carreira em New England. Williams disse que não pretendia fazê-lo e que ele ouviu que ninguém gosta de Bill Belichick, técnico dos Patriots, exceto por Tom Brady, seu quarterback titular desde 2001.
“Até onde me disseram, só Tom Brady gosta do técnico, então obrigado, estou feliz onde estou agora” foi a resposta. É mais uma das muitas ocasiões nas quais alguma personalidade da NFL lança uma pedra em Belichick. Aparte de quando ele tem um alvo no peito – deflategate, spygate e conexos – em outras ocasiões outros ex-jogadores e mesmo ex-técnicos já tiveram sua cota de críticas ao treinador dos Patriots.
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Não curiosamente, muitas vezes são peças que participaram da história de rivais dos Patriots. LaDainian Tomlinson, running back dos Chargers e dos Jets – além de certamente membro do Hall da Fama a partir do ano que vem, quando estará elegível – disse em uma ocasião que a falta de classe do New England Patriots emana direto de seu técnico. Don Shula, único técnico campeão do Super Bowl com temporada invicta e que passou a maior parte da carreira com o Miami Dolphins, uma vez chamou Bill Belichick de “Beli-cheat” (algo como “Beli-trapaça”, em português).
Seja como for, os Patriots vencem. Bill Belichick pode adotar métodos espartanos (como o “Do Your Job” de mantra), mas enquanto estiver vencendo os jogadores não irão instaurar uma rebelião ou publicamente dizer que não gostam dele. É justamente a mesma situação de Jim Harbaugh quando era técnico do San Francisco 49ers. Ganhou, o amor reina. Perdeu, a situação aperta. É a lei na NFL.





